Rosto da Semana – BarreiroLuciano Barata - o nascer do sonho da ESCOLA- TEATRO PROJÉCTOR
Luciano Barata é um nome, igualmente, indissociável da história do teatro no concelho do Barreiro e na região de Setúbal.

Por Jornal Rostos
Luciano Barata, ao longo dos anos inscreveu seu nome, em diversos projectos, da Quinta da lomba ao Lavradio, do Barreiro a Palmela e, naturalmente, em diversos grupos do concelho e da região.
O Projéctor foi o seu grande sonho – o seu grupo – e, ao longo dos anos foi vagueando por diversos espaços, da SIR «Os Penicheiros», para a SDUB «Os Franceses», do Bairro Marques da Costa para a Verderena, sempre de casa às costas, nunca desistindo de ter, um dia um espaço próprio, onde dinamizasse um projecto cultural, ligando o teatro à cidade e à vida.
O Teatro Projéctor ao longo dos anos cresceu, evoluiu, teve retrocessos, viveu como todos os projectos crises internas, dores de crescimento, conflitos de visões culturais, problemas humanos, porque o teatro é uma arte que nasce nas raízes do ser humano, das máscaras, do viver personagens, do reinventar a vida.
Luciano Barata, ao longo de todos estes anos, quase três décadas, teve um sonho – o sonho de ter um espaço para o projector, como outros, com tal, foram abençoados.
E, pelo que sabemos, tudo começou na gestão CDU e agora concretizou-se nesta gestão PS, com a cedência, ao Teatro Projéctor, das instalações da antiga Escola Primária, na Rua Professor Vicente França.
Finalmente, o Teatro Projéctor tem uma casa própria, tem um espaço onde pode desenvolver um projecto teatral e cultural, um projecto de intervenção civica, um projecto de cidadania, que, desde já, no seu arranque tem dentro de si essa energia do voluntariado a erguer paredes, a levantar do chão as raízes do futuro.
O Teatro Projéctor tem agora pela frente o maior desafio de todos os tempos, ser capaz de colocar a ESCOLA- TEATRO PROJÉCTOR na agenda cultural da cidade e da região.
Luciano Barata, está de parabéns, porque nunca desistiu, porque lutou por um sonho, ter instalações, onde pode nascer um projecto, que não é só para uma realização pessoal, mas que, obviamente, tem que ser para a realização de um projecto cultural do Teatro Projéctor.
No dia 29 de Julho, com a peça encenada por Abilio Apolinário, com base em textos de Gil Vicente, pode dizer-se que, o Teatro Projéctor, iniciou o seu novo caminho com merecidos aplausos, com um grande espectáculo, belo na encenação e belo nas interpretações.
Foi um começo com chave de ouro!
Luciano Barata, actor, encenador, está de parabéns, aqui fica, pois, merecidamente, esta distinção de Rosto da Semana.
António Sousa Pereira













