Crónicas do QuotidianoFaleceu José Pedro Costa
Cada palavra para ele tinha um valor, um significado, um conteúdo!
Quando arrancou o projecto jornal “Rostos”, José Pedro Costa, foi o primeiro a assinar o jornal, antes mesmo de ter inicio a sua publicação e, desde esse momento, fez sempre questão de pagar antecipadamente a sua assinatura.
Tomámos conhecimento do seu falecimento através do Editorial de Miguel Sousa; Director do “Jornal do Barreiro”. Foi com tristeza que registámos esse acontecimento.
Tomámos conhecimento do seu falecimento através do Editorial de Miguel Sousa; Director do “Jornal do Barreiro”. Foi com tristeza que registámos esse acontecimento.
Por S.P.
José Pedro Costa era um irreverente, um não alinhado, mas alinhado com a sua consciência.
Eu chamava-lhe, por vezes, anti comunista primário, mas ele, de facto era, sem dúvida, um anticomunista por convicção, porque afirmava valores e porque considerava que o comunismo é uma ideologia preversa – porque afirma valores que, na prática, acaba por os anular, tornando-se antihumanista.
Era José Pedro Costa um convicto humanista, colocava a defesa do homem como um valor central nos seus dias.
Era com algum entusiasmo que eu lia os seus “rabiscos” e comentários a artigos, notícias e textos de opinião.
Sei que ele, por vezes, exagerava nas suas análises, marcadas sempre pela sua interpretação maniqueista, mas era interessante contrapor e reflectir com os seus comentários que nos obrigavam a olhar o outro lado dos pensamentos.
Por vezes telefonava para minha casa. Começava a conversar com a minha Marta, que desde o primeiro telefonema o rotulou por “Drº Matraca”.
Um dia telefonou, falou, falou, falou e perguntou por mim, a minha Marta, então com uns doze ou treze anos gritou para mim: “Pai, anda cá ao telefone está aqui um homem que parece uma matraca a falar”. Ele ouviu o seu comentário. Riu a bom rir.
Então, a partir daí, quando telefonava e a Marta atendia dizia-lhe : “Olá ! Teu pai está ? Diz-lhe que é o Drº Matraca.”. E ficou conhecido pelo Drº Matraca.
A Marta ficou triste ao saber do falecimento do Drº Matraca.
E acredito que, de facto, apesar da sua irreverência, do seu comportamento impiedoso contra os comunistas, o Barreiro perdeu um homem que amava a sua terra natal, um homem que gostava de respeitar um amigo e colocava acima de tudo valores humanistas como ideal de vida e um desejo forte de ajudar a construir um mundo melhor.
Gostei de o conhecer e com ele partilhar momentos de reflexão...era incansável com a palavra, porque cada palavra para ele tinha um valor, um significado, um conteúdo!
Eu chamava-lhe, por vezes, anti comunista primário, mas ele, de facto era, sem dúvida, um anticomunista por convicção, porque afirmava valores e porque considerava que o comunismo é uma ideologia preversa – porque afirma valores que, na prática, acaba por os anular, tornando-se antihumanista.
Era José Pedro Costa um convicto humanista, colocava a defesa do homem como um valor central nos seus dias.
Era com algum entusiasmo que eu lia os seus “rabiscos” e comentários a artigos, notícias e textos de opinião.
Sei que ele, por vezes, exagerava nas suas análises, marcadas sempre pela sua interpretação maniqueista, mas era interessante contrapor e reflectir com os seus comentários que nos obrigavam a olhar o outro lado dos pensamentos.
Por vezes telefonava para minha casa. Começava a conversar com a minha Marta, que desde o primeiro telefonema o rotulou por “Drº Matraca”.
Um dia telefonou, falou, falou, falou e perguntou por mim, a minha Marta, então com uns doze ou treze anos gritou para mim: “Pai, anda cá ao telefone está aqui um homem que parece uma matraca a falar”. Ele ouviu o seu comentário. Riu a bom rir.
Então, a partir daí, quando telefonava e a Marta atendia dizia-lhe : “Olá ! Teu pai está ? Diz-lhe que é o Drº Matraca.”. E ficou conhecido pelo Drº Matraca.
A Marta ficou triste ao saber do falecimento do Drº Matraca.
E acredito que, de facto, apesar da sua irreverência, do seu comportamento impiedoso contra os comunistas, o Barreiro perdeu um homem que amava a sua terra natal, um homem que gostava de respeitar um amigo e colocava acima de tudo valores humanistas como ideal de vida e um desejo forte de ajudar a construir um mundo melhor.
Gostei de o conhecer e com ele partilhar momentos de reflexão...era incansável com a palavra, porque cada palavra para ele tinha um valor, um significado, um conteúdo!













