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Inferências

Por dentro dos Dias – BarreiroE, como sempre… o culpado é o mensageiro!
. Parabéns CORUTIB!

Ontem, o CORUTIB – Coral da Universidade da Terceira Idade, no Clube 31 de Janeiro «Os Celtas», celebrou os seus 20 anos de vida, um grupo que nasceu com o projecto da UTIB – Universidade da Terceira Idade do Barreiro, orientado pela Maestrina Olga Pancchenko, uma mulher que faz o que gosta, que ama e sofre com a guerra que há mais de um ano assola o seu país, Ucrânia. Uma apaixonada pela música.

7 min de leitura
Por dentro dos Dias – Barreiro E, como sempre… o culpado é o mensageiro! . Parabéns CORUTIB!

Por Jornal Rostos

O CORUTIB é um Grupo Coral que tem contribuído para levar o nome do Barreiro a diversos recantos do país, é um porta voz cultural do nosso concelho. Gente que canta, gente que ama a música.
Não tive possibilidades de estar presente no vosso concerto de aniversário, sei, pelo que li nas redes sociais que foi uma Festa animada e bem viva. Parabéns. Parabéns a todos os elementos e um beijo à Maestrina Olga, que admiro.

Todos os dias pela manhã, tenho por hábito partilhar um pensamento na minha página pessoal do Facebook, é uma forma de iniciar o meu dia no encontro comigo mesmo, um momento de meditação, de encontro com o silêncio, de interioridade, de tranquilidade.
Por vezes, no dia a dia, amigos comentam em breves notas matinais, e, expressam em palavras, o que sentem, no seu dia a dia, afirmando uma vontade, que gostam de “viver um dia de cada vez”. Eu respondo-lhes que prefiro “viver um dia, todos os dias”.
Dá mais alegria viver vivendo, do que ficar com esse sentimento que, parece, vivemos a arrastar os ossos – “um dia de cada vez”. O dia é para viver todo, inteiro, todos os dias, com todas as suas aprendizagens.
É, talvez, por isso que gosto de começar um dia viajando por dentro do silêncio. Meditar. Encontrar-me com a ternura dos dias. Sorrir.

Um destes dias, um amigo, comentava que lê as minhas frases matinais e, nelas, sublinhou encontra muitas mensagens. Talvez coisas que ele lê que pensa e, eu não escrevi, ou talvez coisas que eu escrevo na interioridade das palavras onde se esconde o não dito.
O Sena dizia que “escreves muito em código”. Sorri. E disse-lhe: “sim, por vezes nos meus textos matinais estão inscritos recados”. Pensamentos que florescem por dentro da vida. Textos que ficam. Mas como ninguém lê, ou só um ou outro vai lendo, aqui ou acolá, comentando, lá vou partilhando estas deambulações, palavras reais que nascem nos sentimentos vividos.
Não escrevo palavras para sobreviver. Escrevo palavras que sinto e penso. Escrevo para viver e pelas palavras que escrevo amo deliciosamente da vida.

Hoje, o Diário de Noticias, na sua manchete, divulgava uma sondagem na qual, pela primeira vez, nos últimos tempos, o PSD ultrapassa o PS nas intenções de voto, é uma diferença pequena, mas, a realidade é que este é um sinal dos tempos que vivemos. Um sinal do retorno aos tempos da gestão do país pelo tradicional - arco de governação. A gerigonça foi nuvem passageira.
Sim, o Benfica continua em vantagem em relação ao Porto. O meu Sporting ficou pelo caminho na Europa, de cabeça erguida.

Um leitor do jornal Rostos no seu passeio pela Avenida da Praia, passou junto ao Polidesportivo, viu uma situação anormal, que pareceu vandalismo e ficou preocupado com a situação. Não viu ninguém no local. Não estava nada sinalizado. Foi ao posto da Policia, ali perto, alertar a autoridade que, com ele, se deslocou ao local e também ficou preocupado com aquela situação de abandono e que parecida destruição.
Como cidadão consciente, considerou, por bem, fotografar o local e alertar o jornal Rostos, para divulgar a situação e alertar para o que pensava ser uma caso de vandalismo. Pessoa de grande nobreza. Um grande senhor. Não divulgo o nome por mero sigilo.

A notícia foi publicada. E, a Presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias Barreiro Lavradio, comentou, e bem, que não se tratava de uma situação de vandalismo, mas sim de trabalhos de manutenção, um trabalho adjudicado a uma empresa especializada. Situação esclarecida. Colocamos na noticia o esclarecimento.
O jornal Rostos divulgou que, afinal, não se tratava de um acto de vandalismo, mas sim de uma obra de manutenção. Obra que não estava identificada, nem demarcada com fitas de segurança no local, no momento, quando o nosso leitor fotografou e alertou o jornal Rostos.

Dito isto, outros comentários surgiram, e, afinal, o culpado é o mensageiro.
Porque o jornal «Rostos» é dirigido por um ressabiado. Porque o jornal podia ter-se informado previamente. Porque o jornal Rostos é perito em dar noticias falsas. Isto é jornalixo.
Porque há cidadãos que desde que a Câmara mudou de partido são fiscais de tudo para falarem mal. O Rostos prefere a má informação à informação verdadeira.
Em suma, um cidadão quis alertar para uma situação que o preocupou, o jornal Rostos deu voz ao cidadão. Esclarecida a situação, que nasceu pelo facto de a obra não estar sinalizada, nem existir no local informação, e, em conclusão – o culpado é o mensageiro.

Mudando o filme ao contrário, em vez de ver fantasmas e mau jornalismo devia ser dito : Obrigado Jornal Rostos pelo alerta, lamentamos não ter identificado devidamente a intervenção. O que está sendo feito no terreno é uma obra de manutenção, adjudicada pela União de Freguesias.
Afinal, quem tem que informar é quem faz, porque o faz, porque isso é o que se define pelo direito de informar a comunidade e, até, a comunicação social.

Felizmente, estamos em democracia, vivemos em Liberdade e a imprensa, por enquanto, ainda pode publicar noticias, ou notas dos cidadãos, e, tem uma missão nobre que não se confunde com as redes sociais.

Hoje, dia 24 de Abril, é véspera de festejar esse dia da Liberdade, esse dia que muitos barreirenses lutaram, por ele, alguns dando a vida. Foram 424 os presos pela polícia politica.
Entre as conquistas de Abril, o fim da censura, a liberdade de informação, o direito a pensar e exprimir opiniões em Liberdade, é uma das belas garantais, por isso, respeito as opiniões de “jornalixo”, ou as acusações de que somos quem só procura má informação em vez da verdadeira, são opiniões. É isto a democracia, um confronto de ideias.

Mas, digo-vos, estava a achar estranho, de há algum tempo a esta parte o jornal «Rostos» não ser regularmente ofendido, humilhado, espezinhado, denegrido, com aquelas narrativas que espelham o desejo de o ver banido e silenciado.
Houve, por uns tempos, a existência de uma pausa na promoção de campanhas de destruição de carácter e adjectivação, mas, de novo elas estão a voltar, porque, afinal de “aziado” fui agora promovido a “ressabiado”. Fiquei tão feliz. É um orgulho sentir que subi de nível, porque a azia é no estômago, e, o ressabiado, penso, é mais no cérebro, talvez, até, seja, no hipotálamo. É lindo.

Apeteceu-me hoje fazer esta nota. Para de novo, e como sempre o fiz, não voltar a comentar e apenas ignorar. São muitos anos.
Faço-o hoje, só por mero acaso, ou, talvez, apenas, por ser dia 24 de abril, e, na verdade, há coisas que por estes dias, cada vez mais, cheiram e tresandam a essa cultura dos dias de pensamento único e de negação da democracia.

Continuarei a festejar o 25 de Abril.
Continuarei a cantar a Liberdade.
Continuarei a sonhar com ideias humanistas.
Ah, é verdade, continuarei a acordar, tranquilamente, pela manhã, a meditar, a sentir as palavras no pulsar do coração, amando a vida e sorrir. Tranquilamente sorrir, sempre!
Hoje, pela manhã escrevi, antes desta situação acontecer e, talvez o Sena, o meu amigo Sena, tenha razão, escrevo em código: “Choremos, ou não choremos, afinal, os sorrisos da sobrevivência dão respiração às lágrimas que fazem florir a história. “
Feliz Ano Novo!

António Sousa Pereira

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