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Inferências

LIBERDADEPor Elvira Carvalho
Barreiro

E o 25 de Abril está a chegar. Bom Feriado. Aqui fica o poema Liberdade.

1 min de leitura
LIBERDADE Por Elvira Carvalho Barreiro

Por Jornal Rostos

LIBERDADE

Liberdade
Meu sonho de menina
Na vida suspensa
Nas palavras amordaçadas
Vermelhas como sangue
Derramado
Nos cárceres da ditadura.
Eras a musa sonhada
Pelos poetas deste país
Amordaçado.
Mulher desejada e proibida
Nos sonhos dos homens
Do Minho a Timor.

Liberdade
Eras o farol procurado
Que todos acreditavam
Havia de os guiar
À libertação
Da longa e tempestuosa
Noite fascista.
Mas eras também
Semente a germinar
Coragem.
No corpo e alma das gentes
Do meu país.
À espera do momento certo.

Emergiste em Abril
Determinada
Nas mãos crispadas
Sobre as armas
De homens audazes.
A esperança e o sonho
Nos carros de combate
Rasgando as trevas da noite.

Enfim chegaste
Liberdade
Rubra como o sangue
Derramado
Nos campos de batalha.
Pacífica como um cravo
No cano de uma espingarda.

Elvira Carvalho

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