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Inferências

Barreiro - Por dentro dos diasUma visita à exposição comemorativa dos 80 anos de Adriano Correia de Oliveira

Hoje, pela manhã, após o regresso de uns dias pelo Alentejo, passei junto às instalações da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, ali, na Rua Miguel Bombarda, e entrei com intenção de visitar a exposição dedicada aos 80 anos de Adriano Correia de Oliveira. Foi uma viagem pelas memórias que ficam “no tempo que passa”.

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Barreiro - Por dentro dos dias Uma visita à exposição comemorativa dos 80 anos de Adriano Correia de Oliveira

Por Jornal Rostos

Entrei, subi a escada e uma menina simpática informou-me que a exposição estava aberta ao público só de tarde, acrescentando que caso estivesse interessado podia vsitar. Aceitei o convite. Abriu o acesso, acendeu a iluminação da sala e proporcionou-me aquela viagem pela vida e obra de Adriano Correia de Oliveira.

Fui viajando, percorrendo um a um os 17 paineis. E, como estava sozinho, naquele espaço silencioso, peguei no telemóvel, fui ao Youtube, e, por ali, selecionei uma música de Adriano – Trova do Vento que Passa. E, serenamente, escutando aquele som vindo do “fundo do tempo”, lá percorri deliciado a exposição, recordando contextos e situações. Os dias que escutava pela noite dentro os sons de Adriano e uma lágrima de dor espreitava nos meus olhos. Naquele tempo antes de Abril acontecer.

E, redordei, com saudade, aquela noite no Barreiro que conversamos pela noite dentro, na casa de um amigo comum, após um espectáculo que ele realizou ,aqui na cidade.
Já com a noite dentro, pela madrugada, fui no meu carro levar o Adriano a Santana, no concelho de Sesimbra, na casa de um amigo dele onde ele esteve por aqueles dias.

Fui vendo os painéis da sua vida, do seu percurso, das suas canções, da música popular portuguesa, às canções de Coimbra, aos cânticos de Manuel Alegre. Alguns dos seus discos estão guardados, num recanto do meu escritório.
Saudades. Ternura. Gostei daquela viagem silenciosa e emotiva nos meus pensamentos. Uma manhã deliciosa. Aqui fica o registo e o meu agradecimento aquela jovem simpática que me proporcionou viver, com os sons de Adriano, aquela vigem pleo tempo que ficou guardado nas memórias e que nunca se esquecem, porque nunca esquecemos o que amamos e guardamos no coração.
Pergunto ao vento que passa… e eu perguntei a mim mesmo, será que o tempo passa ou fica eternamente gravado na memória que somos.

António Sousa Pereira

Nota - A Exposição sobre os 80 anos de Adriano Correia de Oliveira vai estar patente ao público até ao final de Setembro. Está agendado um momento especial no dia 9 de Setembro, pelas 16h00, aquando a apresentação da Banda Desenhada «O Perigoso Pacifista», da autoria de João Mascarenhas e Paulo Vaz de Carvalho.

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