Um plenário de pombasPor António Neves
Barreiro

Por Jornal Rostos
Esperavam que na ONU se tivessem tomado medidas para pôr fim ao grave conflito entre Israel e o Hamas que ameaça fazer da Faixa de Gaza ou de toda a Palestina um cemitério, onde nem sequer poderão colocar flores, porque os escombros de betão e ferros retorcidos não deixarão um centímetro que seja para um único canteiro.
Não, não se entendem os líderes das várias nações sobre quem culpar e responsabilizar.
O mesmo se passa na União Europeia, como noutros Fórum para a Paz.
Por isso, se os humanos se não entendem, decidiram juntar-se estas inocentes e ingénuas pombas do Bairro da Liberdade.
Depois de todas opinarem e discordarem do que cada uma opinava, conseguiram entender-se em cada uma ir colher um raminho de oliveira e partirem em bando para a zona do conflito. Aí chegadas, dividir-se-iam em dois grupos. Um rumo a Israel, outro à Palestina.
Quando se batiam palmas ao acordo entre as pombas, eis que uma delas pediu a palavra: - Temos que pensar melhor. As oliveiras estão carregadas de azeitonas, e vamos desperdiçar uma quantidade delas; o azeite vai encarecer ainda mais... Temos de arranjar
outra alternativa; vamos pensar no assunto e voltamos a reunir amanhã, estão de acordo?
Estiveram de acordo, e vamos aguardar pelo próximo plenário das pombas do Bairro da Liberdade
António Neves













