Cardeal D. Américo Aguiar, Bispo de SetúbalA palavra que deve definir os cristãos é precisamente a caridade.

Por Jornal Rostos
Na sua homilia, o prelado criticou o abandono progressivo do termo “caridade” em favor da “solidariedade”, considerando ser “um disparate” a distinção que se faz entre ambos os conceitos. “Houve alguém que se lembrou de dizer que solidariedade é civil e caridade é a coisa lá da igreja. Ora, a caridade é a solidariedade vivida até o limite máximo possível. Que é darmos a própria vida por”, afirmou o Cardeal.
D. Américo Aguiar sublinhou que a palavra que deve definir os cristãos é precisamente a caridade. “Devíamos perder esta vergonha por ser que a caridade é qualquer coisa negativa dos tais cristãos. Nós testemunhámos e somos caridade”, declarou.
O bispo de Setúbal aproveitou a ocasião para agradecer o trabalho das instituições e voluntários que atuam permanentemente junto dos mais necessitados. “24 horas por dia, 7 dias por semana, somos chamados a exercer essa presença de Cristo Vivo, juntos e com os irmãos e as irmãs”, referiu.
No entanto, D. Américo Aguiar alertou para os perigos do assistencialismo, defendendo que é necessário ir além da ajuda imediata. “É preciso e é urgente. Mas nós temos que ir mais longe do que isso. Nós temos que criar condições para as pessoas serem autónomas”, advertiu.
O Cardeal manifestou preocupação com o facto de o assistencialismo poder criar “dependências nas pessoas ajudadas e em quem as ajuda”, criticando instituições que existem mais para garantir empregos do que para dar resposta a problemas sociais. “As instituições não existem para serem perpétuas, eternas. Existem para dar resposta a uma questão”, afirmou, acrescentando que “se a instituição A foi criada para tratar do problema B e o problema B está resolvido, há que fazer outra coisa”..
Fonte - Diocese Setúbal













