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Inferências

Janela da Cidade – Convite a ParticiparEpisódios do quotidiano ou simplesmente a vida a acontecer
Por Maria João Quaresma
Barreiro

No dia 9 do corrente, pelas 15 horas, na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, tive o prazer de assistir ao lançamento do livro “A Cadeia do Forte de Peniche”, da investigadora barreirense Rosalina Carmona.

2 min de leitura
Janela da Cidade – Convite a Participar Episódios do quotidiano ou simplesmente a vida a acontecer Por Maria João Quaresma Barreiro

Por Jornal Rostos

Momento único, encontro de pessoas que não se viam há algum tempo, conversas para pôr em dia, e uma tarde de convívio, depois da apresentação deste importante livro/testemunho que vai ficar registado para não cair no esquecimento, este período conturbado da nossa história.

Diz o povo que “temos memória curta”, mas sobre este assunto ela deve estar bem viva, para não perdermos a empatia com os nossos, que sofreram, alguns morreram, outros ficaram com marcas físicas e psicológicas da não denúncia. E as famílias? E as crianças? Conseguiremos imaginar o seu sofrimento?
Como curiosidade, desde 1934 a 1937 – quatro anos apenas- passaram pelos cárceres de Peniche – prisão política - 906 presos homens e somente duas mulheres.

Presentemente, assistimos à tendência de branqueamento do passado, e por isso é urgente avivar a memória recordando o que se passou nos tempos da ditadura, para que os vindouros conheçam a nossa história.
Verifica-se que, os que nasceram a seguir ao 25 de Abril de 1974, sabem pouco sobre este tema e não lhes dão oportunidade de conhecerem mais sobre a história de Portugal, sobretudo no que se refere à repressão.

Neste livro podemos revisitar o passado repressivo, o local, as práticas e os acontecimentos, dessa época para que fique registado para memória futura, podendo continuar a investigação se o desejarem, e assim adquirirem mais conhecimentos sobre a resistência e combate à ditadura militar e ao Estado Novo, numa cadeia de alta segurança – Forte de Peniche.
Salientar que o livro está escrito em bilingue – português e inglês – com o objetivo da nossa história passar além-fronteiras com mais facilidade, e assim o Mundo ficar a conhecer o que não devia ter acontecido.

Os presos utilizavam a frase, ”o que não está proibido…é permitido”. Infelizmente tudo era proibido, naquele lugar em que até a arquitetura era toda opressiva e repressiva.
No entanto, presentemente, podemos e devemos visitar o espaço, que é hoje o Museu Nacional Resistência e Liberdade.

Maria João Quaresma

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