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Inferências

Crónica do Pato BravoNão atafulha...mas esgravulha!

Finalmente aprendi a frase: “Não atafulha, mas esgravulha!”. Uma frase que, por várias vezes, tem vindo para cima da mesa, ali, no Pato Bravo, onde um grupo de amigos, semanalmente vai convivendo, conversando, com pleno respeito pelas diferenças e com um espírito de plena abertura.
3 min de leitura

Por S.P.

Ali, ninguém anda à procura de nada, quem está ali, está só ali. Conversa. Diverte-se. Sorri.
Fala-se de tudo, do diz que diz-se, de coisas sérias – de Ambiente, Saúde, Política Local. Comentam-se estratégias e partilham-se opiniões.
No último almoço, alguém dizia : “Sinto uma enorme satisfação por estes almoços de Quinta Feira”.
A equipa esteve alargada, com presenças femininas. Divertidas. Que entraram na onda da conversa e partilharam com entusiasmo aqueles agradáveis momentos. É assim, há quinta feira, ali, no Lavradio.
Ninguém está comprometido. Aparece quem quer e quando quer, para partilhar no ambiente de Tertúlia. Há quem seja do PSD, do Bloco de Esquerda, do PS e também do PCP. Há os que não têm opção partidária. Mas, uma coisa é certa, todos se conhecem, e ninguém pergunta a ninguém : O que és ?
E, como alguém diz, estas coisas de conversar, não é coisa que agrade a quem vive em “mundos macro” porque, quer se queira, quer não se queira, sempre que há conversa e conversas isto : “Não atrafulha, mas esgravulha!”
Por exemplo, uma das ideias que emergia, na última conversa, tinha por base a reflexão que está em curso no Barreiro, sobre o desenvolvimento de um “Plano Estratégico”.
E, pode-se falar em participação, em melhorar as formas de participação, mas algo todos reconhecem, hoje, no concelho do Barreiro, fazem-se coisas e começam a lançar-se ideias –força que podem permitir pensar o desenvolvimento a médio prazo.

O Plano Estratégico

A elaboração de um Plano Estratégico para o concelho que permita pensar a cidade, projectar a cidade e o seu papel na região é de facto algo de muito importante.
Não se desenvolve se não se definir estratégia. Há uma diferença entre o fazer “números” e o fazer “projectos de desenvolvimento”.
Este é um salto qualitativo que o Barreiro está a atingir, um momento que pode assinalar a sua maioridade política e de cidadania. È um caminho que começa e parafraseando alguém é caso para dizer : “O Plano Estratégico ainda é uma criança”.
E, sendo assim, ainda há muito por fazer para que ela cresça, com qualidade, e, para tal, todos teremos que assumir as nossas responsabilidades.
O debate vai continuar e nós, ali, no Pato Bravo, como cidadãos de corpo inteiro, não abdicaremos de comentar, conversar, divergir e convergir, na certeza que todos queremos o melhor para o futuro do Barreiro.
Esta é a terra onde vivemos e queremos continuar a viver, sempre e sempre, neste clima de liberdade de Abril.
O almoço acabou. Ficou no ar os votos de Boa Páscoa...e até para a semana.

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