Crónica do Pato BravoNão atafulha...mas esgravulha!
Por S.P.
Ali, ninguém anda à procura de nada, quem está ali, está só ali. Conversa. Diverte-se. Sorri.
Fala-se de tudo, do diz que diz-se, de coisas sérias – de Ambiente, Saúde, Política Local. Comentam-se estratégias e partilham-se opiniões.
No último almoço, alguém dizia : “Sinto uma enorme satisfação por estes almoços de Quinta Feira”.
A equipa esteve alargada, com presenças femininas. Divertidas. Que entraram na onda da conversa e partilharam com entusiasmo aqueles agradáveis momentos. É assim, há quinta feira, ali, no Lavradio.
Ninguém está comprometido. Aparece quem quer e quando quer, para partilhar no ambiente de Tertúlia. Há quem seja do PSD, do Bloco de Esquerda, do PS e também do PCP. Há os que não têm opção partidária. Mas, uma coisa é certa, todos se conhecem, e ninguém pergunta a ninguém : O que és ?
E, como alguém diz, estas coisas de conversar, não é coisa que agrade a quem vive em “mundos macro” porque, quer se queira, quer não se queira, sempre que há conversa e conversas isto : “Não atrafulha, mas esgravulha!”
Por exemplo, uma das ideias que emergia, na última conversa, tinha por base a reflexão que está em curso no Barreiro, sobre o desenvolvimento de um “Plano Estratégico”.
E, pode-se falar em participação, em melhorar as formas de participação, mas algo todos reconhecem, hoje, no concelho do Barreiro, fazem-se coisas e começam a lançar-se ideias –força que podem permitir pensar o desenvolvimento a médio prazo.
O Plano Estratégico
A elaboração de um Plano Estratégico para o concelho que permita pensar a cidade, projectar a cidade e o seu papel na região é de facto algo de muito importante.
Não se desenvolve se não se definir estratégia. Há uma diferença entre o fazer “números” e o fazer “projectos de desenvolvimento”.
Este é um salto qualitativo que o Barreiro está a atingir, um momento que pode assinalar a sua maioridade política e de cidadania. È um caminho que começa e parafraseando alguém é caso para dizer : “O Plano Estratégico ainda é uma criança”.
E, sendo assim, ainda há muito por fazer para que ela cresça, com qualidade, e, para tal, todos teremos que assumir as nossas responsabilidades.
O debate vai continuar e nós, ali, no Pato Bravo, como cidadãos de corpo inteiro, não abdicaremos de comentar, conversar, divergir e convergir, na certeza que todos queremos o melhor para o futuro do Barreiro.
Esta é a terra onde vivemos e queremos continuar a viver, sempre e sempre, neste clima de liberdade de Abril.
O almoço acabou. Ficou no ar os votos de Boa Páscoa...e até para a semana.













