Saltar para o conteúdo
Inferências

Crónica do Pato BravoDiscutir o centro e a centralidade do Barreiro

Eram 13 horas. O pessoal foi chegando e mais uma vez a aconteceu o encontro de Quinta Feira, ali, no Pato Bravo. Um almoço como sempre animado, com troca de opiniões e confronto de ideias.
3 min de leitura

Por Jornal Rostos

O Centro do Barreiro e sua requalificação. Onde fica o centro do Barreiro? Será necessário fazer-se um referendo, de forma a que a população se pronuncie sobre os critérios de centralidade?
O debate esteve animado. Para uns sim era necessário o referendo. Outros defendiam que para que haja referendo é necessário que as pessoas tenham informação suficiente para poderem, em consciência, optar.
Havia igualmente que comentasse que não bastava informação, porque informação não significa conhecimento, para que haja conhecimento é necessário de estar na posse de instrumentos e de informação que permita uma avaliação.
Todos concordavam que é importante e essencial a participação da população nos processos de decisão.
Neste contexto defendiam-se modelos diferenciados de participação, de forma a que todos participassem com dados e elementos de análise suficientes.
Afinal onde fica o centro do Barreiro ? – perguntava-se. Na Quimiparque ? No Rossio ? No parque Catarina Eufémia?

Requalificar a habitação

Todos concluíram que o Barreiro deve valorizar e requalificar o seu centro, como medida estratégica do seu desenvolvimento.
E a fechar esta conversa ficou a ideia – “Está na hora de apresentar propostas”. E começou um segundo “round”.
“Está a ser feito um grande esforço no sentido de motivar a participação na discussão do Plano Director Municipal e Plano Municipal do Ambiente” – foi reconhecido, no meio de todas as divergências. Mas exige-se mais, é positivo querer sempre mais e melhor. Registe-se.
Voltou-se ao Bairro das Palmeiras e ao Barreiro Velho, há necessidade das suas reconversões.
Comentou-se a importância de existir um pelouro na Câmara Municipal do Barreiro, que desse uma atenção especial aos problemas relacionados com a qualidade da habitação e a renovação das habitações degradadas.

Abril é de todos

Depois falou-se do 25 de Abril. Dos jantares do 25 de Abril. E do grande jantar do 25 de Abril, no Fabril – “foi imponente” – dizia um. “Entalaram os comunistas” – comentava outro.
“O PS demonstrou que é o partido que faz a diferença, que respeita a diferença, ao convidar Otelo” – salientou outro.
“Abril é de todos” - disse alguém.
E falou-se de pessoas e de comportamentos. Falou-se de individualidade. Uma coisa boa ou uma coisa má ? Há quem pague por defender a sua individualidade. Coisas da democracia.
“A individualidade só incomoda os que estão acomodados” – referiu alguém.
Houve quem defendesse que é uma injustiça que Álvaro Cunhal não tenha recebido, até aos dias de hoje, a condecoração da Ordem da Liberdade. Ouve quem criticasse.
A conversa esteve animada e viva. Este é um espaço de liberdade e tolerância.
Registe-se estavam presentes – sociais democratas, socialistas, bloco de esquerda, ambientalistas ( os do partido – ecos, como alguém comentou ) e independentes.
É assim, há quinta feira no Pato Bravo...a mesa da má língua, onde tudo é permitido.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção