Crónica do Pato BravoA cidade e as elites das cidades
O lugar dos cidadãos. O lugar dos partidos. Uma sociedade marcada pela partidocracia.
Por S.P.
Ali, no almoço do Pato Bravo, foi anunciada a apresentação de uma primeira proposta, um contributo de cidadãos, para a Revisão do PDM.
Luís Pedro Cerqueira veio, em entrevista, desafiar que os partidos da oposição, mais que tecer criticas, começassem a apresentar as suas propostas, porque é “hora de apresentar propostas”.
Os partidos nada fazem. Os partidos optam pelo silêncio. Então, são os cidadãos, nas suas tertúlias que sentem necessidade de avançar com propostas.
ABRIL vai apresentar a sua primeira proposta. Ficamos a aguardar.
Depois veio à conversa a velha questão das “elites pensantes” e da importância e papel das “elites pensantes” no desenvolvimento da cidade. A cidade faz-se com os cidadãos.
O problema é quando as “elites pensantes” consideram que estão acima de tudo e de todos e são os possuidores da verdade.
Será que os cidadãos estão condenados para viver a sua “polis” unicamente a circunscreverem-se aos espaços partidários? Será que pensar uma cidade passa apenas pelas lutas do poder ?
Pensar tolerância
O almoço de quinta feira, ali no Pato Bravo, junta um grupo de cidadãos, com opções diferentes, olhares diferentes, mas que, de uma forma global, sentem que vivem na mesma cidade e querem o melhor para esta cidade.
É a amizade que os une, uma consciência critica sobre os dias e um olhar desperto que procura encontrar o essencial e deixar de lado acessório.
As conversas de quinta feira permitem tudo e até colocar tudo em causa. Fala-se de pessoas e de formas de estar nos dias. Fala-se da vida. Comenta-se. Critica-se.
Um ponto de encontro sem objectivos.
Tertúlia PATO BRAVO. Onde é permitido PENSAR com AUTONOMIA e TOLERÂNCIA OBVIAMENTE. E, ainda é possível viver o BARREIRO que todos desejamos que RENASÇA porque o AMAMOS e VOLUNTARIAMENTE sabemos OPOR ideias.
Todos sabemos que ali não há a Lei da Rolha. Conversamos. E, naturalmente, nos limites, alguém diz : “Tu sabes qual é o alvo. Eu sei que tu sabes qual é o alvo”.
Ficamos por aqui. E como alguém dizia : “Não há nomes”.
E o incomoda a alguns, incomodados com os almoços de Quinta Feira, é que afinal, há pessoas que se encontram para almoçar e conversar, sem estarem orientados para objectivos, nem pretendem dar respostas.
Porque para responder, responda quem lê ! E que há bruxas, lá isso há...













