D´Aquem e D’ AlémNa hora de assumirmos – Compromisso Pelo Barreiro!
A Feira de Negócios é um estímulo, um projecto que pode levar a pensar e sentir o Barreiro como uma “cidade de oportunidades”
Por António Sousa Pereira
Os GAE’s – Gabinetes de Apoio ao Empresários são estruturas, no âmbito municipal, de iniciativa das Câmaras Municipais, que procuram estreitar as relações entre as autarquias e o tecido empresarial, afirmando-se como interlocutores privilegiados na promoção da inovação e na qualidade, perante os desafios da actualidade.
OS GAE’S promovem a divulgação de informação, apoiam as micro e pequenas empresas, reconhecendo a importância das PME’s, no desenvolvimento económico das cidades.
Os GAE’s podem ficar, de forma reducionista, limitados a ser um “balcão de atendimento” e de fornecimento de informação aos empresários, ou serem capazes de promover iniciativas e actividades que contribuam para estimular as forças endógenas das cidades.
Empresários e a autarquia
No Barreiro o GAE – Gabinete de Apoio ao Empresário durante alguns anos poucas actividades dinamizou e, por vezes, não passava de uma “nota marginal” na vida municipal.
Emídio Xavier, apostou na dinamização do GAE, inaugurou novas instalações, num espaço autónomo de forma a proporcionar fácil acessibilidade aos empresários, que pretendam recorrer ao apoio deste Gabinete.
O GAE surge, agora, como o motor de desenvolvimento da acção municipal que aposta no “estímulo à afirmação e divulgação das potencialidades do tecido empresarial do concelho do Barreiro”.
A realização de um ciclo de Feiras, de âmbito concelhio, com o objectivo de motivar a aproximação das empresas do Barreiro à vida local e estreitar acções de parceria entre a autarquia e os empresários merece, sem dúvida, um registo positivo.
Este projecto, como refere Emídio Xavier, “pioneiro” é bem um exemplo de como a autarquia pode contribuir para fomentar o papel das empresas na vida do concelho,
Definir estratégias
Na gestão municipal é importante, de facto, ter em conta duas dimensões de acção que emergem de uma reflexão, que pode ser contextualizada, no âmbito das dinâmicas do GAE do Barreiro.
Em primeiro, a dimensão política, que implica definição de estratégias, apontar objectivos, exigir responsabilidades, perspectivar orientações de curto e médio prazo face aos recursos disponíveis pela autarquia e também de acordo com as suas responsabilidades ao nível do desenvolvimento local.
Assim, ao introduzir um papel activo ao GAE, a Câmara Municipal do Barreiro está a estabelecer uma ruptura com o passado, contribui para a promoção de uma cultura empresarial no concelho, e reconhece que as empresas são parceiros activos de desenvolvimento e que, portanto, não podem, nem devem ser colocadas de lado numa estratégia de desenvolvimento da cidade.
O GAE pode e deve ser um motor de estímulo da cooperação e desenvolvimento das parcerias necessárias que, naturalmente, devem existir entre o sector público e privado.
Esta a dimensão política do papel do GAE que Emídio Xavier dinamizou, será, certamente, um factor positivo na implementação de uma nova cultura empresarial e também um contributo para estimular as relações entre empresários na cidade e pela cidade.
Em segundo lugar, a dimensão técnica, ou seja o apetrechamento do GAE com instalações, meios logísticos e recursos humanos, que sejam capazes de projectar acções e alcançar os objectivos politicamente definidos.
O GAE, com a promoção da Feira de Negócios, demonstrou como é possível, na verdade, com poucos recursos, com vontade, muita dedicação e profissionalismo, alcançar metas políticas, muito para além das suas potencialidades.
Assim, a Feira de Negócios emerge como um exemplo, real, com o qual pode demonstrar-se que, desde que existam em primeiro lugar políticas definidas, em segundo lugar recursos competentes, é possível fazer e construir uma cidade com novas dinâmicas.
O GAE pode ser, pois, cada vez mais, um instrumento operacional para afirmar o Barreiro como uma “cidade de oportunidades”.
Compromisso Pelo Barreiro
O Barreiro está colocado perante novos desafios, depois de ter vivido durante mais de um século, dependente de uma grande empresa – a CUF - vive nos dias de hoje, a necessidade de desbravar novos caminhos e ser capaz de atrais novas empresas, desenvolver novos nichos empresarias que contribuam para fixar populações e gerar empregos no concelho.
Naturalmente que, não será um GAE, por si só, quem poderá estimular estas políticas, para que tal aconteça, torna-se necessário pensar outra dimensão da acção municipal – a gestão integrada, a cooperação entre serviços municipais e o desenvolvimento de parcerias protocoladas com diversos Agentes Locais.
É esta a encruzilhada que o Barreiro vive – a necessidade de todos os barreirenses serem capazes de assumir, nas diferenças - o Compromisso Pelo Barreiro!













