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Inferências

As Lições de Sócrates

O Secretário Geral do Partido Socialista, em entrevista na SIC Noticias deu, na verdade, uma verdadeira “lição de política”, das formas de fazer política e viver a política.
Para mera reflexão aqui ficam alguns dos pontos abordados naquela entrevista, porque são “lições” que podem ajudar todos aqueles que vivem o quotidiano político.

4 min de leitura

Por S.P.

Lição 1 – A imagem

“Este governo tem uma obsessão pela imagem” – disse José Sócrates e acrescentou – “é um governo que se preocupa com a comunicação social em vez de se preocupar com a governação”.
Salientou ainda José Sócrates que o governo “pensa demais em Relações Públicas, em marketing político”.
Em conclusão, José Sócrates, sublinhava, que um bom governante é aquele que se preocupa com “obra feita”, que se preocupa em “apresentar resultados”.
Para o dirigente socialista – não se é bom governante quando a preocupação central se foca na “imagem”.
E, mais à frente, reforçava a ideia que este é “um governo em dificuldades que recorre a tudo para valorizar a sua imagem”.
Fica a lição. Aprenda quem quiser...

Lição 2 – A Coordenação

José Sócrates, nesta sua “aula de política” referia ainda que “o que falta no governo é coordenação política”.
Na sua opinião, “o governo está doente na sua coordenação política”.
Acrescentava que – “falta uma ideia de coerência à governação do país”, sublinhando José Sócrates que não existe “uma coerência de acção”.
Para José Sócrates governar passa pela capacidade de dar dinamizar “políticas de acção coerentes”, assentes em “ideias de governação”.
Fica, pois, mais uma lição de “fazer política”.

Lição 3 – A prioridade

Noutro ponto da entrevista José Sócrates, perguntava : Qual é a prioridade do governo ?
E sublinhava que há uma – “completa ausência de rumo”
Portanto, nesta sua terceira lição, o dirigente socialista coloca como questão central numa governação a necessidade de se afirmar “um rumo” o qual, naturalmente, tem por referência a definição de “prioridades”.
Para que um Orçamento tenha credibilidade tem que ser portador de ideias e definidor de prioridades.
Fica, obviamente, a lição três para mera reflexão.

Lição 4 – A verdade

“Os portugueses precisam de quem lhes fale verdade” – referiu no decorrer da entrevista, recordando que não se pode fazer política como quem pretende defender a ideia que se está a “fazer gelo quente”.
Por essa razão defendeu a necessidade de serem promovidas acções que apostem na promoção de “políticas de qualidade de vida”.
Mais uma lição, simples, de como “fazer política”.

Lição 5 – O modelo

A propósito dos “lobbies”, da privatização da água e da concentração dos produtos energéticos na EDP, José Sócrates, referiu – “estou preocupado com o modelo”.
E defendeu que é importante “promover a concorrência”, defender “preços justos” e a criação de “entidades reguladoras”.
Portanto, fica claro que para governar é fundamental a existência de um “modelo” que não tema os “lobbies” e que no essencial se dirija á salvaguarda dos direitos dos consumidores – os cidadãos.
Um modelo que, como ele referiu, “aposte na modernização do país” e na valorização da cidadnia.

Notas Finais
Em conclusão, desta entrevista, ficam, para quem faz política a aprendizagem destas ideias centrais :

A imagem – quem vive apostado apenas na imagem não faz boa política.

A Coordenação – quem não coordena políticas não é capaz de definir linhas estratégicas de acção.

A prioridade – quem não determina prioridades não faz orçamentos credíveis.

A verdade – a afirmação de ideias políticas com verdade são referências essenciais para que se sinta com credibilidade a acção política.

O modelo – a definição de um modelo de acção que não tema os “lobbies”, mas que aponte rumos é um passo essencial no “fazer política”.

São, pois, estas lições políticas que aqui ficam para reflexão a propósito do Orçamento de Estado e, naturalmente, para quem faz e vive a política.

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