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Inferências

Assembleia MunicipalRanking e Comentário (I)

Como é habitual aqui fica o “ranking”, sobre as intervenções dos Deputados Municipais, na última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, realizada no dia 17 de Dezembro de 2004.

6 min de leitura
Assembleia Municipal Ranking e Comentário (I)

Por S.P.

Sobre o “Debate das Moções”

1. Bruno Vitorino - PSD

Pela forma como desmontou a argumentação de António João Sardinha e Daniel Cabrita e como comentou a moção do PCP sobre Saúde, bem como a avaliação do trabalho do Governo no Barreiro. Deu luta. Nota 5.

2. Espirito Santo – PCP/CDU

Pela forma como desmontou a argumentação de Cardoso Ferreira e soube defender a importância do Serviço Nacional de Saúde. Nota 4.

3. Cardoso Ferreira - PS

Pela tentativa que fez em procurar arranjar argumentos críticos á moção do PCP sobre Saúde, num esforço de contrapor necessidades de reforma versus imobilismo. Nota 3.

4. Daniel Cabrita - PCP

Pelo esforço intelectual que colocou no combate à moção de saudação apresentada pelo PSD sobre a passagem desnivelada, admitindo, pelo menos “vá lá”, que a CMB poderia merecer a saudação. Nota 2 .

5. António João Sardinha - PS

Pela esforço fortemente intelectual que colocou na sua intervenção, procurando colar-se a Daniel Cabrita, na rejeição da saudação ao governo PSD, pela realização da obra da Passagem Desnivelada. Nota 2.

Comentário
MOÇÃO DE SAUDAÇÂO AO PSD, NÃO obrigado!

Neste período do debate a discussão sobre o conteúdo da moção, apresentada pelo PSD, de saudação ao governo, REFER e CMB, pela concretização da obra da Passagem Desnivelada, de facto, nada teve a ver com a moção, apenas, pode considerar-se que esta discussão se insere na forma de fazer política, num período, aliás, pré- eleitoral.

Se Emídio Xavier soube utilizar a diplomacia de influência convidando o Ministro Carmona Rodrigues, para visitar o local da Passagem Desnivelada e conseguiu com isso gerar motivação para que o governo desbloqueasse uma obra adiada, ano após ano, por diversos governos, de facto, penalizando a população do Barreiro, então porque não saudar o sucesso dessa diplomacia!
Saudar era saudar o sucesso da estratégia de Emídio Xavier.

Porque, de facto, quer se queira, quer não, este governo, por influência da CMB, concretizou a obra. Então, porque não saudar. Que mal vem ao mundo dizer :OBRIGADO!

As razões de Daniel Cabrita percebem-se, apesar de lhe faltarem de tal forma argumentos que acabou por admitir “vá lá “ que seja saudada a CMB. Isto quando o PCP considera que esta obra é uma aberração.
Portanto, logo, nem a CMB merecia ser saudada porque permitiu que a construção da tal passagem “provisória-definitiva”.
Coisas que acontecem, quando não há argumentos, mas porque o “politicamente correcto” exige que se diga : NÃO! Se é PSD é não !

Por isso não se perceberam as razões da intervenção de António João Sardinha, que, no contexto, só pode ser considerada numa estratégia de “picar” o líder social democrata que, diga-se, soube dar-lhe e bem o respectivo troco.
Foi uma discussão de trocos e de dar tiros nos pés desnecessários.
Aliás, isso ficou expresso na votação final da moção que, para salvar a honra do convento, ou seja, dar razão á contestação tão ferozmente assumida por António João Sardinha, Eduardo Cabrita, Presidente da Mesa, fez de mau da fita e absteve-se ( não sendo nem carne, nem peixe).

Igualmente, foi débil a tentativa de Cardoso Ferreira de tentar repudiar a moção do PCP sobre Saúde. Tão débil que Espirito Santo deu-lhe a volta recordando o “bom” que o PS fez no governo – “os Centros de Saúde de 3ª Geração.
Pelos vistos, neste caso, o PS não teve, no governo, uma política de direita e foi diferente do PSD. Como costuma dizer-se: “pela boca morre o peixe”.
Mas Cardoso Ferreira fez uma tentativa, tentou e utilizou argumentos que não foram totalmente refutados, nomeadamente, como sublinhando que nada nos garante que para termos um bom Serviço de Saúde tenhamos que ficar limitados a esta eterna experiência que, na verdade, aquilo que continua a fazer é, sem dúvidas, o que todos sabemos no quotidiano.
Cardoso Ferreira poderia ter reagido, poderia ter contra atacado, mas sofreu KO, pois Espirito Santo, soube contra argumentar elogiando a acção positiva do governo PS.

Em conclusão, as moções apresentadas, em si mesmas, demonstram o seguinte:

1. O PCP faz trabalho de casa. Prepara as Assembleias, mas vive mais para a “alta política” porque no conteúdo das moções o Barreiro “passa ao lado”.

2. O PSD igualmente faz trabalho de casa e, procura, nas moções ganhar espaço político na cidade. Não importa que as moções sejam reprovadas. O importante é que passe a ideia “nós estamos cá pelo Barreiro”.

3. O PS esquece que existe este ponto e inventa, no último instante, uma moção para marcar presença.

4. Valha-nos, afinal, os Presidentes de Juntas de Freguesia do Lavradio e de Coina, porque vivem, na verdade, mais perto das populações e sentem os seus problemas, trazem ao plenário preocupações das suas comunidades. Parabéns.

PROPOSTAS DE MOÇÔES PARA APRESENTAR NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Aqui ficam algumas sugestões de moções que poderiam ser discutidas na AMB.
Por exemplo, talvez um dia comecem a ser apresentadas moções como estas:

a) Moção 1 - Tendo sido discutidos os Critérios de Apoio ao Associativismo a Assembleia Municipal do Barreiro delibera criar uma Comissão de Acompanhamento no sentido de avaliar da aplicação dos mesmos;

b) Moção 2 – A Assembleia Municipal do Barreiro tomando conhecimento que vai ser inaugurado o MUSEU INDUSTRIAL da QUIMIPARQUE, propõe saudar este projecto e sugere que sejam desenvolvidas acções ( colocação de painéis e divulgação pela Região de Turismo de Setúbal deste projecto, como essencial ao enquadramento do Barreiro numa política de promoção da região;

c) Moção 3 – A Assembleia Municipal do Barreiro no âmbito da discussão do Plano Municipal do Ambiente e no contexto do projecto de reconversão do QUIMIPARQUE, sugere que seja criada uma Comissão em colaboração com a Câmara Municipal do Barreiro, no sentido de se iniciarem acções de sensibilização política, e de cooperação com a QUIMIPARQUE, tendo em vista conseguir obter o financiamento com base em fundos Comunitários, de forma a ser encontrada uma solução para os Montes de Gesso no Lavradio, durante as próximas décadas e sermos hoje, os políticos de hoje, que abrimos o caminho de debate e procura de uma solução.

Acreditem, estas moções podem dar VOTOS e motivar os cidadãos para participar com paixão no acompanhamento da política.. por essa razão, iremos apresentando sugestões.

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