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Inferências

Carreira 7Horário 21.07
As teses

Vamos dar mais um “voltinha” na Carreira dos sonhos e da má língua

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Caboz – 50 anos de vida

Um dos grandes amantes do “choque tecnológico”, há muitos anos, neste mundo do ciber espaço, é o nosso, assíduo António Caboz Gonçalves, que completou no dia 20 de Fevereiro, os seu cinquentenário.
Como prenda teve a vitória do seu Partido – PS. E, também, uma leitura para pensar e sentir que vale a pena lutar-se pela “inscrição”.
E, ele, é um homem que tem inscrito o seu nome e os seus sonhos nas páginas da história desta terra, Barreiro, que é a sua ele ama.
Parabéns Caboz! Feliz cinquentenário!
Aqui fica o nosso emblema de ouro da AMIZADE!

Bruno Vitorino candidato

Pelos vistos há por aí quem ande incomodado com Bruno Vitorino, nomeadamente, como o facto de ele poder ser o candidato à Presidência da Câmara Municipal do Barreiro.
Nãos e percebe porque...mas que dá para pensar dá!

Tese Um - O Ciclo Pendular

Durante várias eleições viveu-se no Barreiro o “Ciclo Pendular” ou seja o Partido Socialista conquistava a maioria nas Eleições Legislativas para logo de seguida perder nas Eleições Autárquicas.
Não era, certamente, pelo trabalho que os socialistas realizavam na autarquia ( onde por vezes nem tinham Pelouro) que o PS vencia as Legislativas e depois perdia nas Autárquicas ?
O PS deu a volta ao ciclo pendular por duas razões principais :
1º Porque dinamizou na cidade um movimento de Cidadãos que foi para além do aparelho partidário, e gerou um processo de debate e participação que lançou a esperança de um novo modelo de cidade;
2º Porque apresentou um Programa Eleitoral ambicioso, com a vontade um concretizar num período de tempo para além de um mandato.
Que resta, hoje, destas duas ideias estratégicas?
Poderiam ser colocadas muitas perguntas

Tese Dois - O buraco da rua

Há quem diga, e, até pode ser verdade, que o cidadão preocupa-se com mais o buraco da rua do que com essa coisa de pensar ou projectar o Barreiro de 2020.
Mas qual é a missão de um político é gerir ao sabor dos desejos do cidadão, ou gerir de acordo, com um projecto e políticas?
Claro que o buraco deve ser tapado. Naturalmente que o buraco merece ser uma prioridade nas tarefas de gestão quotidiana.
Mas, se a prioridade política for dar atenção ao buraco, ao número e ao espectáculo, será que estamos perante uma gestão com futuro?
Um dos nossos problemas, durante anos, foi que se pensou muito nos buracos e pouco nas estratégias.
Por isso estamos num beco. Por isso há indefinições sobre os Caminhos de Ferro. Por isso o Masterplan é o Masterplan. Por isso o rio está distante. Por isso até existiram buracos que estiveram anos por tapar.
Pensar no imediato, no curto prazo, sem que esse imediato e esse curto prazo de insira numa estratégia de médio e longo prazo, nunca ajudou, nem nunca ajudará ao desenvolvimento.
Até porque tapar qualquer buraco, ou arranjar um qualquer canteiro tem que ser uma realidade diária, no contexto de uma gestão que tem por base uma estratégia de cidade. Uma coisa é indissociável da outra.
Pensar que são coisas diferentes é pensar que o mundo é só acção e que a teoria é uma chatice.
Não pensar a cidade é um erro. Não perspectivar políticas, mesmo que sectoriais, de médio e longo prazo é outro erro. Teorizar a cidade é projectar o futuro. Tapar um buraco é fazer o presente.
E uma das principais missões de um político é legar um projecto de cidade para o futuro.
Diz-me para onde vais e dir-te-ei se vou contigo.
Mas, de facto, há mesmo quem ache melhor pensar pequenino...é uma herança!
Essa de eu viver hoje e não sei se estou vivo em 2020, é mesmo de quem foi incapaz de observar a diferença entre o actual logotipo do município do Barreiro e aquele dos velhos moinhos.
É uma questão de perspectiva...

Tese Três - O bazar

Num debate sobre as políticas do governos, alguém dizia, que quando se preparam Orçamentos, em vez de, nas discussões preparatórias dos mesmos, se discutirem políticas e prioridades, o que tem acontecido, ao longo dos anos, é que a reunião transforma-se num BAZAR.
E, de facto, quando o Orçamento funciona a partir de um bazar, então é porque os números não são para gerir, porque não obedecem a planeamento, são apenas para gastar...
É uma lição que vale sempre a pena aprender.

Pensamento do Dia

“Uma esquerda moderna confronta-nos com a nossa própria identidade e exige que compreendamos o mundo em mudança”

José Sócrates

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