PS – “A autarquia e o cidadão”“O que é que cada um de nós pode fazer pelo Barreiro?”
Cabos Gonçalves, Coordenador deste painel, referiu que “o direito de chatear é um direito que o cidadão tem”.
Por Jornal Rostos
O Encontro temático “A autarquia e o cidadão” foi o primeiro de um conjunto de quatro que o PS vai promover com a finalidade de debater problemas, avaliar, e, lançar as bases do Programa Eleitoral para as próximas eleições autárquicas.
A V Convenção do Partido Socialista está agendada para o próximo dia 21 de Maio, tendo como lema : “Novos caminhos para uma Cidade Nova”.
Cabos Gonçalves, começou por referir que cada um dos presentes deveria interrogar-se : “O que é que cada um de nós pode fazer pelo Barreiro?”
Na sua opinião a relação da autarquia com o cidadão “é biunívoca”, quer para um lado, quer para o outro, neste contexto, considerou que “o direito de chatear é um direito que o cidadão tem”, mas sublinhou que os cidadãos “têm o direito e o dever de participar”.
Na sua intervenção recordou que existem ao dispor dos munícipes serviços que podem e devem ser utilizados, nomeadamente o “Telefone do munícipe” e o serviço de “sms”.
Referiu, igualmente, que o PDM – Plano Director Municipal “está disponível na Internet”, onde pode ser consultado, apelando à participação de todos, numa “participação participada e participativa”.
Uma Escola de oportunidades
Ana Paula Covas, abordou a temática, “O cidadão diferente” e sublinhou a importância das “necessidades educativas especiais” como vector para promover a equidade e a coesão social, neste contexto defendeu que as escolas regulares devem ter como linha de acção pedagógica “promover uma Escola inclusiva” e que as autarquias devem promover politicas que tenham como base uma “cultura de boas práticas de inclusão”.
Paula Covas colocou algumas interrogações nomeadamente : Qual o papel da autarquia na promoção de uma escola eficaz e de qualidade para todos? Qual deve ser o papel das autarquias na valorização das necessidades educativas?
Defendeu a promoção de parcerias institucionais com as escolas e a importância de ser feita uma avaliação dose faz e porque é feito, porque considerou é essencial que se promova “uma escola e uma sociedade com oportunidade para todos”.
Promover uma cultura de Protecção Civil
Alexandre Santos, efectuou uma abordagem do tema “O cidadão consumidor” e neste contexto teceu considerações sobre a temática da “Protecção Civil”.
Criticou o facto de o Plano Municipal de Emergência do Barreiro “nunca ter sido testado” e valorizou a necessidade de serem criadas “Brigadas Autárquicas de Voluntários”, de forma a “despertar o cidadão para uma cultura de segurança”.
Na sua opinião é preciso envolver mais agentes nas políticas de protecção civil e promover formação e informação sobre esta temática.
Recordou as dificuldades de estacionamento no centro do Barreiro e a inexistência de “parques de estacionamento para viaturas pesadas”.
Criticou a situação existente nos passeios da cidade” estão tortos esburacados”.
Considerou igualmente existir deficiências na sinalética, que, sublinhou deveria ser reforçada.
Defendeu a necessidade de ser analisadas as acessibilidades aos serviços públicos.
E a finalizar interrogou : Polícia Municipal e Bombeiros Municipais, para quando ?
Barreiro – uma cidade deprimida
Júlio Freire, abordou o tema : “O cidadão Idoso”, começando por sublinhar o facto de, pela primeira vez, no Barreiro, existir preocupação em colocar em debate público esta temática.
Na sua opinião o Barreiro poderia ser classificado como uma “cidade deprimida” dado o envelhecimento da sua população e o decréscimo populacional acentuado que se tem registado.
Recordou que, de acordo com os censos de 2001, 40% da população tem idades acima dos 50 anos, e que 13 mil cidadãos têm idade superior aos 65 anos.
Segundo Júlio Freire esta autarquia não pode ser responsabilizada por esta situação, dado que ela corresponde a um período da anterior gestão, mas defendeu a necessidade de serem promovidas políticas, nomeadamente, de construção de equipamentos de apoio a idosos “porque não subiram nada” nos últimos anos e existem cerca de 2612 cidadãos em listas de espera.
Na sua opinião, o Barreiro está a perder peso na região de Lisboa e acentua-se a sua vertente de “cidade dormitório”.
Segundo Júlio Freire há “inexistência de respostas sociais aos idosos” e tal “não tem sido a aposta do Poder Central”.
“São precisos novos lares” no Barreiro, sublinhou, e para tal “é preciso que se passe das palavras aos actos” pelo que considerou “é vital que os órgãos autárquicos exijam do Poder Central que sejam tomadas medidas” e que “as politicas autárquicas tenham em conta esta realidade concelhia”, nomeadamente a carência da construção de um novo Lar para Idosos e um Centro de Dia.
Após esta sessão de abertura os participantes dividiram-se em grupos de trabalho onde os temas em análise forma aprofundados.
Melhorar os Serviços Municipais
A encerrar o encontro foram divulgadas as ideias força que serão apresentadas na V Convenção Concelhia dos Socialistas, resultantes da participação nos Grupos de Trabalho.
Fernanda Moreno, referiu que no seu grupo de trabalho, foi considerada a necessidade de divulgação dos recursos ao dispor dos cidadãos e perspectivou-se a necessidade de um melhor “nível de organização dos serviços municipais”, recordou a promessa eleitoral do PS de criação do “Quiosque do Munícipe”.
Sublinhou a necessidade de se “incentivar a participação dos cidadãos” e de valorizar o papel das autarquias na sua acção de proximidade”.
Lançou o repto de ser assumido o compromisso político no sentido da eliminação de barreiras arquitectónicas, começando pelos edifícios públicos.
Na sua intervenção apelou à necessidade de “marcação eficaz de estacionamentos” e serem desenvolvidas novas estratégias no apoio aos idosos, reconhecendo, no entanto, a importância de construção de um novo Lar.
Implementar Policia Municipal
Rui Carvalho, coordenador de outro painel, referiu a necessidade de serem implementados corpos mistos nas Corporações de Bombeiros, articulando voluntários e profissionais, por outro lado, no âmbito da Protecção Civil considerou que o Barreiro deveria ser considerada “uma zona de risco” de forma a proporcionar mais apoios aos seus corpos de Bombeiros.
Deixou, igualmente, a recomendação no sentido de ser implementada a Policia Municipal.
Pouco tem sido feito pelo Idoso
Noutro painel, Armando, apresentou as ideias ali debatidas, onde se recordou o “aumento da população idosa” e que “pouco tem sido feito pela autarquia em relação ao idoso”.
Na sua intervenção referiu que a temática do idoso tem que ser analisada “no contexto da mudança familiar” e que há necessidade de “criar ocupação múltiplas”, pelo que considerou ser essencial ser efectuado um levantamento que permita obter-se um conhecimento da “tipologia de idosos” no concelho.
Defendeu a necessidade de ser dinamizado o voluntariado numa perspectiva de fomentar o “apoio domiciliário”.
Referiu a necessidade de construção de um novo Lar e do Centro de Dia, na freguesia de Santo António da Charneca, assim como sublinhou a necessidade de ser avaliada a rede instalada no concelho do Barreiro, no Movimento Associativo, no sentido de valorizar a acção social.
Por fim, salientou a importância de ser criado o “Cartão do Idoso”, uma promessa eleitoral do Partido Socialista que considerou necessária implementar, assim como, promover a “Carta do Idoso do Concelho do Barreiro”.
Formação para a cidadania
Cabos Gonçalves apresentou as ideias força do quarto painel, começando por salientar que a participação na vida pública, deveria começar pela própria participação interna dos militantes socialistas na vida do PS.
Na sua intervenção sublinhou que deveria ser desenvolvidas estratégias de criação de empresas municipais em áreas diversas desde gestão da água, até a áreas culturais.
Referiu a necessidade demais intervenção em politicas sociais nomeadamente na resolução de problemas no âmbito do realojamento (PER).
Reconhecendo que há muito para fazer, considerou que o Programa Eleitoral dos socialistas deve contemplar as prioridades.
Recordou a importância de ser estimulada a utilização da Linha Directa do Munícipe (800 203 302), a divulgação de actividades municipais pelo sms e a formação para a cidadania.
Foi salientada, igualmente, a importância de se desenvolver uma estratégia politica tendo por base a elaboração de “orçamento participativo”.
Há muito por fazer
Emídio Xavier, Presidente da Comissão Politica Concelhia do PS, encerrou os trabalhos referindo que “esta reunião não foi para nos louvarmos, embora achemos que temos razões para estar satisfeitos”, considerou que é importante ouvir, que todos participem, sabendo que “fizemos coisas mas que há muitas por fazer”, para isso é necessário ouvir e perceber” o sentimentos dos barreirenses.
“Não podemos pensar que só nós é que sabemos” – salientou Emídio Xavier.
Mas acrescentou – “não podemos confundir a necessidade de decidir, com a necessidade de discutir”.
Uma economia ambientalmente sustentada
O próximo”Encontro Temático” do Partido Socialista está agendado para o dia 2 de Abril, pelas 15 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, tendo como tema: “ Uma economia ambientalmente sustentada”, que será coordenado por José Mesquita.
Luís Tavares, irá tratar o tema : Projectos para a Quimiparque”.
José Mesquita – “Cooperação autarquias-empresas”.
José Elias de Freitas – “A importância dos Parques Tecnológicos”
Matias Lopes – “O Barreiro do futuro – novos desafios.
A participação nestes “Encontros” é aberta a todos os cidadãos interessados.













