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Inferências

Crónica do Pato BravoIlha do Rato - uma ilha livre e independente

No último almoço do Pato Bravo o pessoal divertiu-se imenso ao debater um projecto, de acção política imediata, tendo por objectivo criar um “estado autónomo” na Ilha do Rato.
Formou-se governo. Distribuíram-se lugares. Os ausentes não foram esquecidos.

5 min de leitura

Por Jornal Rostos

Foi designado o Presidente da República Livre e Autónoma da Ilha do Rato que acumula, o cargo de Presidente do Governo, mal foi nomeado comunicou que a sua primeira prioridade seria “designar uma Comissão de Festas” e, igualmente, designou quem iria liderar a referida Comissão.
“O meu objectivo é contribuir para a animação da Ilha, dando a todos o direito de brincar. O povo gosta muito de brincadeiras” – disse o Presidente designado.
Entretanto, foi igualmente nomeado o Ministro da Justiça que de imediato informou : “Aceito, desde que haja a pena de morte”. Numa ilha livre foi aceite a proposta do novo Ministro da Justiça.
“Eu quero ser o Ministro das Finanças” – disse outro. E foi aceite.
“Vou fazer concorrência à Ilha da Madeira. Uma zona franca, na Ilha do Rato é uma mina” –sublinhou.
Foi também designado um Arquitecto para o Ministério do Ordenamento do Território. Alguém comentou : “Um Arquitecto para aprovar os projectos”. Todos concordaram.
Também foi designado o Ministro da Saúde, mas como estava ausente, ficou de em próximo almoço confirmar se ele aceita a nomeação e quais as condições que coloca.
O Primeiro Ministro e Presidente da República é de opinião que cada responsável pela sua pasta deve “fazer o que quer e mais nada, isto é uma ilha livre”.
Foi também nomeado um coordenador da Protecção Civil que aceitou de imediato: “Aqui não vai faltar segurança. Vamos estar preparados para qualquer tsunami”.
“Um dos problemas principais que preocupa os habitantes da ilha é ser afectada por tsunamis. Somos uma zona de risco que facilmente pode meter água” – referiu o designado responsável da Protecção Civil que, salientou : “A primeira coisa a fazer será testar o PME. Ora essa!”
O Presidente da República voltou a recordar que tudo o que possa vir a ser feito, em qualquer área, terá que ser integrado no Programa de Festas – “Esta é a nossa questão central. Prioridade a Festa” – voltou a recordar.
Houve também a preocupação de criar uma associação e foi de imediato nomeado o Presidente da Direcção da SFAIR.
“Aceito. Desde que haja Carnaval e marchas Populares” – disse o nomeado. Foi aceite pelo Presidente da República que tem como linha central da sua acção promover uma estratégia de festividades.
Como os problemas sociais da Ilha são para ir resolvendo foi nomeado um responsável, que já foi contactado e manifestou aceitar – “Estou disponível para distribuir cabazes aos pobres no Natal. É um momento de solidariedade e festivo”.
O Presidente da República achou que foi uma boa escolha porque se enquadra na linha da festa.
O Presidente da República quer exista um Presidente de Câmara e nesse sentido está a estabelecer contactos e também quer um Presidente de Junta de Freguesia, de forma a que existam todos os órgãos e poder democrático.
“Quero uma Ilha livre e autónoma” – disse.
Na Ilha terão que existir representantes livremente eleitos, nesse sentido vai ser estimulada a criação de partidos políticos – “Nem que seja um cidadão, um partido”.
Foi anunciado que no dia da declaração da independência – “Haverá fogo de artificio. Quero uma ilha com muito fogo de artifício” – disse o Presidente da República.
Alguém falou em estratégia e projectos. Gerou-se um burburinho.
“A ilha é para viver já, e para viver já não é preciso estratégia” – disse um futuro eleito da Junta de Freguesia.
Falou-se também na necessidade de designar um comandante das forças armadas – “Tem que ser um Coronel” – disse alguém. Todos concordaram.
Um cidadão levantou-se e perguntou : “Vocês na Ilha vão aceitar que sejam feitos desmanchos?” . Gerou-se um grande silêncio.
“Bom. Seria bom que não fossem feitos muitos desmanchos” –referiu o Presidente.
“Mas se isso der negócio, pode ser” – esclareceu o Ministro das Finanças que passou, entretanto, a acumular as pastas da “economia”e do “trabalho”.
“Nós poderemos vir a promover um produto especial – o queijo da ilha” – salientou o Presidente e a nossa festa até poderá chamar-se – “A Festa do Queijo da Ilha”.
“Eu quero que todos tenham um lugar. Aqui na nossa ilha, desde que concordem comigo e entrem na festa, podem crer que eu sou uma pessoa que sabe viver solidariamente” – esclareceu o Presidente da República que, entretanto, acumula a gestão da “Dioceses” até que seja designado um”Bispo”.
“A politica é o ópio do povo” – disse um dos presentes que de imediato ficou apontado para a pasta da Cultura.
Numa sondagem feita na Ilha, chegou-se à conclusão que a “maioria absoluta” seria uma meta fácil de alcançar.
“Temos que fazer festas. Muitas festas.” – disse o Presidente, porque eu quero – “Um governo. Uma Câmara. Uma Junta.”.
O MLIR – Movimento de Libertação da Ilha do Rato, foi constituído. Há governo. Há liderança.
Entretanto, como não há bela sem senão, uma voz levantou-se e disse: “Eu vou desenvolver um Movimento contra a desanexação da Ilha do Rato. Anunciou a constituição do MOCODEIR – Movimento Contra Desanexação da Ilha do Rato”.
Portanto há governo. Há oposição. Estão criadas todas as condições para que a Ilha do Rato seja uma nação…e já existe como tal!

Nota – Se não acredita então consulte:
The Free Land of MouseIsland

http://www.nationstates.net/cgi-bin/index.cgi/target=display_nation/nation=mouseisland

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