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Inferências

Caldeirada de Palavras (II)Masterplan deve ter amplo debate

. Próxima “Caldeirada de Palavras”, no Café Parque, no Parque da Cidade, dia 28 de Abril, pelas 21, 30 horas.

As relações entre a Associação Asterisco e a Câmara Municipal do Barreiro foi um dos temas que animou a “Caldeirada de Palavras”.
Mas falou-se de tudo um pouco, da falta de investimentos na rede de águas, no deficit de cidadania, e que no Barreiro de via aplicar-se um “programa de combate à pobreza”.
Mais um capítulo de uma caldeirada com picante…

7 min de leitura
Caldeirada de Palavras (II) Masterplan deve ter amplo debate

Por S.P.

Vamos, pois, dar continuidade à divulgação da “Caldeirada de Palavras”.
Rogélia Costa, em mais uma intervenção, começou por referir que, em relação à POLIS, aquilo que os governos do PS chumbaram, no tempo da gestão do PCP, agora, na gestão do PS, o governo PSD aprovou, por essa razão, considerou que quando se fala na capacidade de negociação da gestão PS, isso é qualquer coisa que “começa a estar gasta”.
Na sua opinião o PS tem “vivido para o marketing” e para o”bluff”.
Sobre as posições assumidas pela Câmara Municipal do Barreiro, no tempo da gestão PCP, no que diz respeito à constituição de empresas intermunicipais, nomeadamente a SIMARSUL, sublinhou que “as Câmaras é que têm que fazer a gestão dos equipamentos” por essa razão elas é que deveriam ter a maioria do capital e não o governo.

Valorizar o Poder Local

Salientou que esta posição do PCP tem por objectivo permitir criar condições para que “o Poder Local tenha mais força” e também para “valorizar o Poder Local”, nesse contexto, referiu não entender porque razão o “Poder Central tem que ter a maioria”.
A finalizar contestou e refutou a afirmação que nunca no Barreiro foram elaborados Planos de Pormenor - “isso não é verdade”.
Carlos Pires, presente entre a assistência, contestou e salientou – “Foram feitos estudos urbanísticos. Não foram feitos Planos de Pormenor”.
Por seu turno Bruno Vitorino, também presente, acrescentou : “Há tantos Planos de Pormenor feitos como há neste momento”.
Rogélia Costa, criticou ainda, o facto de a gestão socialista não ter pegado no “estudo estratégico da Quimiparque e ter utilizado o mesmo como ponto de partida”, e, criticou que a elaboração do Masterplan não tivesse tido em consideração este estudo.
Cabós Gonçalves, num aparte, referiu : “Acho mal que se tenha rasgado esse estudo”.
Carlos Pires, intervindo, sublinhou que “a discussão do Masterplan há-de se fazer, e, acrescentou que a Câmara Municipal do Barreiro “nunca, até hoje, definiu nada” sobre este assunto apenas “tem acompanhado”.
Rogélia Costa finalizou que o estudo desenvolvido pela gestão PCP para a Quimiparque tinha uma dimensão estratégica e considerou necessária uma “discussão ampla do Masterplan”.

Asterisco relações claras

Pedro Gomes, começou por salientar que, ao longo desta discussão, não viu nenhuma razão que justifique porque o PS merece que os barreirenses lhe dêem a maioria absoluta – “Não merece”.
Neste contexto, considerou que no Barreiro o PS “vai ser julgado” porque é “quem está no poder”.
Sobre a Quimiparque e o Masterplan, defendeu que antes de avançar seja aquilo que for, é fundamental, ser feito “um estudo realista daquilo que lá está enterrado, saber se há solos contaminados”.
Seguidamente, perguntou : “Quais foram as obras que o PS fez no Barreiro?”
E lamentou que constantemente se verifiquem roturas no abastecimento de água, devido à falta de investimentos.
Na sua intervenção, chamou a atenção para o facto de a Associação Asterisco, na sua opinião, não ser uma associação juvenil e considerou que a relação desta associação com a autarquia “é uma relação não clara”.

Programa Contra a Pobreza

Humberto Candeias, começou por referir que “o Barreiro está a perder competitividade territorial” e na sua opinião o “Barreiro é um concelho em exclusão”, onde deveria começar a aplicar-se um “Programa de luta contra a pobreza”, dando como exemplo o facto de no concelho do Barreiro registarem-se valores de SIDA “acima da média nacional”.
Considerou, Humberto Candeias, que nos últimos anos “não se inverteu substancialmente a qualidade de vida”.
Na sua intervenção criticou a inexistência de políticas de apoio ao movimento associativo.
Cabos Gonçalves, em aparte, referiu – “Em relação às colectividades não mudou muito”.

Politicas que envolvam as pessoas

Humberto Candeias, acrescentou, que é necessário definir prioridades e que no Barreiro hajam “políticos com capacidade de liderança política” e “politicas que envolvam as pessoas e que decidam com as pessoas” porque a questão da discussão da cidade não deve ser só lamúrias.
Após esta intervenção seguiu-se um período de conversa entre os membros que compõem o”painel permanente” da Caldeirada de Palavras e os presentes que assistiram ao debate.
Mário Durval, presente, colocou duas perguntas : Que se vai fazer com cerca de 5000 fogos vazios? E que é isso da centralidade de Coina?
BrunoVitorino salientou a importância para a cidade deste tipo de iniciativa, que contribui para gerar espaços de participação abertos.

Rede de águas degradada

Na sua opinião sobre a rede de águas do concelho do Barreiro, com a gestão socialista, “já nos atrasámos mais três anos” e, salientou, a rede cada vez está mais degradada, porque “não foi feito o investimento”.
Sublinhou que o Vereador Mendes Costa, PSD, andou a pedir verbas mas “ninguém ligou a isso”.

AMAC - não havia candidatura para equipamentos

Carlos Pires, referiu que esta iniciativa é positiva porque é essencial que haja o debate de ideias na nossa cidade, porque os espaços de discussão são necessários.
E, na sua opinião só pode falar em obra quem faz obra, recordando, por exemplo que para a construção do Auditório Municipal Augusto Cabrita - “não havia candidatura para o equipamento”.

Asterisco – uma questão maltratada

Cabos Gonçalves, na sua intervenção referiu que em relação à Associação Asterisco – “tem faltado capacidade de assumir claramente as opções” e considerou que “tem sido uma questão mal tratada” porque “está a mascarar-se com subsídio o que não era necessário.
Em relação às relações da autarquia com o Movimento Associativo considerou que existia uma proposta da CDU que estava pronta, até poderia ter defeitos, mas, na sua opinião passou tempo de mais para que ficasse claro como as coisas devem ser feitas nas relações da autarquia com as associações.
Cabos Gonçalves concluiu referindo que a cidade deve ser feita pelos cidadãos, e se calhar “há uma falta de sentido da cidadania”.

Dignidade para os jovens da Asterisco

Rogélia Costa recordou que a Associação Asterisco faz “um trabalho positivo” na autarquia, são jovens que “trabalham a sério”, são jovens excelentes e, na sua opinião, “há uma falha no processo” e associação “não merecia ser tema de polémicas”.
“O PS que tome medidas” referiu, façam propostas e deixem os jovens “trabalhar com dignidade”, porque eles, da Asterisco, “vivem o que fazem”.

Há deficit de discussão e interactividade

Humberto Candeias, sobre o caso Asterisco comentou que não está em causa a capacidade de trabalho dos jovens, o que está em causa é a relação entre a Direcção da Associação e a Câmara, o que revela a “incapacidade de gestão da Câmara”.
Neste sentido recordou que foi feita uma greve devido à “incapacidade de gestão e diálogo”.
A finalizar salientou que no Barreiro “há deficit de momentos de discussão e interactividade” e, por isso, referiu que é preciso “investir em mecanismos de participação”.

Relações de trabalho claras

Pedro Gomes recordou que o processo da Asterisco que ele comentou, não “tem nada a ver com pessoas” o que ele critica é a forma como é feita a “gestão das verbas da Câmara”, defendendo que deveriam ser claras as relações de trabalho e ser claro o contrato com a associação.

Caldeirada de Palavras

A próxima Caldeirada de Palavras, irá realizar-se no Café Parque, no Parque da Cidade, dia 28 de Abril, pelas 21, 30 horas.
Participe. Traga um amigo e um tema para debate.

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