Crónica do Pato BravoO quotidiano na aldeia cosmopolita
Porque será que nesta “aldeia cosmopolita”, qualquer pequeno gesto de viver, apenas viver e sorrir, incomoda ?
Por S.P.
O pessoal continua a juntar-se à segunda feira, agora na Transmontana. Um almoço para descongestionar. Trocar opiniões. Tudo vem para cima da mesa. Numa troca salutar de palavras.
Fala-se em cumplicidades. Fala-se do menino na incubadora. Fala-se do órfão e do filho do órfão.
Fala-se do mercado do voto. Das campanhas eleitorais. Fala-se das peladinhas do parque. De semáforos – pisca pisca.
Fala-se de quem procura trabalho e de quem tem trabalho.
Fala-se do FCB e do Sporting.
E nesta conversa este no centro a ideia do NI. Não é não nem é sim.
Houve até quem falasse do “efeito nimby”- “sim mas não no meu Quintal”.
Fala-se de choupos. Fala-se de novas tecnologias.
Houve mesmo que fala-se que ia comprar uma “t-shirt” para imprimir a foto do homem e escrever a frase : “Olha, amigo estou contigo”.
Falou-se em vela de “genoa”, que permite virar o barco para onde vira o vento.
Falou-se de presságios. De bons e maus presságios : de Évora, de Vila Franca e de outros lugares.
Falou-se da futura utilização da ETAR e, pasme-se, até já há candidaturas para a sua utilização.
Falou-se de pelouros. A conversa esteve animada até que, a cadeira partiu-se e houve alguém que caiu da cadeira : “Foi um ataque. Foi uma tentativa de destruição”.
Ficou em dúvida de saber, se, de facto, aquela “sabotagem” tinha um alvo dirigido.
Falou-se em manipulação e em respostas, no bom sentido, claro !
Falou-se em desprezo pela ignorância e pela arrogância mantida no anonimato, de quem fala do PCP como um mal e, devia olhar-se ao espelho da sua pseudo-democraticidade.
Os almoços de segunda feira são divertidos, por tudo isto, até porque permitem sorrir, sorrir com fortes gargalhadas, ao conversar-se sobre as banalidades que fazem o quotidiano de um cosmopolitismo pacóvio.
Falou-se do pisca pisca do BE, que já sonha em chegar à vereação da cidade, mas que – “tem vergonha de comer rosas”.
Falou-se do PSD que fez uma campanha agressiva e agora está num beco sem saída.
Falou-se do PCP e do PS, como dois corredores com energias diferenciadas. “O PCP até vai aceitar pelouros”- dizia alguém.
E, por fim, alguém dizia : há muito tempo que não sai uma “crónica do pato bravo”. «Está proibida?» – dizia um. «Vai recomeçar» - dizia outro.
«O almoço do Pato Bravo» -incomoda dizia outro.
Porque será que nesta “aldeia cosmopolita”, qualquer pequeno gesto de viver, apenas viver e sorrir, incomoda ?
Bom…para a semana, cá estaremos de novo na “crónica do pato bravo”.
S. P:
Nota - Foi «autorizada» a sua edição, desde que, aqui, não se façam comentários valorativos ou opinativos. A opinião é só para alguns…













