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Inferências

Carreira 7Especial AMB

A Assembleia Municipal é uma fonte de inspiração da “Carreira 7”.
Gostamos quando os deputados se dirigem à comunicação social, sentimos que somos reconhecidos e isso conforta o nosso “ego”…ao menos há quem nos trata com alguma atenção. Obrigado!

6 min de leitura

Por Jornal Rostos

Sabem o que é o “pé direito”?

João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, na sua intervenção, na Assembleia Municipal do Barreiro, referia que o “pé direito” da cave do Mercado Municipal, na sua freguesia “não permitia a entrada de um jeep”.
E, perguntou aos deputados municipais se sabiam o que era o “pé direito”.
Para os esclarecer e não existirem dúvidas, parou por momentos a sua intervenção, apontou para a parede e disse: “O pé direito é isto!”.
Na sua opinião aquilo que foi feito é “incompetência”, acrescentou, “digo eu, que não percebo nada de construção civil”.
Mas, oh senhor presidente, deve saber que os homens da construção civil executam aquilo que os arquitectos projectam…ou não será?

O fogo cruzado

João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, de folheto do Partido Socialista nas mãos, o folheto com as fotografias dos candidatos à freguesia de Santo André, apontava os nomes de candidatos socialistas que ele classificou de “entachados” na Câmara Municipal.
E citava : Luís Mateus, Rui Geirinhas, e outros nomes, referindo “os entachados”.
Isidro Heitor, da bancada socialista respondia : “Eu vou fazer um dossier da CDU”.
Helder Madeira, a presidir aos trabalhos comentava : “Senhores deputados parem com o fogo cruzado”.

A divida de 19 milhões de euros

António João Sardinha, contestava o facto de ter sido notícia na comunicação social, que a Câmara Municipal do Barreiro, tinha uma divida de 19 milhões euros.
Carlos Humberto, esclareceu que não fez essas declarações, que nunca tinha dito que a Câmara tinha uma dívida de 19 milhões de euros.
Referia o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro que tal, fora, uma interpretação incorrecta do jornalista.
Madalena Alves Pereira, PS, da bancada comentava : “Mas a Câmara Municipal não fez qualquer desmentido!”

Deputada ultra rápida

Madalena Alves Pereira pretendia fazer uma breve intervenção mas o Partido Socialista, na verdade, tinha esgotado o seu tempo.
O PSD disponibilizou então, do seu tempo, 30 segundos para que a deputada socialista coloca-se as suas perguntas.
Madalena Alves Pereira, usou da palavra.
Helder Madeira referiu que tinha utilizado 27 segundos.
Madalena Alves Pereira, com um sorriso e feliz comentou : “Ainda tenho 3”.

Ter, ou não ter, autoridade, eis a questão

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, comentava que de facto não valia a pena os deputados municipais inventariarem obras por realizar, porque a Câmara não tinha dinheiro para dar resposta a todos os problemas.
Isidro Heitor, na bancada socialista comentava : “Ele perdeu, neste momento a autoridade de exigir do Governo coisas para o Barreiro, porque o Governo também não tem dinheiro”.

Os papagaios

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, comentava que não seria correcto estar a divulgar propostas ou projectos sem que os mesmos estejam devidamente clarificados, ou enquanto as situações estão a ser analisadas.
João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de santo André, da bancada PCP/CDU, comentava : “Claro isso seria papaguear, isso é para os papagaios”.

A gracinha (I)

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, ao iniciar a resposta aos comentários dos deputados Municipais, sobre a Informação escrita da actividade municipal, referiu que pretendia começar com uma “gracinha”, então disse : “Presunção e água benta, cada qual toma a que quer”.
E acrescentou : “É uma brincadeira”
Madalena Alves Pereira, PS, comentou : “Mas isso é uma verdade”.
Carlos Humberto, respondeu, que era apenas uma “Sim, mas é apenas uma gracinha”.

A gracinha (II)

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, na sua intervenção de esclarecimento às perguntas formuladas pelos deputados municipais, referiu o que classificou de uma gracinha, perguntando : “ Se o PS em quatro anos endividou a Câmara em 1/3, então em 27 anos quanto tinha o PCP que endividar?”

O centrão

Pedro Gomes, PSD, a propósito o aumento de capital da Agência de Desenvolvimento –CDR, referia que voltava a “estar de acordo” com António João Sardinha.
De imediato da bancada do PCP/CDU escutou-se um comentário – “É o centrão”.
No final efectuou-se a votação do dito ponto em discussão que foi aprovado pelo PSD e PCP/CDU com os votos contra do PS e abstenção do BE.
Por acaso não se escutou das bancadas nenhum comentário : “É a santa aliança!”.

A salvação

“Este plenário é que salva a Assembleia Municipal” – comentava António João Sardinha, PS, a propósito da discussão que se fazia, sobre a alteração ou não da ordem de trabalhos, discordando dessa decisão.
E, feita a votação, a ordem de trabalhos foi alterada, com os votos contra do PS, e, portanto, pelos vistos a Assembleia Municipal foi devidamente salva…

Os coitadinhos

António João Sardinha, PS, defendia, na formação de Comissões na Assembleia Municipal que devia ser constituídas cinco de forma a que o Bloco de Esquerda, como nova força eleita na Assembleia Municipal ficasse a coordenar uma das Comissões.
Da bancada do PCP/CDU escutava-se o comentário : “Coitadinhos! São uns coitadinhos!”
António João Sardinha refutava que não considerava o Bloco de Esquerda “os coitadinhos”
E alguém respondia : “Pois, ou é como vocês querem, ou nada feito!”
E assim foi…nada feito!

“Acalmem-se!”

Pedro Gomes, PSD, criticava o Bloco de Esquerda, referindo que aquele partido discordava da proposta de criação de apenas quatro Comissões, porque não ficava a coordenar nenhuma Comissão.
Humberto Candeias, BE, e alguns socialistas, das bancadas, manifestavam a sua indignação para com esta intervenção, e Pedro Gomes, comentava : “Acalmem-se! Acalmem-se!”

A honra e o tempo

António João Sardinha, PS, pedia para intervir, em defesa da honra, sublinhando que se sentia ofendido.
Helder Madeira, Presidente da Assembleia interrogava : “Há quanto tempo foi ofendido?”
António João Sardinha respondia : “Não interessa o tempo”.
Helder Madeira, voltava a interrogar : “Mas foi ofendido há quanto tempo? Foi ofendido há dez minutos?”
E, enquanto este diálogo decorria, Pedro Gomes, PSD, da bancada comentava : “Eu quero falar em defesa da honra porque fui ofendido no mês passado”.

Assembleia Municipal do Barreiro

A tomada de posse das Comissões da Assembleia Municipal do Barreiro será efectuada no dia 9 de Março, no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro, antes do começo da reunião de continuação agendada para essa mesma noite.

Pensamento do Dia

“Se os factos não se encaixam na teoria, modifique os factos”

Albert Einstein

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