Luís Ferreira – 4- Amílcar Romano – 2Uma vitória justa de um “principiante”
Luís venceu dominando o meio campo e usando a sua técnica de dominar a bola e rematar no momento próprio.
Amílcar subestimou a força do adversário, jogou demasiado pelos flancos e raramente rematou com certeza de golo. Fez uma falta muito grave merecedora de cartão vermelho.

Por Jornal Rostos
As equipas entraram em campo. Nas bancadas as claques estavam atentas e vibrantes.
O árbitro falou com os “capitães de equipa” para decidir quem dava o pontapé de saída.
O jogo começou, devidamente cronometrado.
O Luís avançou, com as bolas nos pés, procurando logo na primeira jogada chegar às redes do adversário.
O árbitro parece que quer intervir no jogo. Apita. Aponta que a bola saiu pela linha lateral. Luís retoma a jogada. Sorri para o árbitro.
As claques enervam-se. Escutam-se os primeiros apupos.
Partido Socialista não é máquina de assalto ao poder
Num lance rápido e eficaz, Luís rapidamente ocupa o meio campo, condenando quem promove o “ódio tribal” e assumindo-se como um “defensor da democracia” condenando a “mercearia de almas”.
Entusiasmado, avança no terreno e faz o primeiro remate à baliza – referindo “os homens não terão todos o seu preço”.
A bola bate no poste e ressalta, Luís ainda recupera o esférico e de novo faz um potente remate, recordando – “o Partido Socialista não é uma máquina de assalto ao poder”.
Um defensor de causas e projectos
Amílcar, defende e pega na bola, vai driblando, cruza a bola nos próprios pés, com bonitos efeitos, demonstrando que domina bem a bola.
Ocupa, rapidamente, o meio campo, referindo que “nunca pedi nada” e que “é um defensor de causas e projectos”.
No meio campo prepara o primeiro remate de longe, referindo – “como independente tinha uma militância mais activa que muitos militantes”.
Um remate fraco. Recupera a bola, procura avançar pelos flancos.
Recorda o trabalho de equipa com Leal da Silva. E numa joga de mestre, encosta á bola Emídio Xavier, com quem fez “um trabalho de grande persistência”.
A bola sai pela linha lateral.
Estão decorridos 10 minutos de jogo. O resultado está 0-0.
A Câmara não teve o apoio da estrutura do Partido
Amílcar de novo com a bola, empurra a bola para as linhas laterais, recorda que o “Barreiro é uma terra gerida de forma ortodoxa pelo PCP” e que na Câmara foi herdada uma máquina à imagem do PCP.
Aqui a bola quase que si pela linha lateral, mas esticando a perna com uma grande flexibilidade, Amílcar, mantém o domínio do esférico.
De novo com a bola, agora correndo para o meio campo, recorda que o PS alterou as relações e a imagem da cidade e estruturou projectos para o Barreiro.
Numa jogada brilhante, ao estilo de um grande mestre, prepara um potente remate e atira com força – “a Câmara não teve o apoio da estrutura do Partido”.
A bola bate no poste e, com tal força, toca no corpo do Amílcar que ainda procura dominar o esférico com o braço.
Tenta dominar o esférico e consegue – “com outro tipo de apoio os resultados seriam outros”.
Luís recupera a bola, com agilidade, recorda que o “PS trouxe uma visão estratégica para a cidade” e trouxe investimentos, dado o exemplo do FORUM.
Avança com entusiasmo, faz uma finta faz outra, recorda que Emídio Xavier foi o catalisador de projectos, refere o Plano Municipal do Ambiente, o Plano Estratégico e critica aqueles que querem manter no Barreiro “um clima de crispação” e que só pretendem acusar “o papão comunista”.
Num remate potente, Luís faz o primeiro golo – “claudicamos na estrutura da Câmara, fracassamos na gestão do quotidiano, nomeadamente nas áreas sociais, não tivemos coragem de fazer rupturas com estratégias da CDU”.
E, de novo com a bola reposta em jogo, Luís quase que marca um segundo golo, recordando “cultivamos o diálogo com a cidade, mas não cultivámos o diálogo no PS”.
Chegados ao 20 minutos de jogo. Luís está a dominar o jogo, ocupa o domínio do meio campo.
Amílcar encosta-se demasiado às linhas laterais e raramente ocupa o meio campo.
Resultado 1-0, vence o Luís.
Fazem o jogo do PCP e PSD
Luís de novo em campo. Defende que o PS deve mudar e deve afirmar-se como alternativa politica de cultural ao PCP/CDU.
Defende um modelo de participação que não tem a ver com “elites politicas”.
Procura rematar à baliza mas a bola sai pela linha lateral, muito distante do poste.
Amílcar de novo com a bola. Mal pega na bola faz um remate de longe e condena aqueles que criticam a Câmara, porque desta forma “fazem o jogo do PCP e PSD”.
Empurra o adversário. E lá vai coma bola nos pés.
De novo com a bola nos pés tenta agredir o adversário – “apareceu em 2004”.
Escutam-se gritos das calques. Apupos.
Amílcar volta rematar com força – “A CMB não perdeu quem perdeu foi o partido.”
A bola bate no poste. Amílcar de novo com a bola remata tentando o golo – “O partido não é o Emídio Xavier”.
Um remate muito fraco.
Luís de novo a dominar a bola, recorda que o PS não acabou no dia 9 de Outubro.
Avança pelo meio campo, controlando a bola e faz um forte remate, recordando que no dia seguinte à derrota, alguém escreveu um artigo a exigir a demissão do Emídio Xavier, enquanto ele participou na elaboração de um comunicado a prestar a solidariedade com Emídio Xavier.
Um bola que entra num canto esquerdo da baliza.
Amílcar pega na bola para recomeçar o jogo e chuta com força - “Fui eu que escrevi o artigo ”- pergunta.
Luis salta e apanha a bola no ar : “O Amílcar não escreve, ninguém conhece um artigo seu”.
A bola vai rodopiando e bate no poste.
Luís pega de novo na bola que lhe vem parar aos pés : “Fui o único que foi à Assembleia Municipal a defender o PS”.
Luís domina completamente o jogo. As calques começam a ficar nervosas.
Luís no meio campo, com a bola nos pés, core de novo para a baliza, prepara um novo remate, dispara com força : “O Amílcar te, arregimentado ódios. Quem dividiu o PS foi o Amílcar. Quem preparou um exército para tomar conta do PS foi o Amílcar”.
E, com energia, remata e alcança o terceiro golo – “Espero que esteja disponível para trabalhar depois do dia 25 de Março”.
Vão 30 minutos de jogo. Resultado 3-0, vence o Luís.
Luís esteve sempre com o domínio do meio campo.
Amílcar procurou jogar pelas alas laterais e fazendo jogo de rasteiras e empurrado o adversário.
Um candidato que começou a ser
Amílcar de novo em jogo, começa a sentir que tem que ocupar o meio campo e avança com energia.
Critica as frases “arregimentar um exército de mercenários” e critica o Luís recordando que as pessoas “não votam em si votam nos seus apoiantes” e referindo que o Luís significa tudo “menos unir o partido”.
Amílcar dispara com força e marca o seu primeiro golo, referindo que o adversário – “é um candidato que começou a ser”.
Luís de novo com a bola, avança sem medo pelo meio do terreno, recorda a blogosfera e as campanhas de calúnias.
E, avançando no terreno, prepara um remate com estilo – “a proposta de organização de Amílcar é um bom modelo para uma Repartição de Finanças, não tem alma, eu quero um PS com alma”.
Um golo limpo.
Amílcar retoma a partida. Avança com força pelo meio campo, domina a bola, classifica os dez princípios de Luís de “retórica” e”sem conteúdo programático”.
Avança no terreno e faz o seu segundo golo – “O Pintassilgo deu-lhe uma ajuda para melhorar o documento”.
Estamos nos 40 minutos de jogo com um resultado de 4-2 favoráveis ao Luís.
PS recupere a capacidade de intervir
Amílcar com a bola nos pés de novo pelo meio campo, deixou de jogar pelas laterais, defende que o PS tem reconquistar a confiança dos barreirenses e que 2009 só será objectivo se o PS for capaz de se colocar num quadro de competição com o PCP.
Faz um belo remate ao poste acusando o adversário que apenas coloca 2009 como objectivo estratégico.
Luís de novo com a bola refere que “é importante que o PS recupere a capacidade de intervir” e critica o que considera a “vacuidade politica da CDU, que está a promover uma farsa de participação” e remata de meio campo para a baliza, recordando que foi Amílcar quem veio dizer que “não era candidato à Presidência da Câmara”, coisa que não o preocupa porque a estratégia que defende passa pelo envolvimento de pessoas.
Um remate forte mas que sai ao lado da baliza.
Formatado por oposição à Câmara e ao PS
Amílcar Romano de novo com a bola encontra o adversário pela frente e não tem meias medidas encosta o corpo e empurra-o para fora do campo de jogo, acusando-o que – “É um líder formatado por oposição à Câmara e ao PS”.
Amílcar defende que um líder tem que “funcionar por consensos”, no partido e fora do partido, e, acrescentou “tem que ter imagem de credibilidade”.
As claques agitam-se. Gera-se burburinho. Não foi necessária a intervenção policial.
Amílcar acrescenta – “Não estou a ver na sua cara essa imagem”
Luís tira-lhe a bola e avança, referindo – “Que elegância!”
Amílcar, salta, em frente, empurra o adversário e faz uma falta merecedora de cartão vermelho.
Amílcar diz – “Olhe, que eu tenho gostos muito próprios”.
As claques enfurecem-se. Há assobios.
O resultado mantém-se 4-2 favorável ao Luís.
Unidade fruto de um frentismo
O jogo aproxima-se do final. Amílcar tenta dar a volta ao resultado.
Avançando pelo meio campo na tentativa de controlar o jogo, critica – “Você é um candidato que fala em unidade mas é fruto de um frentismo, entre pessoas que nunca tiveram afinidades de intervenção politica.”
Tenta atingir a baliza do adversário com força : “São o resultado de uma grande caldeirada”.
A bola bate no poste e volta para o campo de novo.
Luís pega na bola e finta, acusa Amílcar de “populismo”.
Amílcar, desarma-o tira-lhe a bola e acusa – “Você é um principiante. A meio ano ninguém o conhecia”.
O jogo é interrompido por instantes devido á agitação nas bancadas.
PS está em efervescência
O árbitro coloca a bola em jogo, faz lançamento e coloca a bola (intencionalmente ?!) nos pés de Amílcar, perguntando sobre o Diagnóstico Social.
Amílcar com a bola nos pés, faz fintas, recorda a UTIB, o Diagnóstico Social, o Projecto EscolasBarreiro, o aumento de Jardins de Infância.
Mas fica-se por aí, tentando controlar a bola e gerindo o tempo de forma a que o jogo termine.
Luís de novo com a bola, agora procura também controlar o jogo, mater o domínio da bola.
Refere que o “PS está em efervescência, está vivo” e dispara um remate com pouca força “as gentes do Barreiro não gosta de bocas gratuitas”.
Luís refere que a UTIB não é nada de inovador.
As claques agitam-se. Ouve alguém que mandou um isqueiro da bancada.
Luís recorda que deveria reforçar-se o apoio ao “Ensino Recorrente no Barreiro”, sublinha o drama dos idosos e o envelhecimento do concelho.
Pega na bola e faz um remate com força ao lado da baliza do adversário: Porque não avançou o cartão Social do Idoso?
O resultado mantém-se sem alteração 4-2 favoráveis a Luís.
Assumir os erros e falar verdade
O árbitro refere que vai entrar-se no período de desconto de tempo.
Luís avança no meio campo, sabe que apenas tem que manter-se calmo e com serenidade ninguém lhe retira a vitória deste primeiro jogo.
Refere que a aposta é reconquistar a confiança da população, assumir os erros, e, acima de tudo falar verdade.
O árbitro decide intervir e marcar falta.
Luís volta a repetir o que já tinha dito, “não podemos ter um PS adormecido” é preciso “falar verdade”.
Amílcar de novo com a bola, avança pelo meio campo, dificilmente vai conseguir evitar a derrota.
Procura dominar o meio campo, critica agora a CDU, refere “a Câmara está parada” e que o PCP procura justificar com a divida o trabalho que não vai fazer, lança uma farpa ao PSD.
Volta de novo a tentar um remate de longe : “Não foi a Câmara que perdeu, foi o partido, foi a retaguarda que não acompanhou os projectos”.
O resultado mantém-se 4-2 favorável ao Luís.
Vitória dos militantes de base do PS
Entra-se no período de desconto. Luís está em vantagem.
Amílcar tenta um remate, mas a bola sai ao lado, refere que no PS – “Temos que acabar com protagonismo de meia dúzia de pessoas” e que é “preciso aumentar o número de protagonistas”.
Luís volta de novo, com calma e serenidade a avançar pelo meio do terreno, sublinha que è preciso estimular Clubes de Politica, criar Fóruns de Cidadania, tornar o PS um partido com intervenção politica capaz de conquistar a cidade.
Critica que os partidos sofram de autismo e afastem os cidadãos.
Sublinha que tem que existir uma estratégia de comunicação no PS, e fecha recordando que a sua eleição será a “vitória dos militantes de base do PS”, reconhecendo que é tempo de por “fim às castas”.
O jogo chegou ao fim, com a vitória de Luís por 4-2.
Difamação só fragiliza o PS
Seguiram-se, ainda as declarações finais, após o jogo, aqueles momentos em que as equipas procuram, ou, muitas vezes, tentar ganhar imagem na opinião pública, justificando a derrota ou a vitória.
Amílcar refere que “o debate contribuiu para dignificar o partido” e considerou que é portador das melhores soluções.
Luís recordou que o PS tem que fazer uma oposição inteligente à CDU, que vai apostar no renascer do PS no Barreiro e sublinhou que a difamação só fragiliza o PS e é um exemplo da falta de ética politica.
Como nota final sublinhar que o “principiante” Luís fez um bom jogo, soube ocupar o meio campo e controlar o jogo.
O adversário jogou pelos flancos, fez faltas desnecessárias e foi derrotado pela sua própria fragilidade.
Um resultado de 4-2 não é, só por si, a expressão das dinâmicas do jogo, talvez o resultado certo fosse 7-3, sendo o Luís justo vencedor.













