Lembrando Luís Manuel Araújo CarvalhoPor Manuela Fonseca

Por Jornal Rostos
Luís
Hoje que se perfazem seis anos sobre o dia em que já não podias continuar connosco, lembro-me da infância, na Rua António José de Almeida, a acompanharmos, com o Ivo Limão, o amola-tesouras e a flauta, artesanal, que nos encantava. Talvez o avô deste jovem cigano que vejo agora, talvez o mesmo instrumento musical, talvez a mesma velha bicicleta.
Continuas comigo: os brinquedos sempre organizados, que te estragava, as ideias, logo em menino, de um país mais justo.
O som e o velocípede do rapaz que traz uma actividade tradicional ao coração da cidade desaparecem na Avenida; certamente a música já só para ti, em nome deste Barreiro que tanto amaste e pelo qual tanto fizeste.
Saudades.
Manuela Fonseca













