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Inferências

Carreira 7Horário 30.04
A vitimização

Viajar no Barreiro. Cá estamos em mais uma viagem na famosa “Carreira 7”…a tal que todos falam e onde dá gosto viajar!

7 min de leitura

Por Jornal Rostos

Ser, ou não se integrador, eis a questão!

Pedro Gomes, PSD, defendia a recomendação que tinha sido apresentada pelo seu partido, sobre a necessidade de “interditar a possibilidade de execução e exibição de grafities no espaço público”, entretanto transformada, em necessidade de “regular”.
Nesta sua intervenção, sublinhava que os grafities eram “elementos potenciadores de insegurança” e recusava a ideia que esta arte urbana pudesse ser um “elemento integrador”.
Da bancada do PCP/CDU alguém comentava _ “Vá ver no Vale da Amoreira”.
Pedro Gomes, de imediato ripostou : “Vale da Amoreira não é Barreiro!”.
E esta hem?!

Com o rabo de fora

Pedro Gomes, PSD, continuava o seu discurso, salientando que a Câmara Municipal do Barreiro tem responsabilidades nos grafities, porque promoveu a pintura com oferta de material…
Rui Ferrugem, PCP/CDU, da sua bancada comentava: “Ah! Isso é uma recomendação com o rabo de fora!”.
Pois…é vida.

O artista entre aspas

Humberto Candeias, do Bloco de Esquerda, expressava as suas reservas na “questão da interdição” dos grafities e, para justificar, contou uma experiência que viveu no Bairro das Palmeiras, onde um jovem artista foi convidado para animar uma sessão, com jovens do Bairro, pintando um painel grafities.
Recordou que os jovens, mesmo os mais irreverentes, ficaram atentos e acompanharam a acção com entusiasmo.
Referiu este exemplo, como prova que o grafities pode ser um elemento integrador, e, na sua intervenção salientou : “Aquele jovem artista, entre aspas, prendeu os jovens…”
Quando Humberto Candeias referiu o “artista entre aspas”, da bancada do PCP/CDU escutou-se um comentário : “Artista entre aspas?!”
Humberto Candeias, sorriu e corrigiu … referindo “O artista!”
CDU dixit!

Perseguição aos trabalhadores da Função Pública

João Pintassilgo, PS, na sua intervenção criticava a moção do PCP/CDU sublinhando que recusava liminarmente que “haja perseguição aos trabalhadores da Função Pública” pelo actual governo.
João Pintassilgo falava com tal convicção e veemência que, subitamente, ficou com tosse e quase engasgado.
Escutaram-se sorrisos, umas bocas e uns “zunzuns” na sala.
Mas João Pintassilgo, tossiu, tossiu..mas continuou calmamente a sua intervenção.
Não há tosse que corte a raiz ao pensamento, né verdade!?

“Quem está contra? Não vi?!”

Estava a ser votada a moção do PCP/CDU, sobre o sector ferroviário.
Helder Madeira contava os votos. Referia votos a favor e abstenções.
Por lapso não contou um voto contra do PS.
“Quem está contra? Não vi?!” – comentava.
E Jaime Lopes, levantou o braço, no final justificou que o seu voto contra era porque o PCP/CDU, quando da aprovação do PDM previa para aquele local Habitação.

“O quê? Estão contra o 25 de Abril?!”

Estava a ser votada a moção apresentada pelo Partido Socialista sobre o 25 de Abril.
O PCP/CDU votou contra, porque pretendia que fosse retirada a referência ao “Gulag”, alteração que o PS não aceitou.
Carlos Pires, deputado socialista, que acabara de chegar à sessão, olhava para o lado, estupefacto e comentava : “O quê? Estão contra o 25 de Abril?!”

Uma nova “santa aliança”

A Recomendação apresentada pelo PSD, sobre a necessidade de ser regulamentada a pintura de grafities, estava a ser votada.
PCP/CDU, PS e BE abstiveram-se. João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, ao ver tantos braços de esquerda no ar, comentou “É a Santa Aliança!”
Entretanto o PSD votou a favor, apenas 3 votos a favor.
Helder Madeira comentou : “Isto é inédito na Assembleia uma proposta aprovada apenas com 3 votos a favor. Está aprovada”.
Alguém comentou : “Assim se vê a força do PSD!”
Fica para a história a lição, uma minoria, de facto, pode vencer perante a abstenção de quem tem poder para decidir e demite-se de decidir…

“Olha, ainda falam de Staline”

António José Ferreira, PS, queria usar a palavra.
Madalena Alves Pereira comentou sobre a gestão do tempo, como que a impedir o Tó Zé de usar a palavra.
António José Ferreira de imediato insurgiu-se e disse : “Olha, ainda falam de Staline”.

A moção apresentada por Ana Teresa Vicente

Humberto Candeias, do BE, comentava a moção do PSD, apresentada por Ana Teresa Xavier.
E, no seu entusiasmo, referia : “A moção apresentada por Ana Teresa Vicente…”
Escutou-se um burburinho na sala…”Isto não é Palmela”.
É que, Humberto Candeias, que reside no concelho de Palmela ( embora a sua vida profissional seja no Barreiro) estava o que pode dizer-se a falar da sua Presidente de Câmara.
Enfim…mas, Freud explica isto!

Olhe, caiu a coisinha…

E, quando Humberto Candeias, estava na sua intervenção, a esponja do microfone caiu.
Maria João Quaresma, do PCP/CDU, sempre atenta dirigiu-se a Humberto Candeias e disse-lhe : “Olhe, caiu a coisinha…”
Foi gargalhada geral…então Humberto?!

Black de Esquerda já não tem tempo

Helder Madeira referia que o Bloco de Esquerda tinha esgotado o seu tempo.
“O Black de Esquerda já não tem tempo” – salientava.
Enfim como estávamos numa noite de grafities, o pessoal riu e percebeu a confusão.
Não há dúvida…Freud explica tudo isto…

Fotografias do tempo do Adragão

Ricardo Moreira, do Partido Socialista, apresentou
No final da sua intervenção diversas imagens de pinturas em paredes ( que de facto não são grafities) e que pululam em muitos locais da cidade, alguns actuais, outros do tempo da gestão socialista e alguns já oriundos da gestão de Pedro Canário…etc.
Mas João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, no final comentava : “Há ali fotografias que são do tempo do Adragão”.
Por seu turno Helder Madeira referia : “O PS acabou o tempo. Acabou a projecção o seu tempo”.
Madalena Alves Pereira comentava : “Estava tudo cronometrado”.

Eu sou mais jovem do que ele

Ricardo Moreira, PS, que também é líder da Juventude Socialista, fez uma intervenção critica ao programa da Quinzena da Juventude.
Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referia que “o jovem” Ricardo Moreira, na sua intervenção falou do acessório e não do fundamental.
João Raio, Presidente da Junta de Freguesia de Santo André, da bancada do PCP/CDU, comentava : “Jovem?! Eu sou mais jovem do que ele…”
O pessoal riu em gargalhada geral…

Ainda é cedo para a vitimização

Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, prestava alguns esclarecimentos às intervenções efectuadas na Assembleia Municipal pelos deputados.
João Pintassilgo, PS, terá comentado, a propósito das palavras de Carlos Humberto : “Isso é fazer de vitima.”
Carlos Humberto respondeu : “oh, ainda é cedo para a vitimização, cá estaremos para fazer o papel de vitimas na altura própria. Vocês ensinaram-nos a fazer muita coisa de bom e mau…para a vitimização ainda é cedo”.

Aniversários

Luís Ferreira, Presidente da Comissão Politica Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, comemorou no dia 29 de Abril o seu aniversário.
Aqui fica o registo e os nossos votos de parabéns.

João Rosa, Presidente da Direcção da SFAL – Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradiense, a mais antiga colectividade do concelho do Barreiro, comemora, hoje, dia 30 de Abril, o seu aniversário aqui fica o registo e os nossos parabéns.

Pensamento do Dia

“Se o seu comboio estiver na linha errada, todas as estações a que chegar serão estações erradas”.

Bernard Malamud

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