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Inferências

Assembleia MunicipalRanking

Como é habitual aqui ficam os comentários ás intervenções dos nossos políticos na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro.

7 min de leitura

Por Jornal Rostos

1. Rui Madeira – PCP/CDU

Marcou presença pela positiva, no debate da recomendação apresentada pelo PSD, quer na necessária clarificação entre “arte urbana” , grafitties e as “pinchagens” que, posteriormente, foram divulgadas nas imagens projectadas pelo PS.
Rui Madeira, demonstrou flexibilidade e capacidade de influenciar a sua bancada.

2. Isidro Heitor – PS

Uma intervenção muito boa, fora daquilo que é habitual no seu estilo. Foi directo, incisivo e esclarecedor q.b sobre as matérias do sector ferroviário, demonstrando, claramente, que isso de cultura ferroviária, não é um exclusivo da “classe operária” porque na “cultura ferroviária”, mesmo no seu seio e realidade também há classes, que a amam e que a receberam de gerações.

3. Ana Teresa Xavier – PSD

Uma prestação positiva. Exigente para coma CDU na sua moção sobre co-incineração, a colocar o dedo na ferida ao alertar para a temática dos resíduos industriais perigosos no nosso concelho.
Positiva, igualmente, na sua critica á forma como quem tem o dever politico de decidir opta pelo “politicamente correcto”, no que diz respeito à votação da recomendação dos grafities.

4. Humberto Candeias – BE

Positivo na sua intervenção, apontando o dedo, aos que preferem sempre remeter as culpas para culpados, quando o essencial deveria ser procurar soluções para os problemas e não ficar pela postura de ser parte do próprio problema.

5. João Pintassilgo – PS

Saltou da bancada para dar um golpe na moção sobre o sector ferroviário, dando um golpe de mestre ao recordar as decisões do PCP/CDU sobre o Plano Director Municipal.
Quem deveria ter gostado de ouvir o João Pintassilgo, nesta sua intervenção ( e o Carlos Humberto no “mea culpa”) era o antigo deputado municipal do PCP, o ferroviário e sindicalista Antunes.

6. Miguel Amado – PSD

Uma intervenção que disparou em todos os sentidos. Recordou ao PCP que estamos na Europa e que as coisas não vão voltar atrás, pelo que a Constituição é
foi alterada e continuará a ser alterada…
E sobre a co-incineração recordou aos socialistas como é “incomodo não estarem de acordo com o 1º Ministro”…

7. Madalena Alves Pereira – PS

Positiva na lição sobre o sentido de vanguarda reconhecido internacionalmente que a nossa constituição tem na defesa dos “valores fundamentais” e a recusa do sentido “ideológico” que se pretende dar a um documento que demonstra “maturidade politica” porque em sucessivas revisões esses valores têm sido intocáveis.

8. Frederico Pereira – PCP/CDU

Foi uma intervenção positiva em defesa do sector ferroviário e da sua importância no Barreiro, assim como na sua modernização, valorização e preservação de um Núcleo Museológico.

9. António José Ferreira – PS

Uma breve intervenção mas contundente e critica em relação á postura do PCP sobre a palavra “Goulag”.

10. Pedro Gomes - PSD

Conseguiu manter a defesa da recomendação sobre grafities e dar a volta para que a mesma de facto fosse aprovada pela Assembleia.

Negativos

1. José Caetano – PCP/CDU

Uma posição pouco flexível em relação á moção do PS sobre o 25 de Abril.
Claro que Goulag e Auschwitz não são a mesma coisa. Mas são ambas repressão.
Claro que comunismo e nazismo não são a mesma coisa, mas era isso que José Caetano deveria ter exigido que ficasse claro na moção, debatendo com o PS a mudança no texto, não pela retirada dessa realidade histórica chamada “goulag”, mas pressionando o PS a clarificar se considerava que comunismo e nazismo eram a mesma coisa.
O PCP votou contra a moção. Não sugeriu alterações de fundo, perdeu uma oportunidade de demonstrar ao PS as diferenças ideológicas e ficou-se por uma posição sectária dando a “razão da força” ao PS.
A posição de José Caetano fez recuar no tempo, quando por vezes eram votadas moções que condenavam as armas nucleares americanas, por serem um perigo para a humanidade, mas as armas nucleares soviéticas eram um bem…mas esse era o tempo da guerra fria.

2. Ricardo Moreira – PS

Certamente não viveu a Quinzena da Juventude. Nem acompanhou alguns projectos feitos por jovens, alguns pela primeira vez, nas últimas décadas, apoiados na sua concretização ( não o suficiente, mas apoiados).
Podia até, ter tido o cuidado de comparar, porque é possível comparar, mas, enfim…é intervir com aquela visão, de um lado os bons (PS) do outro os maus (PCP/CDU).
E os grafities…ou aquela projecção multimédia que, certamente, mereceu preparação, implicava mais, muito mais…nomeadamente, não ficar pela critica da critica critica…
Faltou propor acções de sensibilização, a colocação de espaços para a colagem de cartazes… e já agora que fossem retirados os “camarrachos” que estão no Parque da Cidade.

A intervenção de Carlos Humberto – Presidente da CMB

Carlos Humberto começou por criar um facto político, dando resposta ao actual líder do PS, sem lhe dar resposta.
“Não devemos responder ao público” – mas esclareceu que não se ria condicionar nas suas intervenções e continuar a intervir, mesmo que as suas intervenções sejam “apelidadas de intoxicação da opinião pública”.
Carlos Humberto disparou em dois sentidos, para o líder socialista e para a sua bancada, a quem disse – “não devemos responder ao público” mas…nenhum de vocês soube vir aqui e dar um “apertão”, tenho que ser eu a responder…

Depois, voltou a dirigir aos seus deputados, um novo recado, assim como quem diz, mais que se preocuparem em discutir uma palavra numa moção, que é uma coisa acessória e do passado, deveriam ter tido cuidado em aprovar uma recomendação que vai exigir á Câmara Municipal do Barreiro que assuma um estudo ferroviário que não tem condições para o fazer…ou pelo menos aprofundar a discussão do assunto.
Aliás, a Câmara Municipal do Barreiro anunciou que vai fazer um estudo de mobilidade, e, talvez, esta matéria, em parte possa estar contemplada, ou ser aquilo que a CMB apenas tem condições de fazer ou seja enquadrar a dimensão do transporte ferroviário na visão do concelho.

Continuando, carlos Humberto, cria novo facto politico: “A CDU tem responsabilidade apenas no PDM”. Uma autocrítica, que desmontou esta batalha. Assumindo um erro estratégico mas repudiando a falta de perspectiva que tem sido dado no Barreiro ao sector ferroviário.
E, simultaneamente dando um “abraço de urso” ao PS, ao expressar a sua concordância com as posições de Isidro Heitor.

Ainda, neste caminho sobre a saudação ao Dia Mundial do Livro, capitalizou as Bibliotecas de Escola, e lançou o repto de um dia da poesia…com a iniciativa – “a poesia saiu à rua…”.
Assim como quem diz : o livro não é coisa que nos incomode, antes pelo contrário, nós queremos que o livro saia para as ruas da cidade.

E sobre o POLIS ficou tudo dito na frase : “É pena que esteja só agora nesta situação” de lançamento de uma série de concursos…como quem diz, tomem lá, mas não fomos nós que gerimos. Obrigado PSD pela recomendação!

Por fim, foi uma lição de um “velho” a um “jovem”, recordando-lhe que o estilo “fait divers” fica mal na politica – “Se as vossas criticas são aquelas”.
Está tudo dito…

A tradição continua na AMB, o Presidente da Câmara tem que ser capaz de autodefender-se porque, hoje, como ontem, as bancadas, ontem do PS, hoje do PCP/CDU ficam muitos distraídas e remetem para o edil …a defesa da honra!
Será um problema de gestão da “vitimização”?

Em suma, Carlos Humberto deu cartas e, esperemos, agora, na próxima sessão que o PS dê as respostas solicitadas pelo Presidente da CMB, sobre as suas perspectivas para a zona industrial do sector ferroviário…
Nota positiva, afinal, para o Carlos Humberto que se assume como o “líder político” do PCP/CDU.

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