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Inferências

Crónica do PalácioAs perguntas e as respostas…

Na conversa à volta da “mesa redonda”, no Palácio Alfredo da Silva, o pessoal falou do “Barreiro Reconhecido” do “Pontão da Vela que não serve o remo” e, também, das perguntas sobre o Plano Municipal do Ambiente e outras.

5 min de leitura

Por Jornal Rostos

Hoje o habitual almoço do Pato Bravo (devido a férias do dito) mudou de rumo e foi instalar-se no Palácio Alfredo da Silva que, afinal, será o espaço utilizado durante as férias, pela ex- Tertúlia do Pato Bravo, dado que alguns já preferem que passe a denominar-se a “Tertúlia do Palácio”.

O Barreiro Reconhecido

Na conversa de hoje estiveram sobre a mesa alguns temas, por exemplo, falou-se da Sessão Solene Barreiro Reconhecido, merecendo nota positiva a sua realização naquele espaço á beira Tejo porque, de alguma forma, evitou a confusão e permitiu a “liberdade” de circulação dos corredores de fundo.
Falou-se do frio. Falou-se que o espaço estava esteticamente bem enquadrado. Falou-se de medalhas e dos medalhados.
E, por fim, ficou a opinião, generalizada, que a Sessão Solene “Barreiro Reconhecido” deveria ser específica para a atribuição dos reconhecimentos que lhe são inerentes e outros de carácter similar.
Foi salientado como seria interessante pensar-se, no futuro, a realização de uma sessão específica intitulada “Barreiro Reconhece Mérito Desportivo”, uma iniciativa que poderia ser, anualmente, realizada no pós férias, como cerimónia de reabertura da época desportiva.
Nesta sessão, para além das entregas de medalhas aos campeões, seria o momento para destacar o “Atleta do Ano” ou a “Equipa do Ano”, assim como prestar uma homenagem a uma figura local que, pela sua dedicação e outros reconhecimentos fosse referenciada como exemplo de desportista e, na verdade, no Barreiro há tanto nomes de referência que passam despercebidos.
Uma iniciativa, desta natureza, foi referido, poderia ser realizada no Pavilhão Municipal Luís de Carvalho, com um programa próprio que motivasse os atletas medalhados a viver e a sentir a iniciativa como algo que lhes pertence, lhes é dedicada e faz parte das suas vivências desportivas de relacionamento com a cidade.
Porque, de facto, a entrega das medalhas de âmbito desportivo na Sessão Solene “Barreiro Reconhecido” é para muitos jovens “uma seca” e, na realidade, isso fica bem expresso quando se regista que quase todos, ao receberam a dita condecoração, de imediato “dão o salto que se faz tarde”.

O Pontão do Terminal

Outro assunto que veio para cima da mesa foi o “pontão” inaugurado nas vésperas de eleições, junto ao Terminal Ferro Rodo Fluvial, destinado a atracagem de barcos à vela e pequenas embarcações de recreio.
Foi referido que os atletas do remo não têm possibilidades de utilizar o dito pontão, dado que não foram acauteladas as necessidades técnicas para que o equipamento pudesse ser um instrumento de apoio ao pessoal do remo.
Foi referido que o acesso ao pontão é livre quando deveria estar protegido de forma a evitar a sua utilização apenas para os fins que foi instalado.
Fala-se na colocação de uma porta e de uma rede de protecção e segurança.
Houve mesmo quem alertasse para o facto de ali, junto ao pontão, as correntes serem fortes e, portanto, o fácil acesso ao pontão, ser uma situação perigosa, se o mesmo começar a ser utilizado como prancha de saltos para as água do rio.
“Se um dia acontecer uma tragédia pode ser tarde” – foi sublinhado.
Enfim, e, naturalmente, falou-se dos utilizadores do dito pontão, que criticam a iniciativa, mas que são os primeiros a usufruir da sua existência. Será?!

Plano Municipal do Ambiente

E, naturalmente, muitos outros assuntos estiveram sobre a mesa, como é habitual, por exemplo, falou-se do Plano Municipal do Ambiente e das perguntas que se fazem sobre, para quando a realização da sessão que estava agendada.
No entanto, também se referiu que, até hoje, ninguém, em lado nenhum, fez uma intervenção para referir, preto no branco, o que está feito, ou deu a conhecer os Relatórios das sessões realizadas.
Pergunta-se pelo futuro e passa-se uma esponja sobre o passado. Isto é que vai uma crise !!
Afinal, quem é que nos diz, sobre o que foi feito, que conclusões e perspectivas forma apontadas?
Ou será que do que está feito, ou deveria ter sido feito, nada foi feito ?!
O facto, pelo andar da carruagem, é que parece que algumas centenas de cidadãos forma convidados a integrar painéis de debate e agora…sentem-se defraudados.
Enfim, houve mesmo quem referisse: fazer perguntas é fácil, difícil é encontrar respostas...
Ah, é verdade, também, alguém falou da pergunta sobre o chamado Gabinete do Associativismo, criado na gestão socialista.
Mas será que existiu mesmo um Gabinete do Associativismo?
Há alguém convencido que isso existiu?! Há perguntas que são mesmo tiros no pé!!

Nuno Banza candidato

A noticia do dia, neste primeiro almoço do Palácio Alfredo da Silva, foi que Nuno Banza, vai ser candidato à Mesa da Assembleia Geral da Distrital de Setúbal do Partido Social Democrata.
Enfim, foi mais um almoço de segunda-feira, ponto de encontro, aberto, para dialogar e conversar sobre os acontecimentos que fazem a cidade.
Por aqui ficamos e, então, até segunda-feira, de novo no Palácio Alfredo da Silva.

S. P.

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