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Inferências

Crónica do PalácioCultivar a amizade e construir as diferenças

Foi a reentrée da malta que gosta de “cultivar as diferenças”, que é capaz de estar sentada ao redor de uma mesa e conversar, mandar bocas e partilhar o sentimento de viver numa cidade, lutar pela cidade e, com diferenças de pontos de vista, formas diferentes de estar na vida, semanalmente, marca este ponto de encontro, outrora no “Pato Bravo”, agora no Palácio Alfredo da Silva, para construir amizade e pensar o tempo que vive.

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Crónica do Palácio Cultivar a amizade e construir as diferenças

Por António Sousa Pereira

O “ponto de encontro” foi marcado e o pessoal que, regularmente, partilha este convívio, neste recomeço, após férias, ali esteve, conversando, brincando, falando de coisas sérias e menos sérias, construindo amizade.
No final do almoço, Mário Durval, comentava para o Bruno Vitorino : “Se em todas as cidades existissem espaços vivos de almoços como este, certamente, que a politica seria vivida de uma forma diferente.”.
A conversa esteve animada. Falou-se de tudo um pouco, da vida política local, das posições dos partidos políticos ao nível nacional. Falou-se da Câmara de Setúbal. Enfim foi um dia para colocar a “escrita em dia”.
O almoço foi marcado, por duas opções, “Carne de porco à alentejana” e “Lulas recheadas”. Quase todos optaram por “lulas”, facto que o inspirou Kira a afirmar : “Entre musas e lulas prefilulas…papinha”.
Não faltou o brinde ao Carlos Bóia que, mais uma vez, vai partir rumo aos Estados Unidos da América, para disputar a “Taça do Mundo de Veteranos de Remo”. Ficou marcado um encontro especial para assinalarmos a conquista de mais uma medalha e de mais um título do nosso Olímpico e veterano.

“Estão bem juntas as duas muletas políticas”

E, naturalmente, neste convívio não faltam as “bocas” e, como era de esperar, foi referia a presença de João Soares, na “sardinhada socialista”.
João Soares sorria e não comentava. Alguém referiu que na “sardinhada” terá sido comentado que ele, ex-autarca socialista, enganou-se na Quinta, “foi para a Machada, quando devia ter ido para a Atalaia”. O João sorriu. E, o SP lá foi rotulado de “má língua”. É vida.
Mas, enquanto as bocas circulavam, o pessoal, divertia-se e trocava “mimos”, João Soares e Bruno Vitorino, lá iam discutindo, em “segredo” assuntos que vão aquecer e animar a próxima reunião da Câmara Municipal do Barreiro.
“O EMI dio vai descer à taxa mínima” - comentava Mário Durval. E a conversa lá tomava novo rumo.
Nuno Banza, de férias, chegou mais tarde, tomou café e foi mobilizado para o trabalho.
Humberto Candeias esteve muito silencioso, mas, também “saltou” com o seu veneno politico – “Estão bem juntas as duas muletas politicas” ( é que na mesa Bruno Vitorino e João Soares ficaram lado a lado)..

ETAR do Barreiro está aprovada

O Rui Carvalho, da Protecção Civil, esteve sempre atento, poderia o “clima” aquecer e lá tentava, por uma outra vez, “colocar água na fervura”, ou então, “dar mais força ao lume”.
Paulo Brás, da “Nós”, foi um olhar atento, aliás, como é habitual, é dos que gosta de ouvir e só fala quando necessário.
Estiveram ausentes ( por motivo de férias) Pedro Estadão e Carlos Padrão. Estes dos mais assíduos porque, como é sabido, ali na mesa do Palácio, há sempre lugar para mais um, desde que goste de conversar e viva com este sentimento que a amizade constrói-se no respeito pelas diferenças.
Como sempre, levo o meu caderninho, tomo uma notas, excepto aquelas que me dizem directamente respeito e aí, tenho que os ouvir a todos – “É a censura…”
“O Cronista do Reino só pode estar bem num Palácio, não podia continuar no Pato Bravo” – lá comentou com a sua habitual ironia Humberto Candeias.
E, como notícia do dia, sim porque ali, também se apanham algumas caixas, ficámos a saber que a ETAR do BARREIRO está aprovada e que o Secretário de Estado do Ambiente poderá, ainda hoje, divulgar o despacho de aprovação do impacto ambiental.
Sem dúvida, foi um agradável almoço. Uma boa reentrée, com um grupo de amigos, de homens que gostam de conversar, brincar e sabem respeitar-se nas diferenças.
Aqui fica um grande abraço e….vamos a mais um ano de trabalho!

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