O meu filho vai poder tomar banho no novo TejoPor Nuno Banza

Por Jornal Rostos
Mas foi o Barreiro de muitos dias e de muita gente, que sendo hoje memória, podemos afirmar que será amanhã de novo realidade. Não queremos que voltem os Reis, nem os dias de rer o Sal. Mas queremos que volte o cheiro de rio – aquele do qual não fugimos – e o sol do fim da tarde, as amêijoas e as ostras e talvez – porque não – os golfinhos do Tejo, dando razão ao povo que diz “o bom filho à casa torna”.
O Barreiro é hoje sem dúvida um concelho com futuro. Dono de um território pequeno e disperso, com uma forte assimetria urbano-rural, onde bairros com as mais altas densidades populacionais do país contrastam com áreas de cultivo de milho, ou pastagens de gado bovino e ovino, tem na corda ribeirinha do Tejo e do Coina o seu elemento estruturante. A paisagem ribeirinha é reconhecidamente uma mais-valia a todos os níveis. O efeito amenizador do clima que os planos de água exercem sobre as áreas terrestres adjacentes é sobejamente conhecido e estudado. Faltava o passo que hoje se dá – devolver o curso de água aos cidadãos para usos múltiplos, que completam e suportam a sua vivência à beira-rio.
Trata-se da decisão de construir a infra-estrutura que tratará os esgotos dos habitantes do Barreiro, e que acabará com as conhecidas saídas de água suja e mal-cheirosa a que estamos infelizmente habituados a ver por toda a linha de costa
Nuno Banza













