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Inferências

Uma Verdade Inconveniente – Um filme obrigatório!Por Nuno Banza

Num misto de narrativa directa e da apresentação de factos por outros intervenientes, Al Gore conduz o espectador por uma viagem ao logo do planeta Terra mostrando, enquadrados no tempo, um conjunto de fenómenos reais, que estão neste momento a acontecer, e que por diversas formas influenciam as nossas vidas.

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Uma Verdade Inconveniente – Um filme obrigatório! Por Nuno Banza

Por Jornal Rostos

Tive a oportunidade de visionar na passada terça-feira o filme que estreia hoje em Portugal intitulado “An Inconvenient Truth” da autoria de Al Gore. Trata-se de um documentário elaborado pelo próprio Gore e realizado pelo Davis Guggenheim sobre o problema das alterações climáticas e do aquecimento global. Não é um filme de ficção e as imagens apresentadas são fruto da recolha e trabalho científico de inúmeros cientistas que, um pouco por todo o mundo, dedicam o seu tempo ao estudo da biosfera e dos sistemas que a compõem.

Num misto de narrativa directa e da apresentação de factos por outros intervenientes, Al Gore conduz o espectador por uma viagem ao logo do planeta Terra mostrando, enquadrados no tempo, um conjunto de fenómenos reais, que estão neste momento a acontecer, e que por diversas formas influenciam as nossas vidas. O degelo do Kilimanjaro ou dos Alpes suíços, o desaparecimento das calotes polares e o aumento da temperatura média do planeta e da concentração de CO2 na atmosfera são factos. Estão estudados e podem medir-se. As suas consequências começam a fazer-se sentir um pouco por todo o mundo. O avanço das regiões áridas, a par das ocorrências atípicas como a descrita há poucos dias em Freixo de Espada à Cinta, ou a total submersão de Nova Orleães provocado pelo Katrina são exemplos de fenómenos climáticos extremos que se têm vindo a tornar cada vez mais frequentes. Este ano a Polónia registou o ano mais quente dos últimos 238 anos. Portugal atravessa um período de seca, com temperaturas médias muito acima das temperaturas características do país. Algumas regiões de Portugal encontram-se em seca extrema, perdendo no entanto o pouco solo que lhes resta devido a episódios de precipitação torrencial. Claro está que o mundo está cheio de situações como as que aqui descrevo – apenas as refiro para que possam encontrar facilmente, ao verem o filme, algumas semelhanças no nosso país.

Polémicas à parte e não interessando se Al Gore está ou não em campanha eleitoral, a verdade é de facto inconveniente, e cabe-nos a nós decidir, no nosso dia-a-dia a forma como queremos ser lembrados no futuro. Os nossos filhos têm o direito a serem felizes e saudáveis, naturalmente num planeta que lhes possa proporcionar essas condições. É disso que estamos a falar, mas como uma imagem vale mais que mil palavras, o meu conselho é de que vão ver o filme. E já agora consultem www.climatecrisis.net onde poderão encontrar muito mais sobre o tema.

Entretanto não resisto a deixar três ideias que pode pôr em prática:
- troque as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo. O tempo médio de vida destas é seis vezes superior às convencionais e você evitará por cada lâmpada, a emissão de 68kg de CO2 por ano;

- Evite produtos com muita embalagem. Reduzir o seu lixo em 10% pode evitar a emissão de 545kg de CO2;

- Pratique e promova a política dos 3 R’s. Reciclar metade do seu lixo doméstico pode reduzir a emissão de cerca de 1.000kg de CO2 por ano.

Nuno Banza

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