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Inferências

QUEIRADAS DE CINTAUma “pen” toda prá frentex
Por Kira

Na próxima sessão da Assembleia Municipal irei propor que ao actual Presidente Carlos Humberto sejam atribuídas umas 80.000, se houver dinheiro para isso. Porquê tantas? -perguntará o meu leitor. Eu respondo: -Carlos Humberto era incapaz de usufruir dum bem tão valioso e esquecer a população do Barreiro que acha ter o mesmo direito que ele.

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QUEIRADAS DE CINTA Uma “pen” toda prá frentex Por Kira

Por Jornal Rostos

O José Mourinho é que tem razão, quando afirma que este país está cheio de invejosos…Lá porque o meu amigo António Cambeta, a viver em Macau com a Amui, me ofereceu uma “pen” toda prá frentex (ainda não está à venda em Portugal), o Vale e Azevedo, quando soube, mandou-me logo um e-mail dando a entender que eu a tinha roubado ou que andava a esbanjar o cacau que ganhei com a venda de um iate que ele não identificou (ao contrário do Tribunal). O “ganda” maluco tentou mandar-me abaixo, por saber que sou sportinguista, mas esqueceu-se das visitas que lhe fiz na prisão, apesar de toda a sua inocência.
Mas o que é que esta “pen” tem de especial? É apenas uma espécie de esferográfica que grava tudo o que se escreve com ela e conectada ao pc (não conotada com o PC) e à impressora, imprime de imediato tudo o que tem em memória. A graça está na cara de quem me vê a tirar apontamentos: olham e nada vêem. É uma situação idêntica à que têm os Americanos com o Bin Laden! Mas esta maravilha tem ainda a particularidade de gravar a voz de qualquer pessoa e reproduzi-la, de imediato, em texto escrito. Tem os seus contras! Numa conversa com o Eng.º Caro Proença, que gravei, o texto saiu-me todo às reticências…De vez em quando lá vinha metade de uma frase; a outra metade aparecia três A4 depois. Quer dizer: para estes casos dá muita despesa em papel. Já com o escritor António Lobo Antunes a coisa resulta mesmo. Ontem, no consultório, quando lhe disse que o José Saramago era o meu escritor favorito, a asneira que gritou ficou tão bem gravada que as seis letras divididas por hífen apareceram em bond e apenas no cimo da folha. Claro que guardei a folha onde posso imprimir ainda, os discursos dos deputados do CDS na Assembleia da República. Não me atrevo a pensar sequer numa conversa com o Alberto João Jardim. Sei que fala muito sobre o “contenente” principalmente nas tascas de Câmara de Lobos, mas tenho receio que o raio da “esferográfica” reproduza também os hálitos. Não era mau de todo… mas obrigaria o meu director, Sousa Pereira, a tomar sérias precauções com o bafo do seu cachimbo. Seria um mau exemplo para os professores e alunos das escolas que consultam o ROSTOS. Um director de jornal a fumar!
Descobri, por acaso, que os israelitas têm “esferográficas” destas ou melhor, semelhantes. Para já as marcas são diferentes. Esta é uma Pen-IX ( lê-se “íkese”) ; as de Israel “Skud”. Na Palestina há-as aos pontapés. O que desmente a ideia feita de que os judeus são uns forretas. Atirarem toneladas delas à cabeça dos vizinhos!!! A estes já o Vale e Azevedo não diz nada...
Quem tem – ou tinha – uma Pen-IX era o Freitas do Amaral enquanto ministro dos negócios estrangeiros. Dava-lhe um jeitão, dizia-me ele um dia à porta do Seminário de Almada. Foi o Sócrates que o forçou a usá-la, depois daquelas bocas que o Freitas mandou sobre os árabes. E usava-a com um acessório pouco indicado para a escrita: um preservativo. Explicou-me o 1º ministro, mesmo a meio da Ponte sobre o Tejo, enquanto corria a meia maratona mesmo ao meu lado. -Sabe camarada, obriguei o ministro a usar aquilo, com receio dos americanos! – Porquê? Quis saber. – Os Americanos emprenham muito pelos ouvidos…-respondeu-me. Fiquei estupefacto. Bush usará a Pen-IX atrás da orelha?
Ao telefone com o Durão Barroso, falei-lhe nas canetas. Disse-me que já as conhecia desde os tempos do MRPP (?) e que aquela que lhe tinha sido distribuída, a devolvera com a recomendação de, dentro do possível, ser entregue a Santana Lopes. Parece que se perdeu nas últimas eleições para a Câmara de Lisboa. Como aconteceu aos meus camaradas Emídio Xavier e Amílcar Romano.
Na próxima sessão da Assembleia Municipal irei propor que ao actual Presidente Carlos Humberto sejam atribuídas umas 80.000, se houver dinheiro para isso. Porquê tantas? -perguntará o meu leitor. Eu respondo: -Carlos Humberto era incapaz de usufruir dum bem tão valioso e esquecer a população do Barreiro que acha ter o mesmo direito que ele. Aqui para nós: telefonei-lhe dando conhecimento da minha proposta. Aceitava sim senhor se às 80.000 acrescentasse mais uma. Ou seja 80.001. Disse-lhe: -Senhor Presidente, a sua já está incluída nas 80.000! – Eu sei, amigo Kira. A que estou a pedir a mais é para oferecer ao futuro director do Hospital do Barreiro! Não quis contrariá-lo porque, palavra de honra, contei com esse. Eu alguma vez me ía esquecer do meu amigo Pedro Estadão? Deus me livre.

Kira
Outubro 2006

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