QUEIRADAS DE CINTAUma “pen” toda prá frentex
Por Kira

Por Jornal Rostos
O José Mourinho é que tem razão, quando afirma que este país está cheio de invejosos…Lá porque o meu amigo António Cambeta, a viver em Macau com a Amui, me ofereceu uma “pen” toda prá frentex (ainda não está à venda em Portugal), o Vale e Azevedo, quando soube, mandou-me logo um e-mail dando a entender que eu a tinha roubado ou que andava a esbanjar o cacau que ganhei com a venda de um iate que ele não identificou (ao contrário do Tribunal). O “ganda” maluco tentou mandar-me abaixo, por saber que sou sportinguista, mas esqueceu-se das visitas que lhe fiz na prisão, apesar de toda a sua inocência.
Mas o que é que esta “pen” tem de especial? É apenas uma espécie de esferográfica que grava tudo o que se escreve com ela e conectada ao pc (não conotada com o PC) e à impressora, imprime de imediato tudo o que tem em memória. A graça está na cara de quem me vê a tirar apontamentos: olham e nada vêem. É uma situação idêntica à que têm os Americanos com o Bin Laden! Mas esta maravilha tem ainda a particularidade de gravar a voz de qualquer pessoa e reproduzi-la, de imediato, em texto escrito. Tem os seus contras! Numa conversa com o Eng.º Caro Proença, que gravei, o texto saiu-me todo às reticências…De vez em quando lá vinha metade de uma frase; a outra metade aparecia três A4 depois. Quer dizer: para estes casos dá muita despesa em papel. Já com o escritor António Lobo Antunes a coisa resulta mesmo. Ontem, no consultório, quando lhe disse que o José Saramago era o meu escritor favorito, a asneira que gritou ficou tão bem gravada que as seis letras divididas por hífen apareceram em bond e apenas no cimo da folha. Claro que guardei a folha onde posso imprimir ainda, os discursos dos deputados do CDS na Assembleia da República. Não me atrevo a pensar sequer numa conversa com o Alberto João Jardim. Sei que fala muito sobre o “contenente” principalmente nas tascas de Câmara de Lobos, mas tenho receio que o raio da “esferográfica” reproduza também os hálitos. Não era mau de todo… mas obrigaria o meu director, Sousa Pereira, a tomar sérias precauções com o bafo do seu cachimbo. Seria um mau exemplo para os professores e alunos das escolas que consultam o ROSTOS. Um director de jornal a fumar!
Descobri, por acaso, que os israelitas têm “esferográficas” destas ou melhor, semelhantes. Para já as marcas são diferentes. Esta é uma Pen-IX ( lê-se “íkese”) ; as de Israel “Skud”. Na Palestina há-as aos pontapés. O que desmente a ideia feita de que os judeus são uns forretas. Atirarem toneladas delas à cabeça dos vizinhos!!! A estes já o Vale e Azevedo não diz nada...
Quem tem – ou tinha – uma Pen-IX era o Freitas do Amaral enquanto ministro dos negócios estrangeiros. Dava-lhe um jeitão, dizia-me ele um dia à porta do Seminário de Almada. Foi o Sócrates que o forçou a usá-la, depois daquelas bocas que o Freitas mandou sobre os árabes. E usava-a com um acessório pouco indicado para a escrita: um preservativo. Explicou-me o 1º ministro, mesmo a meio da Ponte sobre o Tejo, enquanto corria a meia maratona mesmo ao meu lado. -Sabe camarada, obriguei o ministro a usar aquilo, com receio dos americanos! – Porquê? Quis saber. – Os Americanos emprenham muito pelos ouvidos…-respondeu-me. Fiquei estupefacto. Bush usará a Pen-IX atrás da orelha?
Ao telefone com o Durão Barroso, falei-lhe nas canetas. Disse-me que já as conhecia desde os tempos do MRPP (?) e que aquela que lhe tinha sido distribuída, a devolvera com a recomendação de, dentro do possível, ser entregue a Santana Lopes. Parece que se perdeu nas últimas eleições para a Câmara de Lisboa. Como aconteceu aos meus camaradas Emídio Xavier e Amílcar Romano.
Na próxima sessão da Assembleia Municipal irei propor que ao actual Presidente Carlos Humberto sejam atribuídas umas 80.000, se houver dinheiro para isso. Porquê tantas? -perguntará o meu leitor. Eu respondo: -Carlos Humberto era incapaz de usufruir dum bem tão valioso e esquecer a população do Barreiro que acha ter o mesmo direito que ele. Aqui para nós: telefonei-lhe dando conhecimento da minha proposta. Aceitava sim senhor se às 80.000 acrescentasse mais uma. Ou seja 80.001. Disse-lhe: -Senhor Presidente, a sua já está incluída nas 80.000! – Eu sei, amigo Kira. A que estou a pedir a mais é para oferecer ao futuro director do Hospital do Barreiro! Não quis contrariá-lo porque, palavra de honra, contei com esse. Eu alguma vez me ía esquecer do meu amigo Pedro Estadão? Deus me livre.
Kira
Outubro 2006













