Carta ao DirectorUrbanização do Pinhal de Vila Chã - Barreiro
Degradação ambiental, degradação de espaços urbanos
Por Jornal Rostos
Sou residente na nova Urbanização do Pinhal de Vila Chã, considerado um equipamento habitacional de qualidade do concelho, onde os espaços verdes são cuidados pelo pessoal camarário diariamente.
É feita a rega da relva, mas curiosamente, as ervas daninhas, não são removidas…
Ainda assim, houve a preocupação por parte do construtor, a Gopp, de preservar as arvores anteriormente existentes no terreno onde foram edificados os 17 lotes.
É um local aprazível para as crianças brincarem, para os velhos usufruírem de algum ar puro e convívio.
Mas eis que no extremo da Rua do Algarve, apesar de existir um luxuriante pinhal - por onde se passeiam rebanhos de ovelhas, num cenário bucólico agradável e raro - que dá nome à Urbanização que cativou tantas centenas de compradores dos apartamentos -,todos os dias são despejados lixos de todas as proveniências: moveis velhos, sacos de cimento, sacos de plástico, restos de comida, embalagens de detergentes e produtos químicos corrosivos, roupas, entulho de obras, etc.
Mais grave ainda, no meio de arbustos, são encontrados “kits” usados de seringas e as ditas, o que é claramente um perigo para a saúde pública. Basta uma pessoa ou um animal de estimação pisar um desses objectos pontiagudos, para daí poderem advir consequências eventualmente dramáticas.
Muitas destas seringas estão escondidas por entre ramos caídos das árvores e na areia, como se de minas de guerra se tratasse. É um inimigo escondido, à espreita.
Há meses, alertei o Presidente da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, que no curto período de 24 horas, prontificou-se a vir ao local e tomar conhecimento da realidade.
O autarca disse que se tratava de matéria que não podia ser resolvida pela Junta, mas que iria de imediato alertar o Departamento camarário competente. Até agora, nada foi feito e continua a assistir-se à acumulação de lixos de toda a espécie e à propagação de moscas e mosquitos que entram pelas casas.
Não sei se o referido terreno é privado ou não, mas ainda que o seja, este é um caso de saúde e segurança pública que deve obrigar as autoridades municipais e policiais a intervir, mesmo que haja dezenas de outros no concelho do Barreiro.
Luís Nascimento













