SALVEMOS OS MOINHOS DO BARREIROPor Rosário Vaz

Por Jornal Rostos
Com uma situação privilegiada, o Barreiro é amplamente acarinhado pelas margens do Tejo; pela margem sul, deixa-se embalar pelo vai e vem da ondulação, pela margem norte, abre-se à observação pela cidade capital do país.
Porém, o Tejo foi também, em tempos, o receptáculo de actividades artesanais, de que os Moinhos de Alburrica são ainda hoje um vivo testemunho.
Digo ainda, porque todos os sinais são de que, brevemente, o deixarão de ser!
Se é verdade que os Moinhos já cumpriram a função para que foram criados, não é menos verdade que eles, desde há muito, passaram a ser património cultural do Barreiro. Esta é a razão mais forte para que não se deixe desaparecer o que constitui um forte contributo para a preservação da identidade desta cidade.
Perder os Moinhos de Alburrica é matar uma parte da História do Barreiro, é alienar uma parte da riqueza afectiva dos barreirenses.
Porque não é admissível que tal possa acontecer, é preciso e urgente alertar as consciências e criar barreiras para que, num gesto simbólico, nem mais um grão de areia se escape à volta de Alburrica e dos seus Moinhos.
Barreiro, 12 de Novembro de 2006
Rosário Vaz













