InferênciasO Projecto “Cidade do Cinema” é mesmo uma longa metragem…a preto e branco!
E, se havia dúvidas, tal fica, sem dúvida, muito mais claro quando, Luís Pedro Cerqueira, vem agora falar na necessidade de ser apresentada uma candidatura, quando em 4 de Outubro de 2005 afirmava - “Em 2007, a obra de construção da Cidade do Cinema já estará a avançar.”

Por António Sousa Pereira
E, se havia dúvidas, tal fica, sem dúvida, muito mais claro quando, Luís Pedro Cerqueira, vem agora falar na necessidade de ser apresentada uma candidatura, quando em 4 de Outubro de 2005 afirmava - “Em 2007, a obra de construção da Cidade do Cinema já estará a avançar.”
Na verdade, a primeira vez que se ouviu falar do Projecto “Cidade do Cinema” foi no decorrer da V Convenção do Partido Socialista, realizada no dia 3 de Abril de 2004.
Nessa reunião concelhia do Partido Socialista, António Câmara, salientou que o Barreiro deveria assumir “uma atitude de excelência” e de “combatividade de futuro”.
Na sua opinião era necessário criar atracção, envolver a classe criativa e defendeu a importância de uma estratégia para o concelho.
Neste contexto, nas sugestões que colocou referiu que “o Barreiro tem condições para se afirmar como a “Cidade do Cinema” e, também, ser um local onde pode existir um “Rockdrómo”, transformando Barreiro “um centro internacional de criação”.
Estamos, portanto, em Abril de 2004, o Vereador Luís Pedro Cerqueira era o responsável pelo Pelouro do Planeamento.
Será que, na altura, não pensou que era necessário avançar para o desenvolvimento de uma candidatura?
Quimiparque ideal para se criar algo novo
Dias depois, no dia 5 de Maio de 2005, da realização da referida Convenção do Partido Socialista, António Câmara, em entrevista ao jornal “Expresso” salientava que o Parque Empresarial do Barreiro tinha condições de atrair para cá a Pixar.
António Câmara afirmava – “Nós temos um projecto no Barreiro, e mostraram-me o Quimiparque. Aquilo é um cenário pós –industrial único : tem 200 hectares à beira mar, é plano, possui uma doca fabulosa, a vista de Lisboa, duas pontes, vai ter o TGV, há o aeroporto perto… É o ideal para se criar algo completamente novo, muito virado para os novos “media”. Portugal precisa de uma âncora com enorme impacto no mundo. E, embora haja várias possibilidades, eu apostava na Pixar, que fez o “Ty Strory” e outros filmes”.
Este, mais um argumento, bem forte para que a Câmara Municipal do Barreiro desenvolvesse a dita “candidatura” que estabelecessem pontes com o governo socialista.
Ter condições para equacionar a «Cidade do Cinema»
Emídio Xavier, em entrevista ao jornal “Rostos” em 28 de Junho de 2005, salientava que – “Termos a capacidade de criarmos e dar uma viragem de 180 graus à estratégia do Barreiro, enquanto cidade, temos vindo a estabelecer, e estas coisas não fáceis, têm que ser feitas muitas vezes nos bastidores, mas é possível, hoje, ter condições, para equacionarmos questões como a «Cidade do Cinema», a questão da PIXAR, como um objectivo a ser atingido.
Isso enquadra-se nesse objectivo do Barreiro do século XXI, e, gostaria que o Barreiro, que o Barreiro do século XXI estivesse ligado às novas tecnologias, tal qual como o Barreiro do século XX esteve ligado à indústria.
Considero que a nova indústria do Barreiro, deve ser uma indústria que assente exactamente nessas novas tecnologias.”
E, portanto, nesta altura, o que continuava sobre a mesa era “equacionarmos questões como a «Cidade do Cinema», a questão da PIXAR, como um objectivo a ser atingido”.
E, pelos vistos, continuava em agenda a tal possibilidade de poder ser efectuada a dita “candidatura”, que continuava, sem dúvida, a ser um cenário, entre outros cenários.
Reunião com Secretário de Estado
Mas, é evidente que Emídio Xavier, continuava a lutar por este projecto, como, acredito, ainda hoje, continua a colocá-lo sobre a mesa e a fazer a sua defesa e valorização.
Aliás, só no dia 3 de Outubro de 2005, decorreu uma reunião, com o Secretário de Estado da Indústria e Inovação, o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, a Quimiparque, as empresas CDMI Productions Inc, líder na área cinematográfica nos EUA, e Cinemate, onde, pela primeira vez (?), foi abordada a temática do Projecto “Cidade do Cinema” com o Poder Central.
Capital da inovação e novas tecnologias
No dia seguinte, 4 de Outubro de 2005, a cinco dias da realização das eleições autárquicas, em Conferência de Imprensa é divulgado o Projecto “Cidade do Cinema”.
Um projecto que iria desenvolver-se na área do Cinema, Televisão e Multimédia, a ser implantado num espaço de 30 hectares da Quimiparque.
O investimento, gerador de emprego e que rondaria os 140 milhões de euros, combinando infra-estruturas para funcionamento da indústria do audiovisual e espectáculos num só espaço, pretendendo agregar os operadores portugueses desta área.
O projecto “Cidade do Cinema” poderá vir a tornar o Barreiro, no Século XXI, na “capital da inovação e novas tecnologias”, segundo referiu na altura o então Presidente da Câmara Municipal, Emídio Xavier.
“Este complexo está pensado de forma a tornar-se num dos principais centros de produção europeus, equiparando-se aos melhores estúdios mundiais”.
Que Grupo de Trabalho foi constituído?
Segundo explicou, nesta Conferência de Imprensa, o vereador do Planeamento, Luís Pedro Cerqueira, este projecto, possuía todas as componentes para ser PIN – Projecto de Interesse Nacional.
Referiu, igualmente, que deveriam estar todos os estudos concluídos e contratualizados até ao final do primeiro semestre de 2006.
Para a realização dos estudos, foi criado um grupo de trabalho constituído pela autarquia, Quimiparque e Ministério da Economia.
Colocam-se as seguintes perguntas : Quem é que compunha o dito Grupo de Trabalho? A sua constituição e metodologia de funcionamento foi dada a conhecer ao novo executivo que, entretanto, devido à derrota eleitoral do Partido Socialista, passou a liderar os destinos do concelho?
Que dossier’s estavam elaborados para dar inicio aos estudos que deveriam ter sido contratualizados no primeiro semestre de 2006?
Luís Pedro Cerqueira afirmava, na Conferência de Imprensa – “Em 2007, a obra de construção da Cidade do Cinema já estará a avançar.”
Não teremos uma atitude passiva
Após as eleições, o Projecto “Cidade do Cinema” caiu, algum tempo, no silêncio.
No entanto, Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu em reunião Pública de Câmara, em Janeiro de 2006, que estava em discussão a “doação do terreno” solicitada pelos promotores do projecto, sendo esta uma decisão que “não depende no fundamental de nós”, porque o “terreno não é do município”.
Acrescentou o autarca que “há interesse, há empenho” e que sobre o desenvolvimento deste projecto “não teremos uma atitude passiva”.
Já não posso esperar mais. É agora ou nunca.
Em 30 de Abril de 2006, em entrevista de Carlos Matos, na revista “Domingo” do “Correio da Manhã” referiu que – “entretanto houve eleições autárquicas, a Câmara caiu e veio um novo Presidente. Com a história da passagem das pastas só passado muito tempo consegui marcar nova entrevista para dar continuidade ao dossier. Correu lindamente, o Presidente da edilidade Carlos Humberto Carvalho, mostrou abertura e interesse na proposta.
Há tudo para avançar, mas ainda é preciso resolver o problema do terreno, que obriga a mais negociações. Está tudo nas mãos do governo, que terá que decidir rapidamente onde vamos instalar a “Cidade do Cinema”. Já não posso esperar mais. É agora ou nunca.”
Carlos Matos, da empresa promotora do projecto, salientava que a Cidade do Cinema será – “Tudo o que se possa imaginar. Será uma espécie de Estúdios da Universal, com tecnologia de ponta, teatros, restaurantes, espaços de lazer. Poderá ser algo muito bom ao nível de emprego na zona do Barreiro, porque calculo que só á cabeça implique cinco mil postos de trabalho directos.”
Dar passos no desenvolvimento da Quimiparque
No dia 4 de Maio, após a entrevista de Carlos Matos, “Rostos” entrevistou Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro que referiu - “O Projecto do Cinema, do ponto de vista da nossa concepção, cabe na perspectiva que temos para a Quimiparque..
“É preciso é que, de facto, quem tem neste caso competência, poderes para desbloquear, dar os passos necessários, em relação a esse projecto, tal como nós estamos, também, a dar os primeiros passos.
Nós, sem falar muito, sem nos pormos em bicos de pés, e, diga-se, falando menos, mas fazendo, concretizando mais, estamos a dar passos sustentados no desenvolvimento da Quimiparque” – referiu o autarca.
“Penso que em relação à Cidade do Cinema quem tem competência para decidir, para dar os primeiros passos que o faça, porque, só subsequentemente a estas decisões é que podem ser tomadas decisões ao nível da instalação desse projecto ao nível do território” – salientou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro.
Governo que encare com atenção e prioridade
No XII Congresso da Federação Distrital de Setúbal do Partido Socialista, em 11 de Maio de 2005, foi apresentada, por Cabós Gonçalves, uma moção, transformada em recomendação na qual se decidia “apelar ao Governo para que encare com atenção e o justo sentido de prioridade o desenvolvimento e concretização do Projecto “Cidade do Cinema”.
A “recomendação intitulada - "Cidade do Cinema" - Janela de Oportunidade ou frustração Barreirense? que foi apresentada no XII Congresso Distrital de Setúbal do Partido Socialista, foi subscrita por diversos delegados do concelho do Barreiro, para além do 1º Subscritor, Cabós Gonçalves.
Sublinhe-se que Cabós Gonçalves eleito membro da Comissão Politica Distrital do Partido Socialista, apresentou na 1ª reunião daquele órgão politico, a referida "recomendação", que foi transformada em Moção, e, nesse órgão político distrital aprovada por unanimidade, contando, igualmente com o total apoio do novo Presidente da Comissão Política da Federação Distrital do Partido Socialista.
Todo o interesse no projecto Cidade do Cinema
Em reunião Pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada em 6 de Junho de 2006, Carlos Humberto Presidente da Câmara Municipal do Barreiro sublinhou que nos vários contactos que têm sido estabelecidos, ao nível governamental e outras entidades, tem existido a preocupação de dar relevo à temática do projecto “Cidade do Cinema”, estando marcada uma reunião com o empresário Carlos Matos.
“Em todas as reuniões referimos a Cidade do Cinema” – sublinhou o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, acrescentando – “Mantemos todo o interesse que o projecto Cidade do Cinema se instale no Barreiro”.
Salientou que é fundamental, é necessário, que exista acordo entre o investidor e a Administração Central.
Classificação do projecto como PIN
Numa reunião realizada, em 7 de Julho de 2006, com a presença de Eduardo Martins, em representação dos promotores do Projecto Cidade do Cinema. quer a Administração da Quimiparque, quer o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro reafirmaram o seu interesse neste projecto que pode ser considerado um investimento âncora, tendo sido definido que o promotor iria estabelecer contactos com diversas entidades, entre as quais a API, com vista à classificação do projecto como PIN (Projecto de Interesse Nacional).
Entretanto foi assumido que iriam prosseguir os contactos entre as entidades presentes para a realização dos trabalhos subsequentes necessários ao estudo, para a concretização deste projecto, de forma a enquadrá-lo na visão global e integrada do futuro desenvolvimento do território da QUIMIPARQUE.
Preocupação pela ausência de uma estratégia
Em 2 de Agosto de 2006, a Comissão Politica Concelhia do Barreiro do Partido Socialista manifestava a sua satisfação pela realização da reunião entre “representantes dos promotores da Cidade do Cinema, no decurso da qual o promotor assumiu o compromisso de estabelecer contactos com a Associação Portuguesa para o Investimento (API), com vista à classificação deste empreendimento como Projecto de Interesse Nacional (PIN).”
E acrescentava a – “sua preocupação pela constante ausência de uma estratégia, por parte do actual executivo camarário, que fomente iniciativas demonstrativas do empenho e valorização do concelho, negligenciando desse modo a promoção da imagem do município junto dos investidores da Cidade do Cinema.”
A Câmara não deu continuidade a esta iniciativa
No dia 7 de Novembro, em Conferência de Imprensa a Comissão Politica Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, com a presença de Emídio Xavier, divulgava a sua reflexão de balanço do primeiro ano de mandato da CDU, referindo – “Sabemos que a existência de um bom plano é importante para o desenvolvimento sustentado das cidades, mas é também fundamental existirem investidores para as propostas que venham a ser apresentadas. Que diligências já fez a Câmara Municipal para atrair investimento? Que resultados obteve?
E a Cidade do Cinema? Esta pretensão deveria ter sido já concretizada num documento que demonstrasse a viabilidade e o potencial que o Barreiro tem para receber um projecto destes. Por que razão a Câmara não deu continuidade a esta iniciativa?”
Frustração para toda a população Barreirense
No dia 15 de Novembro, no XV Congresso do Partido Socialista foi apresentada uma moção sectorial onde se refere que -“Os Governantes que conhecem bem o Distrito têm a obrigação de acarinhar este projecto, defendendo, evidentemente, o interesse público, mas não deixando de honrar a palavra que publicamente o Partido Socialista deu !
A sua inviabilização, por inércia ou falta de decisão atempada, significaria, não só o fechar desta “janela de oportunidade”, mas, também, uma enorme frustração colectiva para toda a população Barreirense !”.
A moção sectorial « Barreiro Cidade do Cinema» foi rejeitada pelo Congressistas.
Entretanto, Madalena Alves Pereira, primeira subscritora da referida moção, referiu ao «Rostos» que - “Esta moção, ou este projecto «Barreiro Cidade do Cinema», a defesa desta ideia, já foi aprovada noutros órgãos do Partido Socialista, nomeadamente na Comissão Política Distrital, onde foi aprovada por unanimidade e aclamação.
O facto de ter sido rejeitada pelo Congresso não nos fragiliza, a nós PS Barreiro e a nós militantes que subscreveram a moção, porque não foram só, curiosamente barreirenses, também foi subscrita por militantes de outras secções do país.
Por nós, continuaremos a defender a ideia de instalação do Projecto «Cidade do Cinema» no Barreiro”.
Cidade do Cinema arma de arremesso partidário
E, neste percurso, chegámos à última Pública da Câmara Municipal do Barreiro, realizada em Palhais, em 15 de Novembro, onde, Carlos Humberto, repetiu todas as informações, os contactos que têm sido estabelecidos sobre o “Projecto Cidade do Cinema” e lamentou que o Congresso do Partido Socialista tenha rejeitado uma moção sobre esta matéria de interesse para o concelho do Barreiro e para o país.
O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, lamentou, igualmente, que esta matéria, de verdadeiro, interesse para o futuro do Barreiro, esteja a ser usada como arma de “arremesso partidário”.
Emídio Xavier reconhece envolvimento de Carlos Humberto
Nesta reunião Emídio Xavier, perante os argumentos de Carlos Humberto, e referindo que não possuía a informação divulgada na reunião Pública, acabou por reconhecer existir o empenhamento do Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, no sentido de viabilizar o Projecto Cidade do Cinema.
Salientou ainda, Emídio Xavier, que no Congresso do PS não se aprovam moções sobre decisões governamentais.
Então, se é assim, porque apresentaram uma moção?
É preciso elaborar uma candidatura?
Entretanto, nesta mesma reunião, Luís Pedro Cerqueira, falava da importância de ser elaborada uma candidatura, que demonstrasse o interesse do Barreiro no Projecto Cidade do Cinema, disponibilizando-se para dar o seu contributo na elaboração da referida candidatura.
Mas, não esqueçamos, quem fala, hoje, em candidatura, com toda a frontalidade, e sem pestanejar, é quem afirmava, em 4 de Outubro de 2005 – ““Em 2007, a obra de construção da Cidade do Cinema já estará a avançar.”
Certamente, para que se afirmasse tal, era, porque, já existia uma candidatura, ou algo de muito concreto. Foi dito - a obra arrancava em 2007.
Nunca passou de uma ideia
A discussão do tema “Projecto da Cidade do Cinema” na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro veio, afinal, por a nu, que toda esta “realidade” do Projecto Cidade do Cinema, nunca foi mais do que isto – uma ideia.
Ou, talvez, com mais rigor político, foi um bluff, lançado em vésperas eleições autárquicas – assim como uma espécie de um projecto para uma geração.
O PS, na Câmara, nunca elaborou qualquer “candidatura”, nem elaborou qualquer “dossier” conceptual, nem o assunto terá evoluído para além desta vertente – “é uma ideia”.
A CDU está a acompanhar um “menino-ideia que lhe puseram nos braços”, um menino-ideia que nasceu antes de tempo, sem condições de se alimentar e que está metido numa “encubadora” a ver se desenvolve e passa do estádio de “menino-ideia” para, mais não seja, um “menino-conceito”.
Do “menino-ideia” a “ideia-nado morto”
Naturalmente, qualquer barreirense deseja que este projecto âncora se desenvolva no Barreiro.
Acredito que Carlos Humberto tudo fará para que este projecto, se tal for real, se instale no Barreiro.
Acredito que Emídio Xavier alimentou esse sonho e tinha essa vontade, mas, certamente, as portas nunca se abriram.
É tempo, afinal, de não brincarmos com este assunto.
Tudo isto continua ser apenas uma “ideia”.
Mas, se este assunto, está a ser usado nestas guerrinhas de algibeira, com o objectivo de se concluir quem sai derrotado, quem capitaliza ou perde politicamente, caso se conclua que o “menino-ideia” passou a “ideia-nado morto”, então, o melhor é tirar já o “menino-ideia” da incubadora e fazer-lhe um funeral com dignidade.
Um “filho-ideia” apenas “gerado intelectualmente”
O debate na reunião de Câmara foi a demonstração, nua e crua – é apenas uma ideia!
Fazer disto uma guerra entre os “bons” do PS, que lutaram por uma ideia e os “maus” PCP, que não desenvolvem a ideia, em nada, de certeza, ajudará a retirar o “menino-ideia” da incubadora.
Ou fazer deste processo, um confronto de derrotas e vitórias, que o PS tudo fez e PCP nada faz, fica-se com a sensação que é, afinal, tudo muito pequenino.
Mas, se pretendem capitalizar derrotas e vitórias, pelos factos, então, o PS já está a sofrer uma grande derrota, com o Projecto Cidade do Cinema.
Mais, o PS já perdeu, e, sem dúvida, continuará a perder e perderá tanto mais, quanto mais tentar responsabilizar a CDU, de não ter criado um filho que não fez.
Por outro lado, é, afinal, cada vez é mais evidente que este “filho-ideia”, não passou de um filho apenas “gerado intelectualmente” fruto de um amor platónico.
Um grande filme a preto e branco
Esta história do Projecto Cidade do Cinema faz lembrar aquela velha história do Galo que queria ser Pavão…ou então a outra história do menino que gritava : “Olhem, o “Rei vai nu!”
Afinal, quando será que no Barreiro conseguiremos começar a viver no Século XXI, com filmes a cores, e novas tecnologias e deixamos de fazer estes filmes a preto e branco?
E, já agora, se esta “ideia” tem algumas pernas para andar unam-se as vontades politicas porque o Barreiro exige este “compromisso municipal”.
Se não tem pernas para andar…registe-se a patente : Foi uma boa ideia! E, todos, acreditamos que não foi por mal.
Todos sabemos, de há muito, que de boas ideias está o inferno cheio…
António Sousa Pereira













