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Inferências

Um investimento sério no futuro da nossa comunidadePor Nuno Banza

O objectivo comum de conseguir comunidades justas e em paz começa com a sua coesão social e económica, no exercício pleno dos seus direitos e no escrupuloso cumprimento dos seus deveres. Para que tal aconteça, em especial para consolidar esta coesão, é fundamental o papel da imprensa.

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Um investimento sério no futuro da nossa comunidade Por Nuno Banza

Por Jornal Rostos

Informar é um dever de serviço público. A nossa história mostra-nos que a falta de informação ou a sua manipulação resultaram sempre em acontecimentos trágicos de que a humanidade se envergonha. A diferentes escalas, a informação é poder. Seja na forma como mostra os erros cometidos, seja quando revela más intenções, presta um serviço público. Mas presta também um serviço público quando mostra o que não está na ordem do dia, ou melhor, quando põe na ordem do dia coisas que apenas não estão, por qualquer razão menos perceptível, ou porque simplesmente ninguém lhes havia dado atenção.

A cultura e os valores humanos são disso um bom exemplo. Falar de arte não encontra no nosso modelo económico uma correspondência de valor porém, o seu valor não declarado é tal, que a sua ausência pode fazer perigar todo o sistema humanizado em que queremos viver. Informar é isto tudo – e muito mais certamente, porque não me arrogo o direito de definir – e a sua importância é por isso crucial, na tomada de consciência e como fundamento do exercício efectivo do direito de cidadania. Por isso, informar é também democratizar – o conhecimento, o acesso à justiça, o valor humano das comunidades e a solidariedade inter-geracional.

O objectivo comum de conseguir comunidades justas e em paz começa com a sua coesão social e económica, no exercício pleno dos seus direitos e no escrupuloso cumprimento dos seus deveres. Para que tal aconteça, em especial para consolidar esta coesão, é fundamental o papel da imprensa. Muito se fala de estratégia e projectos de cidade, mas nada disso é novo ou está ainda por inventar. Todos estes conceitos são conhecidos e, tendo eles mais ou menos proximidade com determinadas concepções politico-ideológicas, devem servir de base a uma construção social equilibrada e por isso saudável.

O Rostos tem feito este percurso. Manter informado o público, com isenção, e diga-se que a isenção é fruto não de um respeito acérrimo de uma ideia fixa, mas a transmissão necessariamente subjectiva – porquanto se reporta sempre a um sujeito transmissor – da realidade que nos rodeia, tem sido um contributo essencial para a construção da nossa comunidade.

Manter uma base de informação histórica acessível de forma gratuita é também um serviço público Todos os acontecimentos fazem história e é dessa história que é feita a vida de uma comunidade. Uma comunidade com história e raízes é uma comunidade com futuro. Regozijo-me com os milhares de textos produzidos em cinco anos, que revelam o registo de outros tantos acontecimentos que poderão ser recordados.

Acredito num futuro sustentável, e num Barreiro do futuro com a certeza de que será um local ainda mais agradável para se viver e conviver. Agradeço por isso o vosso trabalho, que é também – e para mim talvez o mais importante – um investimento sério no futuro da nossa comunidade.

Estou disponível para apoiar este projecto, em parceira com outros cidadãos que também acreditam que podemos contribuir, investindo.

Nuno Banza

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