Um Rosto com cinco anosPor Maria do Carmo Torres
Não havia esquerda, centro ou direita, antes o debater de ideias, opiniões, fluindo naturalmente perante a boa mesa, com troca de ditos e de graças entre os convivas, sem constrangimentos, como se quer numa festa de amigos.
E é esse o espírito que se quer de um jornal regional: não o criar de polémicas políticas, mas o de ouvir tudo e todos, de alertar quando é necessário e de elogiar quando algo merece ser elogiado, reunindo num só espaço todas as vertentes que fazem uma cidade como o Barreiro crescer.

Por Jornal Rostos
Ver nascer um projecto, acarinhá-lo desde o berço e acompanhar o seu crescimento é algo que define e dá sentido à vida de quem se dedica a um objectivo.
Faz actualmente um ano que iniciei a minha colaboração, como jornalista, no Jornal “Rostos” – Empresa Rostos da Cidade – “Rostos” como por todos é conhecido, cuja abrangência e sucesso é tal que já ganhou o mérito de ser tratado por esse diminutivo.
Tive agora também o prazer de participar no jantar comemorativo do seu quinto aniversário, numa noite fria de Dezembro, como são todas as deste último mês do ano, mas que depressa aqueceu, com conversas de amigos que ali se reuniam para celebrar o aniversário de um outro amigo e em alguns casos, mesmo de um familiar.
Como referiu Sousa Pereira depois de cantados os parabéns, “este é um projecto de família, que passou por alguns altos e outros baixos” mas, acrescento eu, que, unida, conseguiu vencer em tempos difíceis e singrar em tempos de bonomia.
É aprazível ver quando numa mesma mesa, algo consegue assim unir opiniões e pessoas tão diversas.
Nem todos os aniversariantes se podem gabar do mesmo.
É preciso ser-se muito especial para que isso possa acontecer.
E na noite que se tornou quente e calorosa, a política fez a sua aparição nas conversas, porque como portugueses que somos só gostamos de discutir duas coisas: política ou futebol.
O segundo passava na televisão, do primeiro conheciam de sobra os convivas.
No entanto, não havia esquerda, centro ou direita, antes o debater de ideias, opiniões, fluindo naturalmente perante a boa mesa, com troca de ditos e de graças entre os convivas, sem constrangimentos, como se quer numa festa de amigos.
E é esse o espírito que se quer de um jornal regional: não o criar de polémicas políticas, mas o de ouvir tudo e todos, de alertar quando é necessário e de elogiar quando algo merece ser elogiado, reunindo num só espaço todas as vertentes que fazem uma cidade como o Barreiro crescer.
Mas acima de tudo, a missão do Rostos é informar. E isso, o Rostos já provou, em cinco anos, que o sabe fazer.
Maria do Carmo Torres
Jornalista de “Rostos”













