Carta ao DirectorFazer jornalismo é participar civicamente
Na cidade on de moro, passam-se semanas que não falo português, porque sou a única portuguesa a viver aqui neste canto recôndito e gelado do Mundo.
Para colmatar a saudade e para não esquecer a língua, percorro na net todos os jornais on-line, de língua portuguesa.
O Rostos é um deles.

Por Jornal Rostos
Sou barreirense, emigrada há cerca de 30 anos na Nova Zelândia e sou cibernauta por necessidade e por convicção.
Na cidade on de moro, passam-se semanas que não falo português, porque sou a única portuguesa a viver aqui neste canto recôndito e gelado do Mundo.
Para colmatar a saudade e para não esquecer a língua, percorro na net todos os jornais on-line, de língua portuguesa.
O Rostos é um deles. Por Vosso intermédio fico a par das notícias da terra e mantenho acesa no meu coração, aquela chama lusitana que não vou deixar apagar nunca, porque a nossa língua é a mais bela de todas as línguas. A nossa "saudade" e o nosso ditongo "ão" marcam pela especificidade e pela sonoridade, tornando-a uma língua única no Mundo.
Leio tudo o que publicam, incluindo os artigos de opinião e é através deles que fico a saber, pela forma descuidada como a utilizam, que os portugueses do Barreiro, maltratam a língua portuguesa.
São dados erros ortográficos imperdoáveis e as "paulitadas" na gramática são mais que muitas.
Por isso, quero fazer um apelo ao Rostos: que antes de publicarem esses artigos, detectassem os erros e contactassem os seus autores, no sentido de os reverem e corrigirem, por forma a melhorar a sua qualidade e não deixar transparecer para o Mundo a ideia de iliteracia, já que a maior parte dos colunistas são pessoas ligadas aos meios político e social da cidade.
Apesar de serem os próprios a ter a responsabilidade sobre o que escrevem, há que ter espírito crítico e o verdadeiro jornalismo não deverá ser insensível aos valores, não deverá ser isento, independente ou amorfo.
Fazer jornalismo é participar civicamente e ter em conta a inteligência do leitor.
Termino com os meus Votos de um Santo Natal e que o Ano de 2007 seja pleno de realizações para todos vós.
Espero não ter ferido susceptibilidades.
Um carinhoso abraço
Filipa M. S.
Nota da Redacção
- Agradecemos a sua amável chamada de atenção e, sinceramente, pedimos desculpa pelos nossos erros.
Claro que não feriu susceptibilidades. Todos sabemos que errar é humano e, que, igualmente, aprender com os erros é reconhecer que o mundo aperfeiçoa-se quando se aprende a corrigir…errando.
Mas, naturalmente, como deve aperceber-se, estas coisas das “gralhas” acontecem porque os textos são remetidos, acima de tudo, com a vontade partilhar ideias, divulgar acontecimentos, muitas vezes, ao ritmo da vida e dos dias, e, obviamente, nestas circunstâncias, as “gralhas” não perdoam os descuidos, nem mesmo aqueles que, na verdade, acontecem quando os dedos “estão enregelados a teclar” ou com emoção em cima do acontecimento.
Escreva-nos sempre que entenda, alerte-nos para os nossos erros.
Nós sabemos que muitas vezes erramos e, quantas vezes, vamos a correr corrigir, porque alguém nos alertou, ou porque nós mesmos detectámos o(s) erro(s).
Desejamos-lhe um FELIZ NATAL e um BOM ANO NOVO e, esperamos, continuar a dar o nosso contributo, mesmo com essas lamentáveis gralhas e erros, para que, um pouco por diversos lugares, os nossos leitores, como no seu caso, continuem a sentir o Barreiro e Portugal a pulsar no coração.
Um grande abraço,
S.P.













