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Inferências

Ranking da AMB

Têm sido feitos, por vezes, alguns comentários sobre a ausência do “ranking” de reflexão sobre as intervenções nas reuniões da Assembleia Municipal do Barreiro.

Foi uma vontade meramente circunstancial, não o fazer, mas, já que, existem leitores que consideram útil e um contributo para a reflexão, então, vamos manter, esta rubrica, com a regularidade possível.

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

No que diz respeito à última reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, aqui fica o nosso ranking:

1. Sara Ferreira – PS

Uma óptima intervenção na defesa da participação no referendo sobre IVG.
Uma posição bem elaborada e que pode servir como uma base de trabalho para fazer nascer uma plataforma de acção e cidadania no Barreiro.

2. Miguel Amado

Pela forma inteligente como fez a passagem da bola para o Presidente da Câmara, a propósito do desafio de se encontrar uma solução para o sucateiro de Santo António

3. Carlos Humberto – PCP

Pela forma como o Presidente da Câmara assumiu, com plena afirmação das palavras, que se estava a referir ao PS, quando falou que a “Cidade do Cinema”, está ser utilizada como arma de arremesso político.

4. José Caetano – PCP/CDU

Marcou a reunião da Assembleia, com a verticalidade na defesa das suas ideias e valores, separando o trigo do joio e sem receios de dar a cara pela sua corrente de pensamento.

5. António José Ferreira – PS

Nas suas intervenções, deu a visão da outra dimensão da esquerda, na leitura dos acontecimentos e interpretação da história.
Um frente a frente – de Zés - que, pelos visto promete. O Zé Operário. O Zé Filósofo.

6. Humberto Candeias – BE

Uma intervenção que valeu na afirmação da liberdade como valor fundamental e, sublinhando que, “não pode haver critério duplo para as questões da liberdade”, até porque, “liberdade e pluralismo são indissociáveis”.
Pela tentativa de fazer avançar a ideia de “transparência” para além da legalidade…

7 . Isidro Heitor – PS

Pelo alerta que as questões de insegurança não se resumem ao policiamento e, coisas, do quotidiano, como a iluminação pública ajudam a melhorar as situações.

8. Pedro Gomes – PSD

Afinal, a dar o sinal, que na Assembleia Municipal há outras correntes de pensamento, e que, são estas diferenças, que devem ser sublinhadas, recordando que não se pode branquear o Goulag, porque essa realidade que “não se quer que tenha existido, existiu”.

9 . Maria José Marques – BE

Pela abstenção na recomendação sobre o pessoal e funcionamento da AMB…porque só votamos aquilo que conhecemos.

10. João Fernando – PCP

Pela atitude serena. “Lamento este tipo de dúvidas. A vontade que tive foi ir-me embora.”
Assumir que a CDU superou 27 segundos. O PS acusava-o que beneficiou a CDU com 2 minutos.

Nota Negativa

1. Rui Ferrugem – PCP/CDU

Pela forma critica e de adjectivação como comentou a intervenção de Humberto Candeias, do BE.

2. Maria João Quaresma – PCP/CDU

Porque não havia necessidade de mexer em coisas que têm causas, querendo apenas falar das consequências e ignorar as causas.

3. António João Sardinha - PS

Por não aceitar que “uma linha” seja retirada da moção do Tarrafal, quando há linhas que nunca lá deviam ter entrado, por respeito a muitos que morreram no Tarrafal…e pelo direito à diferença.
Afinal o sectarismo politico não está só no PCP...há mais!

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