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Inferências

Janeiras 2007 em PalmelaNo final um ritual com origem nas Saturnais pagãs

No próximo dia 6 de Janeiro, às 21 horas, diversas associações vão animar as ruas do Centro Histórico de Palmela, cantando as “Janeiras”, e, no final está previsto, no Largo de S. João, a realização de um ritual com origem nas Saturnais pagãs, evocando cerimónias agrárias de tempos antigos.

2 min de leitura

Por Jornal Rostos

Para acolher o ano de 2007 de braços abertos, a Câmara Municipal de Palmela e o Movimento Associativo unem-se, uma vez mais, com o objectivo de cantar as Janeiras pelas ruas da vila de Palmela.
Desafiando o frio, “As Avozinhas” - Associação de Idosos de Palmela, a Associação de Escoteiros de Portugal - Grupo 40 de Palmela, o Centro Social de Palmela, o Grupo Coral Ausentes do Alentejo, a Sociedade Filarmónica Humanitária e a Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros”, vão aquecer as ruas do Centro Histórico de Palmela, no próximo dia 6 de Janeiro, às 21 horas.

Pelas ruas da Vila

As associações participantes nesta iniciativa vão, assim, distribuir o seu calor e a alegria a cantar, num percurso que contempla os Paços do Concelho, a Igreja de S. Pedro, a Praça Duque de Palmela, a Rua da Saboaria, a Rua Hermenegildo Capelo, o Café Santiago, o Café Serafim, a Travessa das Oliveiras, a Associação Columbófila de Palmela, o Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela, a Junta de Freguesia de Palmela, o Largo do Passo da Formiga, a Rua de Olivença e a Nova Palmela.

Um ritual com origem nas Saturnais pagãs

O final das Janeiras - um ritual com origem nas Saturnais pagãs, evocando cerimónias agrárias de tempos antigos - está previsto para o Largo de S.
João (em caso de intempérie, será transferido para o Cine Teatro S. João), onde a animação continuará, ao redor de uma fogueira e da actuação do Grupo de Pauliteiros de Miranda.
Com cinco anos de recolhas e actuações, o Grupo de Pauliteiros de Miranda é constituído por elementos naturais de terras de Miranda e ex-dançadores de outros grupos de pauliteiros. Embora, em Portugal, a dança dos Pauliteiros seja um emblema da cidade de Miranda do Douro, faz parte de um género de dança denominada “dança de espadas”, que se encontra no mundo inteiro.
Segundo Stephen Corrsin, o tipo de dança de espada dito “encadeado”, a que pertence a dança dos Pauliteiros, existe exclusivamente, na Europa e em territórios colonizados por Europeus.

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