Saltar para o conteúdo
Inferências

AnotamentosSetúbal 4º lugar no ranking da tuberculose

Infelizmente, nem uma força política do distrito de Setúbal teve preocupação em comentar este fenómeno.
Será que tem causas sociais? Será que resulta do aumento de desemprego? Ou é do aumento do endividamento das classes médias? Ou será fruto da pobreza envergonhada que continua a crescer?
Pois, é um ranking que não nos orgulha, nem dá votos!!!

3 min de leitura

Por S.P.

Em conversa com alguns amigos, por vezes, referem que é feito das “inferências” e dos “pontos e vírgula”, ou mesmo desta rubrica “anotamentos”.
Tenho comentado, por brincadeira, que “estou proibido de escrever”.
Bom, mas vamos ao que interessa. Se o tempo permitir procurarei estar e marcar, mais vezes, presença, nem que seja, apenas, com estes “anotamentos”.

O Ranking ignorado no distrito

Fala-se em rankings. Uns suscitam de imediato polémica. Outros passam silenciosos. Discretos.
No sábado – Dia Mundial da Tuberculose - lia no “Diário de Noticias” que o distrito de Setúbal ocupa o 4º lugar no ranking nacional.
As Taxas de Incidência, aqui, na nossa região ronda os 38.9 por cem mil habitantes.
A OMS refere que, actualmente, a cada minuto morrem mais três pessoas com esta doença no mundo.
Uma doença que, começa a causar algumas inquietações e é considerada uma “questão de saúde pública”.
Bom, mas este ranking não interessa, não se comenta, é melhor esquecer…
Infelizmente, nem uma força política do distrito de Setúbal teve preocupação em comentar este fenómeno.
Será que tem causas sociais? Será que resulta do aumento de desemprego? Ou é do aumento do endividamento das classes médias? Ou será fruto da pobreza envergonhada que continua a crescer?
Pois, é um ranking que não nos orgulha, nem dá votos!!!

De facto, quando se fala por aí, em exigência de políticas sociais, este é, sem dúvida, um problema que devia estar sobre a mesa.
É que, penso eu de que - as políticas sociais começam no “estado providência”.

Por exemplo, dou aqui um louvor a Bruno Vitorino que, enquanto deputado na Assembleia da República, procurou influenciar para que a obra do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos” fosse uma realidade, puxando pela “carroça” que estava emperrada… Não foi Inácio?

É, por estas e por outras que a política perde crédito e os cidadãos se afastam da “coisa pública” porque, infelizmente, os políticos, em geral, colocam em primeiro lugar os objectivos partidários, as guerras pelo poder e depois, só depois, é que se preocupam se, sim ou não, há neste país, em pleno século XXI, cidadãos a morrer com tuberculose.
Afinal, uma doença que se pensava em vias de estar erradicada.
São meros “anotamentos” sobre factos que fazem os dias…

Um abraço e saudações…

S. P.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção