AnotamentosSetúbal 4º lugar no ranking da tuberculose
Será que tem causas sociais? Será que resulta do aumento de desemprego? Ou é do aumento do endividamento das classes médias? Ou será fruto da pobreza envergonhada que continua a crescer?
Pois, é um ranking que não nos orgulha, nem dá votos!!!
Por S.P.
Em conversa com alguns amigos, por vezes, referem que é feito das “inferências” e dos “pontos e vírgula”, ou mesmo desta rubrica “anotamentos”.
Tenho comentado, por brincadeira, que “estou proibido de escrever”.
Bom, mas vamos ao que interessa. Se o tempo permitir procurarei estar e marcar, mais vezes, presença, nem que seja, apenas, com estes “anotamentos”.
O Ranking ignorado no distrito
Fala-se em rankings. Uns suscitam de imediato polémica. Outros passam silenciosos. Discretos.
No sábado – Dia Mundial da Tuberculose - lia no “Diário de Noticias” que o distrito de Setúbal ocupa o 4º lugar no ranking nacional.
As Taxas de Incidência, aqui, na nossa região ronda os 38.9 por cem mil habitantes.
A OMS refere que, actualmente, a cada minuto morrem mais três pessoas com esta doença no mundo.
Uma doença que, começa a causar algumas inquietações e é considerada uma “questão de saúde pública”.
Bom, mas este ranking não interessa, não se comenta, é melhor esquecer…
Infelizmente, nem uma força política do distrito de Setúbal teve preocupação em comentar este fenómeno.
Será que tem causas sociais? Será que resulta do aumento de desemprego? Ou é do aumento do endividamento das classes médias? Ou será fruto da pobreza envergonhada que continua a crescer?
Pois, é um ranking que não nos orgulha, nem dá votos!!!
De facto, quando se fala por aí, em exigência de políticas sociais, este é, sem dúvida, um problema que devia estar sobre a mesa.
É que, penso eu de que - as políticas sociais começam no “estado providência”.
Por exemplo, dou aqui um louvor a Bruno Vitorino que, enquanto deputado na Assembleia da República, procurou influenciar para que a obra do Grupo Desportivo Operário “Os Vermelhos” fosse uma realidade, puxando pela “carroça” que estava emperrada… Não foi Inácio?
É, por estas e por outras que a política perde crédito e os cidadãos se afastam da “coisa pública” porque, infelizmente, os políticos, em geral, colocam em primeiro lugar os objectivos partidários, as guerras pelo poder e depois, só depois, é que se preocupam se, sim ou não, há neste país, em pleno século XXI, cidadãos a morrer com tuberculose.
Afinal, uma doença que se pensava em vias de estar erradicada.
São meros “anotamentos” sobre factos que fazem os dias…
Um abraço e saudações…
S. P.













