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Inferências

Em Grande Plano...Fellini na Biblioteca Municipal de Palmela

Depois de Alfred Hitchcock e Jaques Tati, chega, agora, a vez de apresentar a vida e obra de Federico Fellini. Inserida na iniciativa "Em Grande Plano...", a exposição documental sobre o realizador vai estar patente, na Biblioteca Municipal de Palmela, até 31 de Maio.
Para além da exposição e da exibição de alguns filmes do cineasta, esta iniciativa integra, também, um passatempo, onde os três vencedores recebem livros sobre cinema e entradas gratuitas, para duas pessoas, durante um mês, para os filmes em exibição no Auditório Municipal de Pinhal Novo.

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Em Grande Plano... Fellini na Biblioteca Municipal de Palmela

Por Jornal Rostos

Filho de um representante de vendas e de uma dona de casa, Federico Fellini nasceu no Rimini, uma pequena cidade de Itália. Desde cedo, Fellini começou por dividir o seu tempo entre o teatro de marionetas, o desenho e a banda desenhada, artes que tiveram uma grande influência na sua obra cinematográfica. Os seus desenhos e caricaturas começaram a ser publicados no jornal satírico "420", assinados como "Fellas".
Em 1940, altura em que Itália entrou na segunda guerra mundial, Fellini ingressou no mundo da rádio, fazendo sketches e espectáculos, uma actividade que manteve até 1943. O seu primeiro grande trabalho, na área do cinema, ocorreu em 1945, altura em que escreveu parte do argumento de "Roma, Cidade Aberta", do cineasta Roberto Rossellini, um filme considerado o manifesto do cinema neo-realista.
A sua carreira de realizador iniciou-se em 1951, tendo co-realizado "Mulheres e Luzes" com Alberto Lattuada. No ano seguinte, estreou-se a solo com "O Sheik Branco". A fama de Fellini, bem como o seu prestígio, cresceram rapidamente junto do público e da crítica. À sua popularidade, acrescentaram-se os inúmeros prémios obtidos em Festivais de Cinema como Cannes, Veneza e Hollywood, onde o realizador ganhou o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com os filmes "A Estrada", "A Noite de Cabiria" e "Oito e Meio" - uma película muito marcada pelo sonho, pela fantasia e pelo grotesco. Em 1960, com "A Doce Vida", Fellini alcança o sucesso, mas também provoca escândalo, devido à sua critica constante ao Estado e ao Catolicismo.
O seu estilo era tão característico que colocaram o seu nome em títulos de filmes, como "Fellini Satyricon" (1969), "Roma de Fellini" (1972) e "O Casanova de Fellini" (1976).
Federico Fellini morreu em 1993, um mês depois de ter recebido o Óscar honorário como reconhecimento de toda a sua carreira.
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