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Inferências

Câmara Municipal do Barreiro, extingue Mercado Bi-semanal da Verderena

A Câmara Municipal do Barreiro, extingue Mercado Bi-semanal da Verderena. Em reunião privada, realizada a 6 de Junho, foi aprovada a extinção do mesmo.
O motivo que levou à extinção do mercado foi a falta de espaços alternativos, no Barreiro que pudessem acolher o mercado.

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Câmara Municipal do Barreiro, extingue Mercado Bi-semanal da Verderena

Por Jornal Rostos

Parte significativa destes comerciantes são os habitantes do bairro da Mina, em Stº António, que, como se sabe, têm problemas de vária ordem e que não são poucos. A própria Câmara está a realizar estudos e reuniões com os habitantes para a resolução de alguns desses problemas.

Com a decisão de extinção do Mercado da Verderena, é evidente que os rendimentos de parte importante dos habitantes deste Bairro vão diminuir, como também é evidente que vai ser a Câmara a resolver mais esta importante questão social.
Social é também o problema da população mais carenciada que deixa assim de ter um local onde possa comprar vários bens a preços mais acessíveis, como era o caso do mercado da Verderena.

Uma das perguntas que se coloca e que se tem que fazer a quem de direito, é qual vai ser a medida a implementar para fazer face a mais este rude golpe nas condições de vida de sectores da população mais carenciados.

Será que há terrenos para construir campos de futebol para um clube da terra, que não deixa de ser importante, mas que não resolve problemas de carências básicas, e não há um terreno onde possa funcionar o mercado?
Será que, dos inúmeros técnicos devidamente habilitados, ao serviço na Autarquia, ainda ninguém encontrou uma solução para este problema do Mercado, bem se sabendo que este serve os interesses quer de compradores quer de vendedores?
Desde a data em que o Mercado foi transferido do Largo de Santa Maria para onde funciona actualmente, que se sabia que a sua mudança para outro local era necessária, dado que os terrenos onde se encontra são privados.
Quer isto dizer que desde há cerca de 10 anos a esta parte que as autoridades administrativas têm conhecimento de que era necessário encontrar um novo espaço para o mercado. Em 10 anos, teria sido possível encontrar uma alternativa.

É certo que os vendedores ambulantes não possuem capacidade negocial e, muito menos, a tem os frequentadores/compradores do mesmo, mas a verdade é que os vendedores pagam licenças camarárias para exercerem a sua actividade e que, desta forma se vêm privados de uma fonte de receita com peso considerável na sua economia doméstica.

Cidadão Repórter

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