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Inferências

Diz que é uma espécie…de BLOGUE DE NOTAS do Barreiro
Por António Sousa Pereira
As Ideias e as Causas são o caminho para a acção...

Foi editado pela União Europeia, o 3’ volume da obra “Geo-visualisation for participatory spatial planning in Europe”, que nesta edição, conta com uma nota de abertura de João Manuel Barroso e com a participação de Nuno Banza, da S. Energia.
Um estudo do concelho do Barreiro que está integrado numa obra que relata diversas experiências Europeias.
O texto de Nuno Banza deveria ser editado como separata, em português, e divulgado nas escolas e à comunidade.


Sendo o Barreiro uma zona industrial seria importante promover acções que contribuíssem para promover “uma cultura de protecção civil” de forma a fazer de cada cidadão “um agente de Protecção Civil”.

O crescente aumento de desemprego. As dificuldades sociais. São potenciadores de aumento de criminalidade.
Não basta falarmos do que acontece. É preciso agir. É preciso criar uma corrente de opinião que leve a aumentar o “sentimento de segurança”.

11 min de leitura
Diz que é uma espécie… de BLOGUE DE NOTAS do Barreiro Por António Sousa Pereira As Ideias e as Causas são o caminho para a acção...

Por Jornal Rostos

Dia 12 de Novembro
Atleta do Fabril Campeã Europeia

Numa festa de família no Pavilhão do Grupo Desportivo Fabril assisti a uma singela homenagem a Marisa Pires que, ao serviço da selecção nacional de Kickboxing, sagrou-se Campeã Europeia.
Uma festa simples. E o orgulho de mostrar e partilhar com os companheiros da equipa o ouro que colocou no peito.
Comentava a atleta como sentiu receio ao preparar-se para o primeiro combate, por saber que teria que defrontar uma atleta russa, país onde a modalidade tem elevados níveis competitivos.
Venceu e ficou feliz. Agora já sonha com o Campeonato do Mundo, nos Estados Unidos da América.
É este Barreiro uma cidade onde, ao longo dos anos, de forma permanente vão nascendo campeões regionais, nacionais, europeus, mundiais, nas mais diversas modalidades.
Uma cidade onde o desporto foi, é, e continuará a ser uma referência, talvez por essa razão, recordando algumas ideias que foram perspectivadas no Fórum do Desporto da Península de Setúbal, seja importante pensar e reflectir sobre medidas que ali foram apontadas como caminho a seguir pelas autarquias, nomeadamente, a elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Desportivo, o Plano Director de Instalações Desportivas, partindo da elaboração da “Carta Desportiva Municipal”, assim como a criação “Intermunicipal de Observatórios Locais de Desporto”.
Existem objectivos estratégicos definidos. Existem dezenas de clubes no terreno promotores de práticas desportivas.
Existem, até, no Barreiro, Planos de Desenvolvimento Desportivo de algumas modalidades, com décadas e com resultados.
Mas, depois, apesar de existir tudo isto, na prática, uma atleta como a Maria Pires, que atingiu com dedicação pessoal, desde os 10 anos, um constante desenvolvimento desportivo, sagrando-se Campeã Nacional, por quatro vezes, e, agora, atingindo o nível Europeu, estando a caminhar para os Mundiais, um dia, se olhar para trás que poderá dizer que recebeu da sua cidade? A cidade onde nasceu e cresceu para a prática desportiva?
Foram estas e outras interrogações que me ocorreram ao olhar a sua Medalha de Ouro e ao sentir a simplicidade e humildade da sua postura desportiva.

Dia 13 de Novembro
Um incêndio na ADP
Por uma cultura de Protecção Civil

Foi uma situação sem relevo. Mas a nuvem de fumo colocou em pavor aqueles que se aperceberam da situação.
Por vezes realizam-se nas empresas do nosso concelho simulacros para testar os níveis de segurança e os respectivos Planos de Emergência Internos.
Mas, a verdade é que a população da zona envolvente, pouca ou nenhuma informação tem, para agir ou reagir, numa situação, onde, eventualmente, qualquer ocorrência tenha expressão na comunidade.
Existem escolas na proximidade e deveria existir trabalho de cooperação que permitisse o controle de situações.
Diariamente circulam veículos, transportando mercadorias perigosas, na Avenida das Nacionalizações e na IC21, por exemplo, perto da Escola Álvaro Velho, para não falar da Escola Padre Abílio Mendes ou da Escola Augusto Cabrita.
Um acidente não é uma situação impossível. (aconteceu esta semana o despiste de um camião-cisterna, que tombou e derramou nitrato de amónio, na Ponte Vasco da Gama).
Deveria existir mais informação. Deveria existir mais envolvimento da comunidade
Sendo o Barreiro uma zona industrial seria importante promover acções que contribuíssem para promover “uma cultura de protecção civil” de forma a fazer de cada cidadão “um agente de Protecção Civil”.
Há muito trabalho a realizar nesta matéria. Senti, isso, mais uma vez, neste dia, quando de uma escola telefonaram, para saber o que estava a acontecer, porque uma grande nuvem negra …marcava o céu do Lavradio.

Dia 14 de Novembro
Aumenta o “sentimento de insegurança” na cidade

A conversa começa de forma natural. Escutamos. Ficamos preocupados. Não reagimos.
Alguém diz : “Uma senhora ia ali a passar, junto à Praça, um indivíduo passou por ela deu-lhe um puxão e levou-lhe a mala”.
Outra pessoa comenta: “Agora, ali, numa loja, entrou um indivíduo, ameaçou, entrou dentro do balcão e levou a carteira de uma empregada”.
Isto, num Centro Comercial, no coração do Barreiro, em pleno dia, numa hora de circulação normal de pessoas. Só não há violência porque as pessoas preferem não reagir.
Depois, à noite, escutamos um alarme. Vamos à janela. Verificamos que a montra de um café está partida e que um indivíduo, lá vai, calmamente, com o objecto roubado – uma máquina de jogos.
Escutamos. Não ligamos. Ou ficamos apenas incomodados. Talvez porque vai acontecendo ao nosso lado. É com o outro...

Sabemos que, de dia para dia, aumenta o “sentimento de insegurança”. Por vezes, as pessoas parece, que temem sair à rua. O medo, pouco a pouco começa a instalar-se.
O crescente aumento de desemprego. As dificuldades sociais. São potenciadores de aumento de criminalidade.
Não basta falarmos do que acontece. É preciso agir. É preciso criar uma corrente de opinião que leve a aumentar o “sentimento de segurança”.
E, talvez seja necessário que as autoridades políticas locais, da Câmara Municipal, passando pela Assembleia Municipal, Assembleias de Freguesias e Juntas de Freguesias, eleitos pela população como seus representantes, comecem a agir, a solicitar reuniões, a obter informação, a pressionar quem de direito para que sejam criadas condições de policiamento de prevenção, seja ampliado o policiamento de proximidade…porque, por este andar, com o crescente aumento de casos, que são relatados no dia a dia ( os quais muitas vezes nem chegam ao conhecimento da Policia), será mais difícil encontrar soluções quando o “crime estiver institucionalizado”.

Fica aqui esta reflexão e desejamos que os nossos eleitos possam agir, um pouco, em defesa dos interesses da comunidade…

Dia 15 de Novembro
Programa Comunitário Interreg III
Barreiro – Único Caso de Estudo do País

No âmbito da estratégia de planeamento “Barreiro Rumo a 2020”, na anterior gestão da Câmara Municipal do Barreiro, a autarquia participou no Projecto Comunitário INTERREG III C – Planeamento Espacial Participado na Europa.
A participação do município do Barreiro enquadrou-se no âmbito de um acordo assinado entre cinco Estados - Membros da União Europeia, Polónia, Holanda, Bélgica, Espanha e Portugal.
A Câmara Municipal do Barreiro foi, neste projecto, a única parceira do país, a entrar neste consórcio sendo reconhecido seu projecto como “CASO DE ESTUDO.
Tanto quanto sabemos o projecto continua em desenvolvimento e poder]a vir a ser um dos instrumentos a utilizar como forma de participação na discussão do projecto Quimiparque.
Este projecto de – Planeamento Espacial – permite auxiliar os cidadãos no processo de planeamento territorial, recorrendo às mais recentes tecnologias de informação.
Agora, foi editado o 3’ volume , pela União Europeia, da obra “Geo-visualisation for participatory spatial planning in Europe”, que conta com uma nota de abertura de João Manuel Barroso e com a participação de Nuno Banza, da S. Energia.
Um estudo do concelho do Barreiro que está integrado numa obra que relata diversas experiências Europeias.
O texto de Nuno Banza deveria ser editado como separata, em português, e divulgado nas escolas e à comunidade.
Fica o registo e a nossa saudação a Nuno Banza e Câmara Municipal do Barreiro.
E, já agora perguntar : Será este um exemplo de incompetência que, alguns senhores, por ai comentam?

Dia 16 de Novembro
Regresso da Artesfera

A ARTESFERA durante alguns anos foi protagonista de alguns eventos que marcavam as vivências da “cultura dominante da cidade”.
A ARTESFERA é uma associação que , também, nos últimos anos tem estado hibernada.
Recentemente recomeçou a sua actividade com alguma intensidade sendo parceira da Câmara Municipal do Barreiro na promoção da formação de expressão plástica no âmbito dos programas de enriquecimento curricular do 1º Ciclo do Ensino Básico.
Num acção conjunta entre a ARTESFERA com a Cooperativa Cultural Barreirense está, a decorrer uma exposição, de artes plásticas e escultura de membros da ARTESFERA.
O acto inaugural foi o momento para reencontrar alguns rostos que não via já há algum tempo, muito particularmente, Fátima Romão, que ilustrou de forma sublime o meu livro – “O Sonho chamado Liberdade” .
No acto inaugural, um membro da Direcção da Cooperativa usou a palavra…ponto final.
Presentes membros da ARTESFERA, por simplicidade ou modéstia, não usaram a palavra.
Depois de um período de hibernação, o ressurgir na vida pública da cidade, deveria ser um momento para comentar.
Estranhámos o silêncio…porque nem sempre o silêncio é de ouro.

Dia 17 de Novembro
As Ideias e as Causas

Na pequena e rápida conversa que tive com Paulo Portas, na sua presença no Barreiro, duas ideias quero aqui registar.
“Os eleitores fidelizam-se por um conjunto de convicções de causas e de ideias” – referiu o líder do CDS/PP e, recordo estas palavras, porque, nesse mesmo dia, alguém comentou comigo que um partido deve viver de “causas e de ideias”.
Pena é, de facto, que nem sempre isto aconteça. E pena é que, cada vez mais, por guerras de barões e famílias assinaladas os partidos estejam a afastar-se das comunidades e a serem os protagonistas não da promoção de uma causa nobre que é a politica, mas fazer desta causa outra coisa que nada tem a ver com a politica – a gestão da polis.
Fica o registo…
“Nós não podemos fechar os olhos, atirar poeira para os olhos das pessoas.
Portugal nas Áreas Metropolitanas tem, hoje, um tipo de criminalidade muito diferente. Já não somos um país com brandos costumes. Há muitos gangs. Há muitos gangs organizados. Há muitos gangs violentos e há muita gente, infelizmente, cada vez mais nova, a ser atraída para esses gangs.” . sublinhou Paulo Portas.
Ainda há dias no meu blog – “Entre Tejo e Sado”. Este era um assunto sobre o qual reflectia…
Fica a inquietação…

Dia 18 de Novembro
Mostra Teatro Lavradio

No salão da SFAL, no Lavradio, dezenas de crianças brincavam e aprendiam as fantasias das bolas de salão, uma iniciativa no âmbito da Mostra de Teatro do Lavradio.
No dia anterior, o salão estava repleto e o balcão foi aberto para receber todos aqueles que quiseram divertir-se com a revista de um Grupo Amador de Aviz.
A SFAL promove há oito anos a Mostra de Teatro, mantendo um espaço vivo para os Grupos de Teatro Amador da região, que todos sublinham é uma iniciativa com mérito.
Esta Mostra de Teatro poderia perfeitamente evoluir para um Festival Anual de Teatro Amador. Aliás era esse o objectivo definido no projecto inicial quando arrancou há oito anos, criando-se o Prémio D. José Carcomo Lobo, fundador daquela colectividade, dramaturgo (existem várias peças de teatro suas na Biblioteca Nacional) e proprietário do Teatro Apolo, o mais importante teatro de Lisboa no século XIX.
A Mostra tem sido mantida. Recebeu um apoio de relevo no inicio. A Câmara Municipal do Barreiro fazia questão de incluir na Mostra, na sua abertura, de um espectáculo com um Grupo Profissional, depois, fazia igualmente questão de num dia, trazer outro Grupo Profissional e num dia inteiro – de manhã e à tarde – os alunos do Agrupamento de Escolas do Lavradio deslocavam-se à colectividade numa festa que animava as ruas e enchendo o salão por todos os cantos. Estava a formar-se um público para o teatro. Coisas do passado longínquo…que se perderam.
O tempo passou a colectividade mantém o projecto e espero que um dia consiga dar um salto em frente e, como se diz que o Barreiro é Capital de muita coisa, espero que a SFAL, no século XXI consiga transformar o Barreiro na CAPITAL DO TEATRO AMADOR…merece!

António Sousa Pereira

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