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Inferências

Diz que é uma espécie…de BLOGUE DE NOTAS do Barreiro
Por António Sousa Pereira
Presidente da Câmara de Lisboa defende terceira travessia Barreiro-Chelas

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, de visita ao Barreiro, salientou que a construção da ponte Barreiro-Chelas é um instrumento indispensável na valorização da Área Metropolitana de Lisboa.

O Executivo chegou ao final de mais um ciclo de “Opções Participadas”, talvez, consciente que cumpriu um calendário e que se colocou, de forma plena, ao dispor de todos para uma abordagem dos problemas, recolher opiniões e sugestões.
Uma coisa é certa, não se pode acusar o Executivo Municipal de autista e que está fechado, dentro de si mesmo, com as costas voltadas para a população.

A declaração, lida por António Caboz Gonçalves, sessão evocativa do 510º aniversário da passagem do Cabo da Boa Esperança. de compromisso pela Câmara Municipal do Barreiro, de assumir a vontade de ser preservada a obra de José Caro Proença, é um registo que merece uma saudação.

12 min de leitura
Diz que é uma espécie… de BLOGUE DE NOTAS do Barreiro Por António Sousa Pereira Presidente da Câmara de Lisboa defende terceira travessia Barreiro-Chelas

Por Jornal Rostos

Dia 19 de Novembro
Um novo tempo de comunicação

O jornal “Rostos” com a sua edição digital diária, é, actualmente, um jornal regional de referência na região de Setúbal, sendo utilizado de forma permanente por mais de 13 mil leitores que o colocaram, na verdade, como um dos seus meios de comunicação favoritos, de acordo com os dados que obtemos no “Google Analitcs”, para além de outros tantos leitores, em valores semelhantes, que ocasionalmente e regularmente nos visitam, numa constante renovação de leitores.
Esta dimensão de leitores só é possível atingir graças a um trabalho regular, activo e realizado com muita paixão por uma equipa que coloca na produção e vivência deste projecto jornalístico, acima de tudo, o prazer de FAZER JORNALISMO.
E, de facto, dizemos projecto, porque estamos conscientes que estamos a construir, com intencionalidade e com objectivos, passo a passo, um meio de comunicação regional com diversas vertentes – impressa e digital – que muito ainda tem para caminhar e inovar.
No dia 19 de Novembro, data em que, no ano de 1893, nasceu o primeiro órgão de comunicação local no Barreiro, arrancámos com as “Entrevistas Interactivas”, através das quais iremos entrevistar os presidentes de Câmara da região, personalidades da vida politica, cultural, desportiva e social da nossa região, abrindo as portas ao jornalismo interactivo e com os olhos postos no século XXI.
Abrimos este ciclo com a entrevista de Eurídice Pereira, Governadora Civil de Setúbal.
As “Entrevistas Interactivas” são o fruto de uma parceria que estamos a desenvolver com a SAPO, o maior motor de busca da INTERNET ao nível nacional, uma plataforma que nos orgulhamos de integrar através desta parceria.
Esta iniciativa conta com a participação dos nossos leitores e dos leitores de SAPO LOCAL – Setúbal, esperamos e desejamos que seja um instrumento de reflexão sobre a nossa região e um contributo para motivar os cidadãos a viver de forma activa a região.
Este, é um projecto inovador, na nossa região, sendo um novo conceito no fazer jornalismo, pois introduz uma dinâmica de colaboração dos leitores no fazer as nossas edições, no construir cidadania.
O dia 19 de Novembro, é, portanto, um dia histórico que marca este nosso olhar para o jornalismo de futuro, que, cada vez mais, tem que ser interactivo.
De referir que é, sem dúvida, uma enorme satisfação integrarmos esta parceria com a SAPO LOCAL, e, sentirmos que, somos uma referência no jornalismo regional.
Aos milhares de leitores que acedem ao nosso site, aqui, endereçamos a nossa calorosa saudação e exprimimos a nossa vontade – a vontade de uma equipa - de continuar a trabalhar, construindo com o coração e dedicação este jornalismo, pelo jornalismo.

Dia 20 de Novembro
Um ciclo de “Opções Participadas”

Realizou-se, ontem, na freguesia de Santo André, a última reunião do ciclo de reunião “Opções Participadas” que colocou o Executivo Municipal nas diversas freguesias do concelho do Barreiro.
No conjunto as reuniões foram um contributo para avaliar o pulsar do sentimento da população sobre os problemas locais e dar a conhecer algum do trabalho realizado quer pela Câmara Municipal, quer pelas Juntas de Freguesia.
Por outro lado, permitiram estes encontros dar a conhecer algumas das ideias estratégicas que visam o desenvolvimento futuro do concelho.
No global a participação daqueles que optaram por marcar presença foi critica, activa, interveniente, apresentando sugestões e abordando situações que afectam as vivências quotidianas.
Umas reuniões com alguma participação, outras com fraca presença de cidadãos.
O Executivo cumpriu a sua vontade de manter uma politica de comunicação, com base no diálogo, e, naquilo que define como “gestão de proximidade”.
As diferentes reuniões permitiram, essencialmente, para aferir o sentimento e as preocupações, para além, do reconhecimento de acções concretizadas.
De sublinhar que retirando, uma ou outra situação, com pouco significado, numa avaliação global, estas reuniões decorreram com civismo, com respeito pelas opiniões e foram uma porta aberta à vivência da cidadania.
É evidente que a participação dos cidadãos não se pode esgotar nas “Opções Participadas” que decorrem nas freguesias, mas, aqui, seria um momento para colocar reflexões, tecer criticas, abrir perspectivas.
Salvo, na verdade, uma ou outra excepção não registamos, nestas reuniões, a presença de autarcas, eleitos nas freguesias, principalmente das forças da oposição à força liderante.
O Executivo chegou ao final deste ciclo, talvez, consciente que cumpriu um calendário e que se colocou, de forma plena, ao dispor de todos para uma abordagem dos problemas, recolher opiniões e sugestões.
Uma coisa é certa, não se pode acusar o Executivo Municipal de autista e que está fechado, dentro de si mesmo, com as costas voltadas para a população.
No entanto, no final do ciclo das “Opções Participadas”, fica-se com a sensação que falta qualquer coisa, talvez, o passo que contribua para que os participantes sintam que podem dar contributos para a definição de prioridades, ou para a construção das Opções dos Planos de Actividades do Município ou das Freguesias.

Dia 21 Novembro
Os “três dês” que marcam as nossas vidas

Participei numa “Aula Viva de Sociologia” na escola Secundária de Santo André.
Foi agradável o contacto com os alunos e com a Professora Manuela Rocha.
“É sempre bom ouvir experiências de vida diferentes e foi uma grande satisfação para mim poder ouvir a experiência de um jornalista, visto querer seguir jornalismo.” – este, um registo de um e-mail que, no próprio dia, recebi de Rita Lopes, uma das alunas que estava presente na aula.
Uma das ideias que expressei naquela aula foi que a nossa vida, quer ao nível profissional, quer ao nível social, deve pautar-se por “três dês”.
Sermos, sempre, capazes de colocar como referência em primeiro lugar o “D” da Defesa dos Direitos Humanos”, na nossa relação com os outros; em segundo lugar o “D” da Defesa dos Direitos da Natureza, sabendo que é essencial preservar o nosso planeta, a nossa casa comum; por fim o terceiro “D”, assumirmos a Defesa do Direito à Diferença, por cada um de nós é um ser único, com um projecto de vida e de partilha.
Mas, recordei, que os “três dês” de direitos, devem ser vivenciados, em simultâneo, com os “três dês” idênticos de “Deveres”.
È que, de facto, muitas vezes, temos a preocupação de lutar pelos nossos direitos, mas, ignoramos, ou esquecemos, que existem os nossos deveres.
E, na verdade, como dizia a professora Manuela Rocha, tudo isto deve ser vivido com AMOR.
Tendo, na altura, da minha parte salientado, que o amor e o viver com o coração, todos estes direitos e deveres, são essenciais, porque não é possível vivê-los se não existir essa dimensão humanista.
Fica, pois, o registo de um encontro com os jovens que vão construir este mundo, um mundo cada vez mais belo, onde há guerras e lutas, mas onde, acredito que, hoje, como no passado, iremos caminhando sempre para melhor.
É, talvez, por isso que, parafraseando Agostinho da Silva ou Fernando Pessoa, em cada dia que passa, cada vez sinto, mais, por dentro dos meus nervos, essa “saudade do futuro”.
Desculpem se fui chato…até outro dia!

Dia 22 de Novembro

No Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro realizou-se uma sessão evocativa do 510º aniversário da passagem do Cabo da Boa Esperança.
Uma sessão que permitiu um encontro com o pensamento de José Caro Proença, investigador, que ao longo dos anos tem dado um contributo para pensar e reflectirmos sobre a génese e desenvolvimento do concelho do Barreiro.
Foi uma viagem do Bico da Passadeira à Arrábida, de Alburrica ao Porto da Romagem, das memórias da cortiça aos ferroviários.
Uma viagem, ao encontro das ligações do Barreiro ao Mar, aos descobrimentos, aos bacalhoeiros, ao Tejo e ao Coina.
Uma viagem que nos transportou à viagem de Vasco da Gama à Índia, ao Roteiro de Álavaro Velho e a “Os Lusíadas” de Camões.
Uma viagem pela importância que o Barreiro sempre teve, ao longo de vários séculos, na região, hoje, designada por Área Metropolitana de Lisboa.
O Barreiro cidade da globalização e da planetização.
E, registamos, a declaração, lida por António Caboz Gonçalves, de compromisso pela Câmara Municipal do Barreiro, de assumir a vontade de ser preservada a obra de José Caro Proença, é um registo que merece uma saudação.
Por outro lado, registámos, as palavras de Caboz Gonçalves de elogio e reconhecimento do contributo de António Abreu, ex-secretário de Regina Janeiro, na concretização deste compromisso e nas perspectivas que ficam em aberto de, um dia, no nosso concelho serem criados os Estudos Gâmicos Álvaro Velho do Barreiro.
Enfim, o Barreiro mexe…lá isso mexe!

Dia 23 de Novembro
António Costa no Barreiro

Não recordo, nas minhas memórias do Barreiro que, neste período após o 25 de Abril, alguma vez um Presidente da Câmara Municipal de Lisboa se tenha deslocado ao Barreiro pata reunir com o Presidente da Câmara Municipal do Barreiro ou, até mesmo, para participar e, qualquer outra actividade.
Neste dia, António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa esteve no Barreiro, acompanhado de Manuel Salgado, para reunir com Carlos Humberto, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro e Joaquim Matias.
Na altura comentei que, este, pode dizer-se foi um dia histórico para o Poder Local barreirense, pelo facto de se registar, pela primeira vez, uma visita de trabalho por um edil lisboeta.
Na conversa com os jornalistas, António Costa, sublinhou a importância de se construir uma cidade de duas margens e que o Barreiro tem uma importância relevante nesse projecto, como pólo de actividade económica e com a responsabilidade de reassumir o seu papel de centralidade na margem sul.
Nesta mesma conversa, salientou que a construção da ponte Barreiro-Chelas é um instrumento indispensável na valorização da Área Metropolitana de Lisboa.
Deixando em aberto o debate se a ponte deve contemplar ( mas aceitando por principio, que sim) as duas vertentes rodoviária e ferroviária, salientou, no entanto, que a construção da terceira travessia do Tejo deve ser direccionada para o Barreiro.
Foi, portanto, uma visita de relevo. Uma visita que veio unir a voz de Lisboa à voz do Barreiro, neste processo de construção da terceira travessia Barreiro-Chelas.
Recordo que, há meses, convidado por Nuno Banza, para participar num debate que decorreu em Lisboa, de cidadania aberta, no final gravei o meu depoimento, no qual sublinhei que Lisboa, deve pensar o seu futuro com os olhos postos na outra margem.
Foi, portanto, com satisfação que registei esta reunião entre as vereações e os dois presidentes de Câmara, ali, dando as mãos, para além das opções ideológicas de cada um, mas, colocando em primeiro lugar a defesa dos interesses regionais e o desenvolvimento da região.

Dia 24 de Novembro
O centenário de Miguel Torga

Foi uma noite cultural viva. Foi uma iniciativa digna de registo que proporcionou aos presentes um encontro com o homem e com a sua obra.
Está de parabéns a Cooperativa Cultural Popular Barreirense com esta iniciativa. Pena é que poucos tenham sido os que, numa noite fria, optassem por sair de casa e celebrar o centenário de Miguel Torga.
Fernando Torres Marques, Carlos Paiva e Filipe de Almeida, elementos do INTERVALO GRUPO de TEATRO foram os protagonista desta noite cultural que, de forma simples, num diálogo vivo proporcionaram uma viagem pela poesia, pela vida e pelas ideias que marcaram a vida de Miguel Torga.
Um projecto que merecia ser dinamizada por mais colectividades e escolas do nosso concelho.
Obrigado pela agradável noite de cultura!

Dia 25 de Novembro
Homenagem a Mário de Oliveira

Realizou-se a sessão de encerramento da 8ª Edição da Mostra de Teatro do Lavradio com a homenagem a Mário de Oliveira, um homem que marcou o teatro lavradiense e no concelho do Barreiro, durante muitos anos.
Mário de Oliveira, poeta, dramaturgo, encenador, músico, foi evocado com muita emoção.
Ficámos a conhecer um pouco mais da sua obra, graças ao trabalho de pesquisa de João Saraiva, redactor do jornal “Cachaporreiro”.
Ficou a proposta de um dia, serem editados os seus poemas e textos teatrais, como contributo para enriquecer o fundo bibliográfico do concelho do Barreiro e para que legarmos aos vindouros aquilo que foi a criação artística das nossas gentes.
Mário de Oliveira, num texto lido, referia que, aqueles que vivem o associativismo, muitas vezes de forma anónima, dão sem esperar nada em troca, dão sem nada querer receber, dão apenas com a vontade de partilhar e viver a vida com os outros e construir o mundo.
Aqui fica o registo e uma profunda lembrança de um homem que deu muito de si ao associativismo e à cultura no concelho do Barreiro, apenas por amor e satisfação de proporcionar momentos de enriquecimento humano.
Foi uma justa e merecida homenagem e uma forma emocionada de encerrar mais uma Mostra de Teatro.

António Sousa Pereira

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