Saltar para o conteúdo
Inferências

Grupo de Amigos do Barreiro Velho“É preciso agarrar as oportunidades enquanto elas existem”

“Nós, Grupo de Amigos do Barreiro Velho, pensamos que, a exemplo do que noutras cidades e vilas se tem feito – Torres Novas, Redondo, Guimarães, Almada Velha, aqui mais perto – o Barreiro Velho também tem hipóteses de mudar.” – sublinha o Grupo de Amigos do Barreiro Velho.

“Conservar, restaurar, manter, neste caso, não é retroceder no tempo; é, acima de tudo, agarrar as raízes mais profundas de um espaço, berço da cidade que mais tarde nasceu.” – salientam.

4 min de leitura
Grupo de Amigos do Barreiro Velho “É preciso agarrar as oportunidades enquanto elas existem”

Por Jornal Rostos

Texto do Grupo de Amigos do Barreiro Velho

O Grupo de Amigos do Barreiro Velho persiste em alertar para a actual situação do Barreiro Velho.
Enquanto Movimento Cívico que somos, temos vindo a apostar na animação de espaços que já foram muito importantes sob variadíssimos aspectos: humano, cultural, social, etc, e que hoje perderam completamente essas funções para se transformarem em zonas degradadas e sem vida..
A população, que foi ficando no Barreiro Velho, vai recordando a todo o momento o que ali se viveu e o que representaria para ela, um “volte face” da situação actual.

Nós, Grupo de Amigos do Barreiro Velho, pensamos que, a exemplo do que noutras cidades e vilas se tem feito – Torres Novas, Redondo, Guimarães, Almada Velha, aqui mais perto – o Barreiro Velho também tem hipóteses de mudar. Sobre aquelas vilas e cidades diz-se, em notícia de Fevereiro de 2008:
”Torres Novas: autarquia incentiva recuperação urbana e ocupação do Centro Histórico”; sobre o Redondo : “Município aposta na recuperação do Centro Histórico, para promover o turismo”; sobre Guimarães: “Os edifícios recuperados estão habitados e a zona já recuperou 5% da população”.
Será que estes exemplos não podem ser seguidos, de igual modo, no Barreiro?
Há hoje, mais do que em tempos passados, recursos, projectos, concursos, etc,etc, que se podem mobilizar a partir do poder autárquico e/ou dos cidadãos. É preciso agarrar as oportunidades enquanto elas existem.

Não está na mente do Grupo de Amigos do Barreiro Velho, deturpar as características próprias daquele espaço. Pelo contrário, recuperá-las e conservá-las é, para nós, a atitude certa. Não será imperdoável que se deixe morrer um património arquitectónico que vem desde a Idade Média até aos dias da Art Déco?
Conservar, restaurar, manter, neste caso, não é retroceder no tempo; é, acima de tudo, agarrar as raízes mais profundas de um espaço, berço da cidade que mais tarde nasceu.
O Grupo de Amigos do Barreiro Velho tem ideias que pensa serem realizáveis e vai prosseguindo em tentativas sucessivas de divulgação das mesmas.

Temos, hoje, no Barreiro, uma Instituição de Ensino Superior. Temos uma população escolar que é nova e com outras características. Fixá-los no Barreiro poderia ser, por exemplo, criar uma zona de residências estudantis, no Barreiro Velho. Mas temos ali, por outro lado, e sobretudo, uma população muito idosa ao mesmo tempo que iremos ter uma maior concentração de alunos dos primeiros anos de escolaridade, quando a ex-Escola Mendonça Furtado começar as suas novas funções.. Com estas componentes, não faria sentido a existência de um Centro Comunitário com valências que permitissem a inter relação entre estes vários públicos? Não seriam possíveis as parcerias com o já existente Centro Pdre Abílio e com as vertentes de acção da Misericórdia, existente no Largo de St.ª Cruz? E por que não criar, no Barreiro Velho, uma zona para artistas e artesãos, como noutras cidades já existe?

O Grupo de Amigos do Barreiro Velho é um grupo de pessoas de boa vontade e dispostas a abrir todos os caminhos para que a mudança aconteça. Já promovemos um encontro com o Sr. Presidente da Câmara Municipal, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia do Barreiro e a Sr.ª Vereadora Regina Janeiro e, no dia 18/4 voltaremos a encontrar-nos com a Sr.ª Vereadora Sofia e novamente com o Sr. Presidente da Junta de Freguesia.
Todos não seremos demais para levar por diante uma vontade que não pode ficar por aí.

“Os Centros Históricos das cidades são a sua alma, as suas origens, a memória colectiva. A referência.” In, Jornal Público, 17/2/2008

P’lo Grupo de Amigos do Barreiro Velho,
Rosário Vaz

Consulte blogue :
http://grupodeamigosdobarreirovelho.blogspot.com

Foto : Feira da Ladra, no Largo do Casal, uma iniciativa do Grupo de Amigos do Barreiro Velho, ao primeiro domingo de cada mês.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção