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Inferências

Diz que é uma espécie…de BLOGUE DE NOTAS do BarreiroA vida política no Barreiro e actualidade de “Górgias”

Duas breves notas para reflexão, uma sobre a leitura de “Górgias” uma obra de Platão, onde fica evidente que a “retórica verdadeira” não pode ser, como definem os seus investigadores, “uma rotina empenhada em criar, pela persuasão, um estado de crença sem ciência”. A retórica do Górgias está ao serviço das ideias.

Outra sobre, sobre a notícia divulgada, ontem, pelo jornal “Público” que refere que a Câmara Municipal de Lisboa, falhou a entrega da sua candidatura a fundos comunitários,no âmbito do QREN, destinado a financiar novas escolas e ampliação de antigas.

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Diz que é uma espécie…de BLOGUE DE NOTAS do Barreiro A vida política no Barreiro e actualidade de “Górgias”

Por Jornal Rostos

O regresso a “Górgias” de Platão

Uma obra que é tema de reflexão, no âmbito do estudo de Filosofia Antiga, intitula-se “Górgias”, de Platão.
Por estes dias , com o clima tão quente, no diz que diz-se da nossa cidade, dei comigo a pensar sobre a actualidade deste texto. E, digo-vos, aconselho-vos, que façam uma leitura calma e serena.
Nesta obra, a questão da “retórica” é o tema central, permitindo equacionar diversas matérias, nomeadamente, os princípios de actuação dos políticos, a importância da propaganda política, os valores, as ideias e, acima de tudo o carácter que cada ser humano coloca na sua realização enquanto ser humano. Há tanta gente a falar de carácter.
“Retórica”, no tempo de Platão, era segundo os seus investigadores, “muito mais que o uso imoderado da palavra para fins de aliciamento, extravagância ou auto-afirmação”.
A “Retórica” era uma actividade para a qual se exigia “preparação técnica, cultural e humana daqueles cidadãos que quisessem dedicar-se à coisa pública”.
Na leitura de “Górgias” fica evidente que a “retórica verdadeira” não pode ser, como definem os seus investigadores, “uma rotina empenhada em criar, pela persuasão, um estado de crença sem ciência”. A retórica do Górgias está ao serviço das ideias.
A leitura do Górgias leva-nos a reflectir sobre o “rigor do pensamento”.
Dou comigo a pensar no Górgias e, na pergunta que faz Sócrates, em determinado momento do Diálogo : “Haverá algo que não seja bom ou mau, ou intermédio entre o bom e o mau?”.
Dou comigo a reler “Górgias”. E penso, seria útil, que esta obra que marcou a nossa cultura ocidental, fosse relida, nos tempos de hoje, e, talvez, ajudasse, a melhorar a forma de fazer as coisas na nossa “polis”.Pois, é verdade, Freud explica isto!

Câmara Municipal de Lisboa - Falha entrega de candidatura ao QREN destinado às Escolas

De acordo com notícia divulgada, ontem, pelo jornal “Público” a Câmara Municipal de Lisboa falhou a entrega da sua candidatura a fundos comunitários, destinado a financiar novas escolas e ampliação de antigas.
A vereadora da Educação, Rosália Vargas, refere ao “Público” que vai apurar responsabilidades, mas considera que – “Não é um drama, não é grave. Nada está perdido, uma vez que vai ter lugar uma segunda fase do programa”.
Segundo a notícia tudo teve origem num “erro técnico do município”, cujos técnicos consideravam que tinham formalizado todos os procedimentos e”faltava uma operação”
Em causa está um, programa destinado à requalificação da rede escolar do 1º ciclo do Ensino Básico e da educação pré-escolar.
A falha técnica referida, segundo a notícia do “Público” terá sido o não envio do Parecer de aprovação da candidatura, recebido da DREL, para o organismo que gere o QREN.
Li esta notícia com atenção. Mas, hoje, estava à espera de ler nos OCS comunicados, tomadas de posição dos partidos políticos ou de vereadores da Câmara Municipal de Lisboa a exigir a demissão de António Costa ou da vereadora da Educação.
Pelo que me apercebo, não há movimentações nesse sentido. Enfim é um facto. Fica aqui como registo, cada qual poderá sobre ele reflectir.
Afinal, também, Lisboa é notícia, de “desperdícios” de candidaturas.
Afinal, também em Lisboa, a elaboração de candidaturas sofre as consequências de falhas no aproveitamento de fundos comunitários.
Tinha que ser, ou não fosse Lisboa, a capital deste nosso país. É assim, Lisboa é bem um exemplo da “idade da inocência” e desta forma de ser português – “deixar tudo para a última hora”.
Já, agora, referir que a Câmara Municipal do Barreiro, neste caso, apresentou e viu aceites as suas candidaturas destinadas à renovação do parque escolar do Barreiro, nomeadamente, da Escola Mendonça Furtado, tal como referido na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro.
E com isto volto à pergunta de Sócrates : “Haverá algo que não seja bom ou mau, ou intermédio entre o bom e o mau?”.

António Sousa Pereira

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