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Inferências

CDS/PP BarreiroUm novo tipo de turismo político-económico

“Existem serviços sobre os quais verificámos estar a ser, se não prejudicados, ultrapassados pela maioria dos concelhos que nos circundam.” – refere um comunicado da Comissão Política do Barreiro do CDS/PP, que acrescenta – “Se fomos capazes de programar e atrair o investimento, também ele de volume, para o sector do comércio, na competição perdemos terreno no sector do serviço público administrativo.”

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CDS/PP Barreiro Um novo tipo de turismo político-económico

Por Jornal Rostos

Divulgamos o texto integral de um comunicado da Comissão Politica do CDS-PP do Barreiro:

“7 Anos - Um novo tipo de turismo político-económico”

Bem-vindos serão esses tempos. Alturas haverá, naturalmente, em que seremos obrigados a desviar o olhar do nosso cantinho florido à beira-rio plantado. Em que nos teremos de ajustar para lutas bem menos nobres que a disputa política pura e em que seremos forçados a pensar e pôr uns sinais de trânsito aqui e acolá.
Esperamos que a população, por alguma externa razão, não cresça muito nem decresça em demasia.
Desde o novo Fórum às nossas Queijadinhas de Alburrica. Temos o que é preciso e contamos, como sempre, que esta seja de facto a última grande Obra.

A revisão do PDM do Barreiro, que possibilita e regulamenta o processo de requalificação do Centro da cidade, foi realizada em 2002.
A Câmara Municipal era governada pelo PS e a Junta de Freguesia do Barreiro era dirigida pelo PCP, as duas estruturas executivas directamente afectas a este projecto.
Será ingénuo pensar que a revisão do PDM foi instaurada sem uma projecção fundamentada da utilização e ocupação do espaço visado e sem consulta prévia de técnicos por parte de uma e de outra estrutura, isoladamente e em conjunto. Ambas as estruturas viram seus órgãos responsáveis elegidos das Eleições Autárquicas de 2001.

Foi alertado, numa das últimas intervenções neste espaço por parte deste partido, para a necessidade de capitalização e rentabilização dessa área. Está em questão, entre muitos outros aspectos, o esforço dos barreirenses na reorientação de importantes somas do fundo camarário.
Na perspectiva do município apenas convém fazer então valer este projecto, potenciar cada passo que demos. Congregar e tentar nunca separar.

A esse respeito alertamos mais uma vez. Existem serviços sobre os quais verificámos estar a ser, se não prejudicados, ultrapassados pela maioria dos concelhos que nos circundam.
Se este projecto, que inclui o novo Fórum, nos possibilita assimilar significativas receitas e mais-valias com origem nestes concelhos (que incluem Seixal, Moita, Palmela e Montijo) no plano comercial - área onde este equipamento se poderá tornar uma referência na nossa região, existem outras contrapartidas para os barreirenses que não foram acauteladas.
Se fomos capazes de programar e atrair o investimento, também ele de volume, para o sector do comércio, na competição perdemos terreno no sector do serviço público administrativo.
As ocorrências, tendo em conta a melhoria da qualidade dos serviços prestados, foram-se sucedendo nestes concelhos sem a devida atenção de nossa parte quando deveríamos ter sido nós, também e por via da programação para a reabilitação do Centro da cidade, a incluir o pelotão da frente na garantia de benefícios quase imediatos para todos os barreirenses.

O Concelho do Seixal, o de maior número de eleitores dos que aqui referimos e em conta com o Barreiro, inaugurou a sua Loja do Cidadão (Posto de Atendimento ao Cidadão - PACs) em Fevereiro de 2002; Moita possui dois PACs, um no próprio edifício da Câmara Municipal - inaugurado em 2003, outro na Baixa da Banheira, inaugurado em 2005; o Montijo possui igualmente um PACs, inaugurado em Fevereiro de 2005; Palmela também, um PACs, situado no Pinhal Novo.
Entre os balcões disponíveis nos PACs encontram-se o da EDP, Direcção-Geral da Saúde, EPAL, Direcção-Geral dos Impostos, Caixa Geral de Aposentações, Direcção-Geral do Ensino Superior. Assim?

Sem grande inauguração e sem os barreirenses terem tido conhecimento.
Sem pompa, sem anúncio nem convite.
Apenas assim, como compete. Temos um grande "cartão-de-visita", mas apenas uma pequena sala para receber toda a gente.

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