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Inferências

“Rostos” 7 anos de vidaPelo Barreiro e pela região de Setúbal
. Uma LIBERDADE com Rostos

Somos, sem dúvida, um projecto de comunicação que faz a diferença, uma diferença cultural, uma diferença de conceitos, uma aposta no jornalismo pelo jornalismo.
Um jornalismo que gera afectos. Um jornalismo que transmite emoções. Um jornalismo vivo.

7 min de leitura
“Rostos” 7 anos de vida Pelo Barreiro e pela região de Setúbal . Uma LIBERDADE com Rostos

Por Jornal Rostos

Foi no dia 15 de Dezembro de 2001 que nasceu o primeiro número impresso do jornal “Rostos”.
Após ter exercido as funções de Chefe de Redacção e Director do “Jornal do Barreiro”, tomei a decisão pessoal de retomar um projecto de comunicação regional, tendo em vista dar corpo a uma acção de comunicação pluralista, respeitadora das diferenças, não enfeudada a qualquer interesse de poder de ordem pessoal, ou integrado em dinâmicas político-partidárias.
O objectivo era e continua a ser um, apenas um, promover um projecto jornalístico que dê voz às diferenças, que respeita a cidadania, que coloca acima de tudo os interesses da comunidade, acima de outros interesses pontuais, sectoriais, ou estratégias de poder.
Tem sido difícil. Mas tem valido a pena este combate, com muito suor e lágrimas, pela edificação de um projecto de comunicação que, cada vez mais, se assume como uma referência na região.

Colocamos neste projecto uma enorme paixão, um grande amor ao jornalismo, sendo, afinal, ele mesmo, uma aposta num projecto de vida e na construção de uma empresa jornalística, que responda a um nicho de mercado regional.
Contamos, nos dias de hoje, com um quadro de pessoal de três trabalhadores – uma empresa com características familiares - onde, afinal, todos fazem de tudo e vivem o “Rostos” diariamente com um sentimento que brota do coração.
Sentimos uma enorme emoção por ao longo destes anos termos proporcionado a jovens licenciados a realização dos seus estágios profissionais e, simultaneamente, terem acesso à Carteira Profissional de Jornalistas.
Todos eles, que por aqui têm passado seguiram a sua vida profissional, uns no jornalismo, outros em projectos na área da comunicação, por vezes, recordam-nos e escrevem a matar saudades e a sublinhar como guardam, nas suas memórias e nas suas vidas, a experiência vivida no quotidiano do “Rostos”.
Por tudo isto, sentimos que valeu a pena e vale a pena continuar a lutar por manter vivo e dinâmico o projecto.

Nesta nossa actividade diária, muitas vezes nos habituámos à diabolização. Umas vezes somos acusados de ser pró-comunistas. Outras somos pró-socialistas. Outras somos sociais democratas. E, também não deixamos de ser também aqueles que levam o Bloco de Esquerda ao colo.
Somos, sem dúvida, um projecto de comunicação que faz a diferença, uma diferença cultural, uma diferença de conceitos, uma aposta no jornalismo pelo jornalismo.
Um jornalismo que gera afectos. Um jornalismo que transmite emoções. Um jornalismo vivo.
E, talvez, por estas razões, quem gostava que fossemos uma “correia de transmissão” de qualquer coisa, sente a nossa independência com alguma incomodidade.
Neste tempo, que se exige a cada cidadão que não sucumba perante as verdades únicas, é preciso coragem para manter uma visão da vida com pluralidade e multiculturalidade.
É difícil. Nós sabemos que é difícil.
Mas, ter coragem é estar à altura dos desafios, enfrentar as dificuldades e procurar as melhores soluções para atingirmos os objectivos.

Quando, há sete anos atrás este projecto arrancou sentimos de imediato que existiam novos caminhos a percorrer no mundo da comunicação.
Quando arrancámos com a nossa edição on line, de forma pioneira, abrindo os caminhos do jornalismo do século XXI, estávamos conscientes que, por um lado estávamos a gerar um dos melhores fundos documentais, onde se regista muito da nossa memória colectiva, mas, simultaneamente, sabíamos que a informação digital tinha uma importância crescente na actualidade informativa.

Se, no primeiro ano, tínhamos visitas directas diárias na ordem das 300, ficando pelas 150 aos fins de semana, a realidade é que actualmente, contamos na ordem das 1300 visitas directas diárias/únicas, com dias a superar largamente este valor e, aos fins de semana, começamos a estabilizar nas 1000 visitas directas/únicas.
Podemos afirmar sem qualquer receio que, só no Barreiro são mais de 7500 pessoas por mês que visitam o jornal “Rostos”.
Há meses que superamos as 105 mil visitas e contamos perto das 45 mil visitas directas/únicas.
Isto só é possível pela isenção, pelo pluralismo de opinião, pelo respeito pela notícia.
Por essa razão, há alguns que combatem o jornal “Rostos”, porque temem o seu peso informativo, a sua influência na vida da comunidade e na promoção de uma cidadania que se escreve com a palavra LIBERDADE. Uma LIBERDADE com Rostos.
Tudo serve para criticar e gerar anátemas. Tudo o que se faz no “Rostos” é sujeito a uma avaliação critica, com muitos e diferentes olhares, dependendo do ponto de vista do observador.

Digo-vos, uma coisa podem de certeza acreditar, o que nos move é o gozo de fazer jornalismo.
O que nos move é o prazer de sermos geradores de confronto de ideias e valores.
O que nos tem mantido ao longo destes anos, de dificuldades constantes, de sacrifícios, de combate, de trabalho, é o amor ao jornalismo.
Sentimos que fazemos um jornalismo com um olhar positivo sobre os dias, sentimos que muitos que nos visitam, muitas vezes, ao ler textos que nestas páginas são editados, viveram momentos de emoção, de ternura, de afectos…e isso dá-nos uma grande responsabilidade.
Aqui não cultivamos o ódio, nem a superioridade moral, por razões de ordem política ou intelectual.
Aqui damos voz à diferença, porque acreditamos que uma cidade se constrói com diferenças, com cultura democrática e com Rostos.

Faz hoje sete anos que arrancámos com este sonho.
Um sonho que continua vivo.
Um sonho que continua em construção.
Um sonho que deu importantes saltos qualitativos e que se afirma, nos dias de hoje, como uma referência na Península de Setúbal.
Hoje é dia de aniversário. Um aniversário que assinalamos e que nos deixa em aberto a vontade de continuar, porque acreditamos que o jornalismo livre pode existir, porque acreditamos que um jornalismo não caucionado pode existir, porque acreditamos, acima de tudo que podemos exercer a actividade no jornalismo, tendo opções pessoais, mas colocando acima das opções pessoais a capacidade de manter a equidistância e o respeito pela verdade.
A verdade de cada um é a verdade de cada um, mas a verdade só tem verdadeira razão de ser nos factos, no movimento da história e na avaliação das estórias que fazem a vida.

Continuaremos a fazer jornalismo isento, respeitador das diferenças de opinião.
Continuaremos a desenvolver a nossa actividade, conscientes, que esta luta pela liberdade é dolorosa.
Chegámos aqui, acreditamos que vamos chegar ao futuro, porque temos uma enorme fé na vida, nos valores, nos princípios, nas ideias.

Faz hoje sete anos. Fomos o primeiro projecto jornalístico nascido no Barreiro no ano que marcava o começo do século XXI.
Quisemos nascer neste dia com intencionalidade…para marcar presença numa nova forma de fazer informação e numa aposta em novas tecnologias, acreditando que um novo Barreiro poderia estar a nascer.
Continuamos a acreditar que o Barreiro do século XXI está a brotar e que uma nova região de Setúbal vai nascer no futuro.
Por isso estamos aqui, convictos, que há um nicho de mercado, onde pode desenvolver-se uma micro empresa de comunicação social, com características próprias, com uma dimensão especifica, que pode ser uma plataforma de formação de jovens jornalistas e consolidar-se como um espaço de criatividade e geradora de um conjunto de postos de trabalho.
Acreditamos. Porque acreditamos vamos continuar, passo a passo, superando cada dia como uma etapa e sentindo cada dia como sendo a chegada ao cume de uma montanha, donde olhamos o passado e observamos o futuro.
Valeu a pena chegar aqui.
Aqui fica, o nosso OBRIGADO a todos os que nos têm dado o seu contributo pessoal e voluntário, valorizando as nossas páginas, enriquecendo os nossos conteúdos e dando-nos, com o seu contributo, estímulo nesta nossa aventura pela vida e pelo jornalismo.

Um abraço forte aos nossos leitores. Um abraço forte aos agentes económicos e sociais que nos têm proporcionado condições para manter dinâmico este projecto.
Um obrigado especial à equipa – ao Miguel, criativo da informática; a Alexandra, criativa de design; a Rita, criativa das relações públicas e comercial, a Andreia, criativa do jornalismo; em suma, a todos que ao longo dos anos associaram e continuam a associar o seu nome ao “Rostos”.

Feliz Natal. Um óptimo Ano Novo a todos.

António Sousa Pereira

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