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Inferências

Sabia que?!Há seres humanos que ainda vivem na extrema pobreza!
Por Susana Henrique

Após uma reclamação efectuada junto da Delegação de Saúde Pública do Barreiro, relativa a maus cheiros provenientes de uma residência numa rua situada no Alto-Seixalinho perto da estação de caminhos-de-ferro do Lavradio, foi necessário confirmar em que situação estaria a habitação em causa, de forma a poder efectuar-se uma intervenção que levasse à resolução desta questão de insalubridade.

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Sabia que?! Há seres humanos que ainda vivem na extrema pobreza! Por Susana Henrique

Por Jornal Rostos

Numa era cada vez mais industrializada e consequentemente mais desenvolvida, a era dos computadores, dos telemóveis e da internet, há seres humanos que ainda vivem na extrema pobreza! Será esta uma causa ou uma consequência desse desenvolvimento? Estes focos de pobreza estão cada vez mais associados à solidão e, sabia que não acontecem apenas nas grandes cidades? O seu concelho também regista alguns destes casos.
No âmbito do estágio curricular do curso de Comunicação Social que frequento, foi-me dada a oportunidade de acompanhar e vivenciar o trabalho desenvolvido pela Unidade de Saúde do Barreiro. No início, antes de aqui ser colocada, não me apercebera da importância do trabalho desenvolvido por esta instituição, agora, depois de duas semanas a acompanhar a sua vida diária, reitero que não seria possível manter uma cidade saudável se esta organização não respondesse com prontidão e de forma peremptória às queixas levadas a cabo pelos habitantes do concelho.
De forma a enquadrá-lo de uma melhor forma no espaço temporal a que as situações que lhe vou descrever se referem, permita-me que lhe indique que me reporto a questões actuais e que as mesmas lhe relatam factos datados já do ano de 2009.
Após uma reclamação efectuada junto da Delegação de Saúde Pública do Barreiro, relativa a maus cheiros provenientes de uma residência numa rua situada no Alto-Seixalinho perto da estação de caminhos-de-ferro do Lavradio, foi necessário confirmar em que situação estaria a habitação em causa, de forma a poder efectuar-se uma intervenção que levasse à resolução desta questão de insalubridade.
Acompanhados por agentes da PSP do Barreiro, a Técnica de Saúde Ambiental, Marília Marques, e o Delegado de Saúde do Barreiro, Mário Durval, deslocaram-se ao local, tendo sido também necessária a intervenção dos Bombeiros de forma a poder entrar na habitação, uma vez que o inquilino não estava presente.
Nunca havia visto tanta degradação numa habitação, era quase necessário afastar o lixo para conseguir transitar de uma divisão para outra, e abrir a porta para outro quarto era uma constante busca e uma aventura no desconhecido, sem saber o que se poderia vir a encontrar.
Mas se considera que esta é uma situação única na nossa cidade, desengane-se!
Numa outra queixa efectuada junto desta instituição, Marília Marques e Mário Durval deslocaram-se a outra zona do concelho de forma a verificar a existência de cheiros tóxicos que uma habitante insiste que provêm da habitação anexa à sua todos os dias, situação que não foi possível verificar, uma vez que segundo a queixosa esta situação se repete a horas especificas.
Se isto já lhe parece suficiente, então contamos-lhe mais uma situação anómala numa cidade desenvolvida.
Num prédio junto à estação rodo-ferro-fluvial do Barreiro, mais uma vez foi necessária a intervenção da Técnica de Saúde Ambiental e do Delegado de Saúde, desta vez, de modo a verificar as condições habitacionais e a possível proliferação de vectores de doença num dos andares.
Será possível que numa época em que já há tantas associações de apoio ainda hajam seres humanos a viver nestas condições?
É sem dúvida um caso a pensar…

Susana Henrique
(Estagiária de Comunicação Social na Unidade de Saúde Pública do Barreiro)

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