Freguesia à Lupa – CASTELO - SesimbraÀ Descoberta da freguesia do CASTELO no concelho de Sesimbra
A freguesia do Castelo, no concelho de Sesimbra vai ser una referência na nossa edição nos próximos tempos.
Francisco Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Castelo, é o nosso anfitrião e vai proporcionar ao “Rostos” um encontro com a realidade da freguesia, neste nossa actividade direccionada para um «jornalismo de proximidade».

Por Jornal Rostos
O jornal “Rostos” é actualmente um projecto jornalístico de referência regional, pretendemos alargar a nossa esfera de acção através de reportagens e entrevistas que proporcionem um conhecimento das freguesias da nossa região.
Estamos actualmente a dinamizar a nossa intervenção, no âmbito do projecto “FREGUESUIAS À LUPA”, nos concelhos de Palmela e Sesimbra.
FREGUESIA DO CASTELO
Freguesia de Nossa Senhora da Consolação do Castelo
A freguesia de Nossa Senhora da Consolação do Castelo abrange o território rural, numa área bastante ampla que se estende, grosso modo, do Cabo Espichel ao Arneiro, a norte; daqui à Quinta do Conde a nascente; daí à Azenha da Ordem; e enfim, mais a sul, ao Fojo, já nos contrafortes da Serra da Arrábida.
A freguesia do Castelo do concelho de Sesimbra está intimamente ligada com a história da Nacionalidade, tendo sido conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques no ano de 1165. O seu castelo foi povoado por uma colónia de Francos desde os finais do século XII, talvez desde 1166, em torno da Igreja de Nossa Senhora da Consolação do Castelo.
O castelo de Sesimbra que Afonso Henriques conquistou foi arrasado em 1190 tendo sido reerguido em 1200, por ordem do rei D. Sancho I, e teve um novo restauro em época recente. Este restauro pretendeu recuperar a traça original da construção com a sua muralha defensiva e respectivos parapeitos e guarnição das ameias.
O edifício recuperou o aspecto medieval com a maciça ala do alcácer, dominada pela grande torre de menagem de abóbada artesoada na cobertura do piso superior, a norte do recinto amuralhado.
Junto da cisterna podem ainda ver-se as ruínas da Casa dos Vereadores, que no início do século XVI ainda funcionava.
Na freguesia do Castelo localiza-se o Solar da Quintinha, amplo solar barroco, situado no lugar da Cotovia e que é constituído por várias alas modernizadas tendo a principal um terraço apoiado em arcaria corrida.
O Solar tem uma capela privativa de fachada muito singela datada de 1738 e possui um altar de talha clássica, em cujo trono figura uma imagem de Nossa Senhora das Dores. O tecto é estucado e ornado com figuras de dois Evangelistas, S. Paulo e S. Pedro e o Agnus Dei. Nas paredes existem quatro telas do final de setecentos em estilo de Pedro Alexandrino.
No entanto, a peça de maior valor da casa é a grande fonte do século XVIII, toda revestida a azulejos azuis e brancos da mesma época, de boa qualidade. A série inferior representa cenas da vida aristocrática e a superior Santo António de Lisboa, a Imaculada Conceição, a Última Ceia e S. Francisco.
A Igreja de Santa Maria do Castelo foi fundada no ano de 1160 tendo sofrido, desde então, várias reformas que lhe adulteraram a traça original. Uma dessas remodelações deve ter ocorrido, possivelmente no ano de 1721, como é atestado por inscrição existente no portal.
O templo é de uma só nave, coberta por um tecto simples tendo ao centro uma tela do século XVII que representa a Coroação da Virgem. As paredes são todas revestidas a azulejos de cor azul e branca do século XVIII, de boa qualidade, que figuram momentos da vida de Nossa Senhora.
O púlpito é um bom trabalho em pedra de lioz. Os retábulos dos sete altares em talha dourada merecem também referência e datam dos princípios de setecentos. Na sacristia encontra-se a mais valiosa peça que a Igreja guarda, uma escultura de alabastros representando Nossa Senhora Mãe dos Homens, provavelmente do século XIII, e que é um notável exemplo de concepção plástica.
Dentre o património da freguesia do castelo é importante referir o Santuário de Nossa Senhora do Cabo, localizado no Cabo Espichel, um dos mais interessantes pontos de toda a geografia e imaginária nacional. O templo é também conhecido pelo nome de Santuário da Pedra da Mua e está actualmente quase abandonado.
O Cabo Espichel é formado pelo extremo Sudoeste da Serra da Arrábida, elevando-se a 150 metros acima das águas do mar. No ponto mais avançado encontra-se o farol, cuja torre primitiva deve ser do século XVIII, tendo sido reformada em 1848.
A veneração da Senhora do Cabo surgiu à volta da Ermida da Memória, erguida no local onde apareceu a Virgem no ano de 1410 a um casal de idosos de Alcabideche.
A data da fundação da capela é desconhecida. É de proporções harmoniosas e coberta por uma cúpula boleada, o interior é revestido de azulejos que contam a lenda do santuário.
A grande afluência de peregrinos durante todo esse século levou a uma contínua ampliação do recinto, continuando-se a construir ainda em 1791.
A igreja, para onde foi transferida em 1707 a imagem de Nossa Senhora do Cabo, tem portal com frontão em meia concha, ladeado por fogaréus.
O interior tem um guarda-vento em madeira brasileira, é de uma só nave, coberta por tecto em abóbada onde se desenvolve uma bela composição a fresco, de perspectiva, figurando no centro a Assunção da Virgem, obra notável de Lourenço da Cunha, executada em 1740. As paredes estão totalmente revestidas por mármore branco e negro da Arrábida.
Na capela-mor encontra-se a maquineta-relicário em prata dourada, oferecida pela peregrinação de Lisboa, de 1680, onde se guarda a muito antiga e pequena imagem da Senhora do Cabo.
Fora do recinto da igreja e das hospedarias ergue-se a Casa da Água, construída em 1770 a que se acede por uma escadaria e que tem como peça mais valiosa a belíssima fonte de tipo rocaille de mármore, em tipo berniniano.
População: 15207 (2001)
Actividades económicas: Agricultura, pecuária, pesca, indústria de extracção e transformação de calcário, restauração, cerâmica, transformação de mármore, pastorícia, lactícinios, transformação de acrilícos, comércio e serviços
Festas e Romarias: N.ª Sra. do Cabo (último domingo de Setembro), N.ª Sra. da Luz (2.º domingo de Setembro), N.ª Sra. da Atalaia (último domingo de Agosto), N.ª Sra. da Consolação (1º domingo Setembro), Festa da Penitencia (1º domingo de Maio),N.ª Sra. da Conceição (26 de Dezembro) e N.ª Sra. Del Carmen (3.ª semana de Agosto)
Património: Igreja Matriz, Castelo, Santuário de Cabo Espichel, Forte de S. Teodósio, rocha do Casal do Meio, lapa da Furada, lapa do Fumo, lapa do Bugio, forte de S. Domingos da Barranha, pegadas de dinossauro, palácios de Sampaio e Calhariz e solar da Quintinha Outros Locais: Castelo, santuário de Cabo Espichel, pedra da mula, pedreira do avelino, Lagoa de Albufeira e moinhos de vento
Gastronomia: Arroz de polvo, açorda de marisco, ensopado de lulas, caldeirada e broas de alfarim
Artesanato: Trabalhos em pedra
Colectividades: Assoc. Cultural Recr. de Trabalhadores Zambujalense, Grupo Desp. União de Azoia, Moto Clube de Sesimbra, Escola de Windsurf da Lagoa de Albufeira, Grupo Desp. de Alfarim, Assoc. Cultural e Desp. da Cotovia, Grupo Desp. e Recr. da Maçã, Centro de Estudos Culturais Raio de Luz e Soc. Instrutiva e Recreativa Santanense
Orago: Nossa Senhora da Consolação
Informação recolhida no site :













