DIRIGENTES COOPERATIVOS REUNIDOS EM CASTRO VERDE - SETÚBALDEBATEM MEDIDAS QUE POTENCIEM DESENVOLVIMENTO DO SECTOR

Por Jornal Rostos
Após a reflexão sobre as ideias em debate, o Conselho Nacional recordou que “as Cooperativas surgiram para dar resposta à crise (...) onde os operários e os consumidores em geral sofriam os efeitos nefastos da política de domínio capitalista.” concluindo assim que “hoje, face à conjuntura que vivemos, à natureza e aos objectivos das Cooperativas, tal como no passado é necessário reestruturar, reforçar e desenvolver o Movimento Cooperativo, como organização interveniente de combate à crise e factor de desenvolvimento das comunidades” e que a situação de crise não deve ser considerada “como fatalidade”, pois, o Conselho Nacional reconhece que as Cooperativas, para além da sua natureza, dispõe de meios e capacidades – humanas, técnicas e patrimoniais - que devem ser coordenadas e utilizadas (...) de forma a fazer da situação de crise um momento de oportunidades“, que propiciem o seu desenvolvimento.
Tendo presente a proximidade de um período eleitoral, foi ainda deixado o apelo para que o movimento cooperativo no seu conjunto possa articular acções reivindicativas junto do poder político, órgãos de soberania e partidos políticos, apresentando as suas propostas e exigindo o respeito pelos preceitos constitucionais e concretizar medidas que tenham em conta a especificidade do Sector Cooperativo e consequentemente garantindo a devida discriminação positiva no respeito pela resolução do Parlamento Europeu de 19 de Fevereiro de 2009 sobre a Economia Social Europeia.
RESOLUÇÃO
O Conselho Nacional da FENACOOP reuniu em 19 de Abril de 2009, em Castro Verde, após a realização, no dia anterior, de um debate onde participaram dirigentes e quadros das Cooperativas de Consumidores, que analisaram:
● A actual crise económica, financeira e social e os seus efeitos nas Cooperativas e nas comunidades locais, especialmente naquelas onde desenvolvem as suas actividades;
● A situação actual do País e do sector da distribuição;
● Os resultados das Cooperativas de Consumidores em 2008 e do primeiro trimestre de 2009, assim como as perspectivas futuras.
O Conselho Nacional fez uma profunda reflexão sobre os assuntos tratados, à análise efectuada, as intervenções feitas, as ideias expressas e as sugestões apresentadas , assim como as propostas formuladas.
A reflexão contou com uma forte participação dos membros do Conselho Nacional, que fizeram o enquadramento do debate realizado e dos objectivos definidos nos Planos de Actividades da FENACOOP e da COOPLISBOA para 2009, bem como avaliaram o grau de organização assim como a forma de a adaptar às necessidades actuais.
Após o debate, o Conselho Nacional concluiu o seguinte:
1. A constituição das Cooperativas surgiu num momento de crise onde os operários e os consumidores em geral sofriam os efeitos nefastos da política de domínio capitalista.
As Cooperativas surgiram para dar resposta à crise.
Hoje, face à conjuntura que vivemos, à natureza e aos objectivos das Cooperativas, tal como no passado é necessário reestruturar, reforçar e desenvolver o Movimento Cooperativo, como organização interveniente de combate à crise e factor de desenvolvimento das comunidades.
2. A nossa experiência, os nossos pontos fortes, as nossas boas práticas levam a afirmar que o trabalho em grupo, a intercooperação, o espírito de solidariedade – política, social, económico e comercial – e o respeito pelos princípios e valores cooperativos, são fundamentais para o nosso desenvolvimento.
Dotar a COOPLISBOA dos serviços necessários ao desempenho da sua função, coordenadora da actividade económica do movimento e o reforço da intervenção da FENACOOP quer nas suas funções de representação quer na dinamização das cooperativas como organizações de consumidores e na sua intervenção social torna-se prioritário.
3. Que o espírito de interligação e entre-ajuda envolvendo os Dirigentes, os Quadros e Trabalhadores, no respeito das respectivas responsabilidades e missões, cria a plataforma capaz de alcançar os objectivos definidos.
4. Que a situação de crise não deve ser considerada como fatalidade, antes pelo contrário. As Cooperativas para além da sua natureza, dispõe de meios e capacidades – humanas, técnicas e patrimoniais - que devem ser coordenadas e utilizadas de forma a minimizar os efeitos da crise no nosso movimento e simultaneamente dinamizar soluções que nos proporcione fazer da situação de crise um momento de oportunidades que levem ao nosso reforço e desenvolvimento.
5. Que no presente contexto é necessário tomar todas as medidas que garantam que cada organização realize a sua missão e potencie os respectivos meios ao serviço do movimento e das comunidades que serve.
6. O movimento cooperativo no seu conjunto deve articular acções reivindicativas junto do poder político, órgãos de soberania e partidos políticos, apresentando as suas propostas e exigindo o respeito pelos preceitos constitucionais e concretizar medidas que tenham em conta a especificidade do Sector Cooperativo e consequentemente garantindo a devida discriminação positiva no respeito pela resolução do Parlamento Europeu de
19 de Fevereiro de 2009 sobre a Economia Social Europeia.
Castro Verde, 19 de Abril de 2009













