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Inferências

Diz que é uma espécie de BLOGUE DE NOTAS do BarreiroCreio no Arco Ribeirinho Sul
Por António Sousa Pereira

Por tudo isso, renego o meu próprio pensar, a vontade de ter vontade, o direito de ter opinião, porque só há uma verdade, uma fé e uma vida, aquela que brota divinamente do nosso Arco Ribeirinho Sul, esse sinal transcendental, que nos move acima de qualquer terrorismo retórico e ilumina as delícias das paixões que fazem que os tempos de hoje sejam, afinal, uma marca nesta viragem de século, pelos séculos dos séculos.

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Diz que é uma espécie de BLOGUE DE NOTAS do Barreiro Creio no Arco Ribeirinho Sul Por António Sousa Pereira

Por Jornal Rostos

Creio no Arco Ribeirinho Sul, assim como no Novo Aeroporto de Lisboa, obras que encontraram reconhecimento nos tempos que fazem a nossa actualidade.
Acredito na Terceira Travessia do Tejo, assim como na Plataforma Logística do Poceirão, obras dotadas de clarividência, que permitem ajuizar o futuro.
Creio nos projectos da Quimiparque, da Margueira e da Siderurgia Nacional valores que emergem do passado e se projectam, hoje, intemporais, como expressão de uma cultura que marcou gerações e dão sentido aos nossos dias.
Acredito no Metro Sul do Tejo irmanado no TGV e na sua dimensão ferroviária, uma unidade santíssima, que vai forjar Oficinas modernas e nos dará um lugar digno no reino da Área Metropolitana de Lisboa.
Creio no modelo de gestão da Sociedade do Arco Ribeirinho, força inovadora e criadora da nossa comunidade, que nos permitirá ascender ao céu na terra.
Acredito na força dos génios que gerem os capitais públicos, do Poder Central e Poder Local, porque eles não irão banalizar os efeitos desta intervenção global e estarão sempre sentados ao nosso lado esquerdo, de dedo apontado ao maligno que está no lado direito.
Creio que no saber que hoje emerge, obrigatório, que dá um novo brilho ao sol e nos diz que, amanhã, finalmente, nesta margem sul, vamos ter Hotéis, Hospitais e gente a viver, aqui, com um sentir humanizado.
Acredito que jamais, jamais, a nossa comunidade de homens cultos, por toda a eternidade, jamais, irá evitar que não se abra um novo rumo e irá por fim aos vícios tenebrosos do passado, marcado por lógicas miserabilistas e bandeiras negras.
Creio naquilo que foi estabelecido e decretado, que nós devemos cumprir a uma só voz, reunidos em torno da fé, que abre o caminho a um novo paradigma de entendimento, «rasgando», hoje, as janelas de oportunidades, sem essas malignas paredes de vidro, que ofuscam a verdade.
Acredito que hoje, sem dúvida, temos quem pense por nós, quem simplesmente nos aponte o caminho do futuro, sem pressupostos tácitos de jogos, mas apenas com essa crença de nos servir e nos dar um novo sol brilhante de plena afirmação da nossa história.
Creio nos nossos políticos que só nos querem servir e nunca servir-se e sabem apontar os caminhos da verdade, da crença, homens cuja dimensão intelectual demonstra que, aqui e agora, vivemos com valores e princípios, sem os dogmas do obscuro pensar, que coloca sempre a bola fora de jogo, apontando o dedo a uns como sendo os maus e outros como sendo os bons, nessa trágica dimensão edipiana.

Por tudo isso, renego o meu próprio pensar, a vontade de ter vontade, o direito de ter opinião, porque só há uma verdade, uma fé e uma vida, aquela que brota divinamente do nosso Arco Ribeirinho Sul, esse sinal transcendental, que nos move acima de qualquer terrorismo retórico e ilumina as delícias das paixões que fazem que os tempos de hoje sejam, afinal, uma marca nesta viragem de século, pelos séculos dos séculos.

Assim seja!
S.P.

Nota – Esta «reflexão» é uma homenagem ao «discurso canónico» que começa a ser o mote que caracteriza o «modus vivendi» do «fazer política»

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